ATP Masters 1000 Monte Carlo: Um marco histórico no ténis grego

UMA FINAL DE UM SÓ SENTIDO

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Foi com as nuvens como pano de fundo, que se disputou a final deste ano da competição monegasca, que prima por todo o “glamour” inerente aos eventos que  decorrem neste pequeno, mas belo território. De salientar que neste embate marcavam presença os dois tenistas que mais pontos somavam na corrida para Turim, local no qual se irão disputar as ATP Finals da presente temporada, com o  vencedor do torneio a ficar com o epíteto  de melhor tenista da presente época.

Uma conclusão já se poderia extrair ainda antes de ter lugar o encontro de atribuição da prova, teríamos novo campeão de provas de Masters 1000!

O começo da final, ficou marcado pela entrada impressionante do tenista ateniense de 22 anos, sendo que ao cabo do primeiro quarto de hora, o moscovita um ano mais velho já estava a correr atrás, perdendo por três jogos sem resposta. Tsitsipas seguiu dominando a primeira partida, embora que muito ajudado pelos muitos erros não forçados de Rublev, mas também com a direita do helénico a “andar” e de que maneira, tal como o seu serviço que ia sendo uma arma, com o primeiro parcial a ser uma mera formalidade para o melhor praticante de sempre da Grécia e que procurava o seu quinto troféu da carreira fechando-o, ao cabo de 33 minutos, pelo parcial de 6-3. Com os dois primeiros jogos de serviço da segunda partida a parecerem indicar que o parcial seria bem mais equilibrado. Tal ideia desvaneceu-se, quando o grego se adiantou com novo break para 3-1, com o mesmo a ampliar, conquistando o seu quarto jogo no serviço.

Com o encontro na mão e sempre a parecer estar melhor em termos físicos, mas também com maior disponibilidade mental, Stefanos seguiria imparável até à meta aplicando igual receita de marcador em relação à que averbara no parcial inaugural.

Foi desta forma e ao cabo de 72’, que Tsitsipas entrou para a galeria de vencedores do “Rolex Masters de Monte Carlo”, como o primeiro jogador grego a consegui-lo, bem como se tornou no primeiro tenista helénico a conquistar um torneio deste patamar. Algo que o levou às lágrimas aquando da receção do lindíssimo  troféu  das mãos do Príncipe Alberto.

Foi uma tarde quase a roçar a perfeição do ateniense, que não perdeu qualquer partida até arrecadar o título, assim como não enfrentou qualquer ponto de quebra de serviço ao longo da final. Outro aspeto que a meu ver foi vital para tamanha supremacia foi a percentagem que ambos tiveram sempre que forçados a jogar o seu segundo serviço: Rublev não foi além de pouco mais de 30%, ao passo que “el greco” venceu mais de 60% dos pontos em que colocou a sua segunda bola.

Foi desta forma que terminou mais uma edição desta prova em Monte Carlo. Fazendo votos que na próxima temporada a mesma possa contar com espectadores a presenciá-la ao vivo.

Na próxima semana jogam-se dois torneios ATP, um da série 500 em Barcelona, outro da série 250 em Belgrado, ambos sob terra batida.

Até lá, já sabe! Se quer rigor, informação, objetividade e procurar ficar a par sobre tudo o que se passa nas mais variadas modalidades, está no local correto!

Foto de Capa: ATP Tour

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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