ATP 500 Barcelona: Nadal é rei pela 12.ª vez na Catalunha

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Após a passagem do circuito masculino pela paisagem idílica de Monte Carlo, os principais nomes do Ténis regressaram, dois anos depois, a Barcelona para disputar mais um dos torneios em terra batida no qual Rafael Nadal, rei no pó de tijolo, soma uma enormidade de títulos conquistados – 11, mais concretamente. Ao contrário da competição que se disputou em Belgrado, a prova da Catalunha pertence à categoria ATP 500, o que faz de si um palco frequente de embates entre os melhores classificados do ranking.

POUCAS SURPRESAS NAS RONDAS INAUGURAIS

Para agrado do público que foi enchendo as bancadas ao longo da semana e, certamente, da organização, as primeiras rondas do torneio viram os favoritos confirmar, com mais ou menos dificuldade, o seu estatuto e marcarem encontro entre si nos oitavos de final, a primeira fase da prova onde se podiam defrontar.

À exceção de Cristian Garín (24.º do ranking), que caiu em três partidas para um Kei Nishikori (39.º) a tentar voltar ao seu melhor nível, e de Fabio Fognini (18.º), desqualificado por alegados insultos a um juiz de linha, quase todos os restantes cabeças de série conseguiram um lugar entre os 16 últimos da competição. Nesse sentido, o destaque das rondas iniciais acabou por ser Cameron Norrie (52.º), o britânico que eliminou Karen Kachanov (23.º) e David Goffin (15.º) antes de ser afastado por Rafael Nadal (3.º).

“TOURO DE MANACOR” EM CRESCENDO

Depois de sair de cena em Monte Carlo antes do esperado, frente a um inspirado Andrey Rublev (8.º), que acusou em Barcelona o desgaste da semana anterior, Nadal entrou de forma tremida no torneio cujo court principal tem o seu próprio nome. Cedeu uma partida frente ao qualifier Ilya Ivashka (111.º) no encontro de estreia, algo que voltou a acontecer num embate de altos e baixos frente a Nishikori.

Seguiram-se depois duas vitórias mais convincentes frente a Norrie e, sobretudo, diante de um Pablo Carreno Busta (12.º) em grande forma e motivado após uma enorme vitória frente a Diego Schwartzman (9.º) nos quartos de final. Apesar de ter baixado o nível no final do primeiro set, numa altura em que já liderava por 5-1, mostrou muitas vezes o seu melhor Ténis e venceu por 6-3 e 6-2.

“EL GRECO” EM MODO ROLO COMPRESSOR

Sem dúvida o jogador em melhor forma nesta fase da temporada, Stefanos Tsitsipas (5.º) passeou rumo à final de Barcelona, onde já tinha estado em 2018. Sem ceder qualquer partida, apenas por uma vez o grego perdeu mais do que três jogos de serviço num mesmo set – perdeu cinco frente a Alex de Minaur (25.º) nos oitavos de final.

Para além do australiano, pelo caminho deixou também, sem grandes problemas, o espanhol Jaume Munar (81.º), o canadiano Felix Auger-Alliasime (21.º) e Jannik Sinner (22.º), italiano que foi o responsável pela eliminação de Andrey Rublev.

Foto de Capa: ATP Tour

Pedro Marques dos Santos
Pedro Marques dos Santoshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro Marques dos Santos é atualmente estudante de Ciências da Comunicação na Universidade do Porto, onde procura concluir a sua formação enquanto jornalista antes de entrar no mercado de trabalho. A paixão pelo desporto começou no Futebol, com as conquistas europeias do Porto de Mourinho, mas entretanto apaixonou-se pelo Ténis e é aí que foca mais as suas atenções. Quando não está a ver ou praticar desporto – sobretudo a ver -, está provavelmente a gastar horas num videojogo.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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