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Foi nos courts do complexo, denominado por Monte Carlo Ténis Club, que se disputou, após um ano de interregno por conta da pandemia, o torneio de Monte Carlo. Esta prova que é das mais conceituadas sob terra batida conta já com mais de 100 edições, o que a torna uma das mais tradicionais e prestigiadas, logo após os torneios do Grand Slam e do ATP Finals, também conhecido por “Masters”.

Naquela que seria a segunda competição desta série de provas, logo depois de Miami, título arrecadado pelo polaco e número 16 Mundial, Hubert Hurkacz, era de esperar uma grande prova e um vencedor distinto face ao que se passara na contenda Norte-Americana.

Entre o elenco desta edição figuravam nomes como Rafael Nadal, que já vencera no “pó de tijolo” monegasco em onze ocasiões, mas que chegava ao principado sem qualquer encontro disputado na presente temporada sob terra batida, superfície na qual tem sido rei e senhor nos últimos anos, bem como o melhor que tinha feito, dado ter sido o único torneio no qual havia marcado presença  na presente temporada datava do Open da Austrália, no qual cedera nos ¼ de final perante Stefanos Tsitsipas.

O grego, que buscava o seu primeiro título Masters 1000 e que atuava no seu local de residência, visto morar no principado desde que abraçou o profissionalismo, tentaria fazer a festa na sua segunda casa! O número um, incontestado do ranking, o sérvio Novak Djokovic, já vencedor por uma vez desta competição também era parte deste fantástico lote de “estrelas” no qual estava também incluído o detentor em título, o transalpino, Fabio Fognini que por esse motivo tinha vários pontos a defender após essa surpreendente conquista em 2019.

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PARTICIPAÇÃO LUSA NO PRINCIPADO TERMINOU DEMASIADO CEDO

O único tenista luso a marcar presença nesta semana de competição em Monte Carlo foi o vimaranense, atualmente fora dos 100 primeiros da hierarquia mundial, razão que o levou a ter de passar pela fase de qualificação, João Sousa.

O atleta que já confessou estar a atravessar uma crise de resultados e por conseguinte de confiança até começou por dar boas indicações, pois derrotou o esquerdino brasileiro, Thiago Monteiro por dois parciais sem resposta. Refira-se que o tenista do nosso país irmão está atualmente numa posição sólida dentro do top 100 do ranking ATP, pelo que parecia que Sousa não teria grandes dificuldades no encontro que daria acesso ao quadro principal. Contudo e diante de um adversário, atrás de si na tabela individual masculina, o vencedor de três trofeus na “nata” do ténis mundial ficou pelo caminho, frente ao italiano Tomas Fabbiano cedendo por duas partidas a zero: 7-6 e 6-4.

Com a derrota no encontro de acesso ao quadro principal no Mónaco as atenções do atleta que reside em Barcelona, viram-se agora para o ATP 250 de Belgrado, no qual disputará esta segunda feira a entrada no quadro principal tendo levado de vencido o tenista Norte-americano, Brian Nakashima na primeira ronda do qualifying.

A APARIÇÃO DA CHUVA LOGO AO SEGUNDO DIA E AS PRIMEIRAS SURPRESAS

Não foi necessário esperar muito, apenas dois dias, para as primeiras gotas de água se abaterem sobre o complexo monegasco, situação que condicionou e muito o normal desenrolar da segunda jornada. Mesmo com cinco horas de atraso, face ao inicialmente previsto, lá foi possível contemplar a fantástica bola amarela, bem como se pode assistir, ainda que sem publico nas bancadas, à queda de alguns protagonistas de quem era esperado mais.

O australiano, Alex de Minaur, número 25 da tabela, foi eliminado pelo espanhol, Alejandro Davidovich Fokina, que vinha de semanas menos bem conseguidas, com De Minaur a ser completamente dominado em todos os aspetos pelo tenista de ascendência balcânica. Já Ugo Humbert, francês que estava às “portas” de regressar ao top 30 caiu aos pés do australiano John Millman, fora dos 40 primeiros da hierarquia, com o gaulês a ceder por duplo seis três em pouco mais de uma hora e vinte minutos.

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