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Ainda vamos ter saudades de Roger e Serena

Eduardo Nunes · 2 min

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Atualmente, vivemos uma situação que desperta sentimentos contraditórios entre os amantes do ténis. Por um lado, observamos muitos e bons talentos da nova geração a surgirem e a lutarem com os melhores da atualidade, tanto no circuito ATP como no WTA. A mais recente campeã de um dos torneios mais importantes do ano (Naomi Osaka), por exemplo, tem apenas 20 anos, assim como a sua adversária na final (Daria Kasaktina).

Na parte masculina temos o germânico Alexander Zverev entre os melhores do mundo, Dominic Thiem (apesar de ter 24 anos, ainda pode progredir mais no ranking e melhorar o seu máximo de carreira, que é o quarto – atualmente está em sétimo lugar), Nick Kyrgios, Denis Shapovalov, Felix Auger-Aliassime, Stefanos Tsitsipas, Alex de Minaur, entre muitos outros bons valores. No entanto, creio que irá haver um “vazio” difícil de ocupar quando o suíço Roger Federer e a norte-americana Serena Williams abandonarem as suas respetivas carreiras tenísticas.

Algo muito natural, pois estamos na presença de duas autênticas “lendas vivas” da modalidade. Atendendo às idades mais avançadas dos dois elementos em questão (ambos completam 37 anos em Agosto e Setembro, respetivamente) aproxima-se a hora do sempre doloroso adeus à competição oficial. Apesar de haver bons valores nos dois circuitos, nunca vão conseguir fazer esquecer estes dois “monstros” do ténis mundial, autênticos pesadelos para quem teve a infelicidade (ou o privilégio, depende da perspetiva) de os encontrar.

Tanto a magia do maestro suíço como a qualidade, força e garra da norte-americana são impossíveis de replicar pelo comum dos mortais, pelo que a sua ausência será muito notada quando eles decidirem deixar a competição. Falando um pouco do caso concreto de Federer, muita gente considera-o o melhor de todos os tempos e certamente que mesmo quem não concorde, facilmente o coloca num lote muito restrito de jogadores.

Para além de muitos outros recordes que o suíço bateu, é também o número um mais velho da história
Fonte: ATP Australian Open

Ele consegue aliar a qualidade dentro de campo a uma grande atitude e fair-play fora dele, reconhecendo sempre o mérito dos seus adversários quando ele sofre uma (rara) derrota.A Serena irá ter mais dificuldade em regressar a um nível próximo do que apresentava antes de ser mãe, mas também já se fazia o “funeral” do mágico Federer aquando da sua operação ao joelho e o certo é que, por enquanto, ele é o número um do ranking.

Quem o segue mais de perto é o espanhol Rafael Nadal, o rei da terra batida, um grande exemplo de tenacidade e superação, um atleta que se bate com lesões muito graves nos últimos tempos mas parece sempre voltar ainda mais forte!Os grandes campeões são assim, caem mas voltam ainda mais fortes (não é assim, Juan Martin Del Potro?).

Foto de Capa: ATP

Eduardo Nunes

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