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21 de Janeiro, 2022

50 sets depois o Rei caiu, e com estrondo!

Thiem acabou mesmo por estender a sua senda de boas exibições até ao último dia de competição na Caja Magica, e diante de um “omnipotente” Alexander Zverev, protagonizou uma exibição que pode bem fazer parte de uma das boas rivalidades tenísticas dos próximos anos. O alemão de 21 anos mostrou-se porém muito concentrado em vencer o seu terceiro Masters 1000 da carreira e levou a cabo essa tarefa de forma irrepreensível, apoiando o seu jogo não só na sua arma predileta que é a esquerda a duas mãos ao longo da linha, mas também se mostrou muito confortável na argila espanhola e, mostrando um exímio trabalho de movimentação no court, conseguiu algo que por vezes lhe falta nos momentos-chave: tranquilidade e equilíbrio para disferir a pancada de direita com a pujança que lhe é característica.

Legenda: Zverev, 21 anos, já leva 3 títulos de categoria ATP1000
Fonte: Mutua Madrid Open

Estando estes dois (ou três) fatores aliados Zverev sabe que, em princípio, pode confiar no seu golpe de serviço e, por isso, as probabilidades de o alemão derrotar qualquer adversário são exponencialmente maiores. Duplo 6/4 foi o parcial de um bom jogo de ténis digno de dois talentos raros do circuito mundial e que prometem continuar a dar cartas, apesar da sua (notável, e por vezes compreensível) irregularidade anual.

De destacar ainda os dois eventos que decorreram de forma paralela à grande competição masculina, que foram a competição feminina e a competição dedicada aos 4 melhores sub-16 espanhóis, que se encontram ano após ano na Caja Magica para lutar nos mesmos courts que os seus heróis por um troféu e uma oportunidade de subir ao palco para o receber lado a lado com o grande vencedor do troféu principal masculino.

Começando pelas senhoras, o destaque vai para a heroína do circuito feminino, Petra Kvitova. A tenista checa leva à letra o ditado que diz que “dos fracos não reza a história” e conquistou pela terceira vez o troféu na Caja Mágica. Absolutamente notáveis os feitos de Kvitova após o seu episódio que poderia ter colocado um ponto final precoce na sua carreira.

Não podia, por fim, deixar de dar destaque a alguém com quem tive o prazer de partilhar court, há já vários anos, em Espanha. Sob o comando do treinador brasileiro, e já entrevistado do Bola na Rede Cristiano de Oliveira Pinto, Mario Mansilla Diez (dos jogadores mais jovens de sempre a alcançar o primeiro ponto ATP, curiosamente no Future de Idanha-a-Nova) fez a Academia Oliveira Tennis Pro, sediada em Burgos, alcançar o feito de se ver representada três vezes na Final desta prova especial madrilena, nos últimos três anos.

Se há dois anos Nicolás Alvarez Varona logrou sagrar-se campeão e partilhar palco com Novak Djokovic este ano foi Mario que, depois de duas exibições típicas de quem tem tudo para singrar no mundo do ténis, levantou o troféu na Caja Mágica. Deixo os meus parabéns a toda a comitiva e, claro, em especial ao Mario que passo a passo constrói o seu futuro junto do seu treinador de sempre, o Cristiano.

O circuito segue agora para o Foro Italico de Roma, onde já se disputa o Masters 1000 romano. Irá Rafa voltar a levantar o troféu em Itália, como fez nos anos de 2005, 2006, 2007, 2009, 2010, 2012 e 2013?

Foto de Capa: Mutua Madrid Open

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro