Antevisão ATP Finals: O melhor entre os melhores

- Advertisement -

Estamos na reta final da temporada de ténis, ou seja, nos preparativos finais para o último torneio ATP do ano, as ATP Finals, que se vão jogar ao longo desta semana, de 15 a 22 de novembro.

As ATP Finals reúnem os oito melhores tenistas ao longo da temporada. O formato é diferente dos habituais torneios a eliminar. Aqui, os tenistas dividem-se em dois grupos, que, este ano, terão o nome de Tóquio 1970 e Londres 2020, em alusão à primeira edição e à presente. Depois de jogarem uma vez contra cada elemento do grupo, o primeiro e segundo avançam para as meias-finais. Esta edição das ATP Finals tem muito de especial – e muitos pontos de interesse.

Desde 2009 que este torneio, que, durante oito edições (2009-2016) teve como nome ATP World Tour Finals (provavelmente até se aperceberem que a sigla WTF não era muito conveniente), se disputa em Londres, uma das capitais mundiais do ténis. No ano de celebração do 50.º aniversário da prova, com todos os nomes e formatos que teve, vamos assistir, igualmente, à sua última edição disputada na, muito célebre, O2 Arena, antes da prova se mudar para Turim. Como tal, tem tudo para ser especial.

A ANTEVISÃO: LAST DANCE EM LONDRES

O elenco para esta edição ficou fechado no decorrer do último Masters 1000 do ano. Em Paris, o nono classificado do ranking mundial, Diego Schwartzman, garantiu os pontos suficientes para já não ser possível sair dessa posição, ficando, então, com acesso a esta prova de elite. Isto porque Roger Federer, que, nas últimas 17 edições da prova, só falhou uma (em 2016), continua a contas com a sua recuperação física e não vai marcar presença em Londres. Assim, Schwartzman, qualificado em oitavo, junta-se a Andrey Rublev, qualificado em sétimo, como estreante do torneio. O sorteio da passada quinta-feira ditou a distribuição dos grupos. Destes grupos, recorde-se, irão ser apurados os atletas para jogar as meias-finais, num esquema onde o vencedor de cada grupo disputa o acesso à final com o segundo classificado do outro grupo.

Este torneio, como é habitual, conta com um elenco muito equilibrado. Prova disso é o facto de o jogador com mais títulos (cinco) e mais vitórias (40) do ano, Rublev, se ter qualificado apenas em sétimo lugar. A contribuir – e muito – para esta curiosidade está o novo sistema de pontuação ATP durante a pandemia. De facto, é hábito afirmar que este é um torneiro onde qualquer um pode ganhar e que conta sempre com muitas surpresas. Já tivemos vencedores como Dimitrov, em 2017, Zverev, em 2018 e Tsitsipas, em 2019. No entanto, este ano, apesar de termos Djokovic a um grande nível e a fazer uma das melhores temporadas da carreira, todos os jogos serão especialmente equilibrados e disputados.

Jogado com características semelhantes – piso rápido e indoor -, o Masters de Paris poderá muito bem ter sido uma amostra fiel daquilo que poderemos esperar para as ATP Finals.

Está, assim, tudo a postos para dar início a mais uma edição desta que é considerada uma das provas mais importantes do calendário do ténis e que marca, também, o fim da (mais do que atípica) temporada de 2020.

Foto de Capa: ATP Finals

Artigo redigido por José Maria Reis

José Maria Reis
José Maria Reishttp://www.bolanarede.pt
O Zé Maria é neste momento estudante daquele que ele espera ser o último ano de Economia no ISCTE. Desde muito cedo que começou a praticar vários desportos exceto, ao contrário da regra geral, futebol porque chamar pé esquerdo ao seu pé direito é um elogio. Mais tarde percebeu que era com uma raquete de ténis na mão que mais gostava de passar o tempo e foi aí que começou a crescer a grande paixão que tem pelo ténis. Vê e acompanha muito desporto, mas o ténis e o futebol, sobretudo o seu Sporting, são a sua perdição.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

À atenção do Benfica: como joga o novo Real Madrid de Álvaro Arbeloa?

Há, no jogo do Real Madrid, um mundo de distâncias entre a primeira e a segunda versão que se apresentaram no Benfica. Não de intenções, necessariamente, mas de consequências aplicadas em campo.

A real oportunidade | Real Madrid x Benfica

Depois de dois jogos eletrizantes entre Real Madrid e Benfica (relativos à última jornada da fase de Liga e primeira mão do play-off), o Estádio Santiago Bernabéu vai ser palco das decisões, onde só uma turma irá garantir o passaporte para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Braga reage à tomada de posição do Governo: «As conclusões apresentadas resultam de uma análise parcial»

O Braga criticou o silêncio do Governo após o Secretário de Estado do Desporto ter apoiado o veto da PSP à coreografia no dérbi do Minho. O clube reclama que ainda não obteve resposta aos pedidos de reunião enviados às autoridades

CBF pretende renovar com Carlo Ancelotti: «Temos a melhor matéria-prima»

Carlo Ancelotti está prestes a renovar o seu contrato como selecionador do Brasil até ao Mundial 2030. O presidente da CBF revelou que a assinatura depende de ajustes burocráticos e jurídicos.

PUB

Mais Artigos Populares

«Só vamos entender o tamanho do que o Vinícius Júnior fez nestes anos daqui a uma década»: a perspetiva da jornalista Tati Mantovani e...

Vinícius Júnior é um dos destaques mundiais na luta contra o racismo. A jornalista Tati Mantovani enquadra o extremo brasileiro neste cenário.

Neymar não vai ser convocado para os últimos jogos particulares antes do Mundial 2026

Neymar não vai ser convocado para os jogos particulares da seleção do Brasil frente à França e à Croácia. Esta é a última convocatória antes do Mundial 2026.

Telma Encarnação dispensada da Seleção Nacional e já tem substituta definida

Telma Encarnação foi dispensada da Seleção Nacional devido a problemas físicos. A avançada foi dada como inapta pela Unidade de Saúde e Performance da FPF e foi rendida por Alícia Correia.