Challenger Oeiras 3 | Um torneio latino

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Nos quartos-de-final, os três portugueses que tinham chegado a esta fase deram espetáculo e fizeram jogos de grande nível contra jogadores de grande nível. Infelizmente, e apesar de que qualquer um dos encontros poderia ter caído para qualquer um dos lados, os portugueses acabaram todos eliminados nesta ronda.

No primeiro encontro dos quartos-de-final, Nuno Borges, que era número 296 do mundo e tinha eliminado Pedro Martínez na ronda anterior, enfrentava Facundo Bagnis, o carrasco de Frederico Silva no dia anterior.

O primeiro set foi avassalador por parte do argentino que acabou mesmo por fechá-lo em 6-1. Nuno Borges conseguiu mudar o chip e fazer um belo segundo parcial. Até esteve a servir para fechar o set em 6-3, mas, depois de ser quebrado nessa altura, foi só no último jogo de serviço de Bagnis que o Nuno conseguiu quebrar e, simultaneamente, fechar o parcial em 7-5. O terceiro set teve um início atribulado, com muitos pontos de break e, até mesmo, uma troca de breaks, mas a partir daí jogou-se ao ritmo do serviço em jogos bastante rápidos e bem conseguidos por quem servia.

No entanto, e numa altura crucial do encontro, Nuno Borges acabou por ceder um jogo de serviço que permitiu a Bagnis servir para fechar o encontro, oportunidade que o argentino não desperdiçou, fechando o parcial em 7-5. No final, Bagnis traçou rasgados elogios ao português: “O primeiro set foi um dos melhores sets da minha vida. O Nuno está a jogar muito bem, muito agressivo e é difícil contrariá-lo. […] Ganhar um encontro assim deixa-me muito feliz”, o que revela bem a prestação e o nível de jogo do português, que acaba de renovar o seu melhor ranking de sempre, subindo mais de 20 posições para o número 275.

O português que se seguiu a entrar em court foi Pedro Sousa que, de todos, parecia ser aquele que tinha mais possibilidades de ultrapassar o seu adversário e, até, lutar pelo título no Jamor. Com este apuramento para os quartos-de-final, Pedro Sousa já tinha garantido algo que não acontecia há cerca de nove anos, que era deixarmos de ver João Sousa como número um português. Pedro Sousa fez questão de afirmar que isso não era particularmente interessante para ele e que preferia ser número dois, mas estar numa posição mais favorável do ranking.

Pela frente tinha o jovem Hugo Gaston, um jogador que se mostrou a um grande nível em Roland Garros e dotado de um arsenal técnico bastante invejável. Apesar de ter sido uma partida disputada em três sets, a verdade é que cada set foi bastante rápido e, por isso, a partida durou apenas uma hora e meia, o que, para três sets, é bastante rápido.

No primeiro set, o servidor esteve sempre bastante sólido e existiu apenas uma oportunidade de break, no oitavo jogo e numa fase crucial, Pedro Sousa deixou fugir o seu jogo de serviço e permitiu que Gaston servisse para fechar o primeiro parcial, tarefa que o francês executou de forma exímia, não permitindo qualquer ponto a Pedro Sousa.

No segundo set, o português entrou com mais vontade e, com um break inicial, liderou todo o parcial tendo, até, conseguido alcançar uma vantagem de dois breaks, para concluir o set em 6-1.

No derradeiro, e mais longo, set, Pedro Sousa desperdiçou duas oportunidades de entrar logo a fazer break e, depois de não o ter conseguido, foi quebrado de seguida. Na frente da partida, Hugo Gaston acabou por fazer tudo com mais confiança e tranquilidade e até acabou por quebrar de novo o serviço do português, numa altura em que Pedro Sousa servia para se manter na disputa da partida.

Gastão Elias tinha a difícil tarefa de enfrentar Alcaraz. O português entrou muito bem no encontro e, com um break a meio do primeiro set, acabou por chegar à fase decisiva do parcial com uma vantagem de 5-2, mas foi nesse momento que Carlos Alcaraz se superou e acabou por ganhar os cinco jogos seguintes para vencer o primeiro set por 7-5.

Com o andamento do set anterior, o espanhol foi superior no segundo set e, apesar de até ter voltado a sofrer um break no set, aproveitou duas das oportunidades que teve para quebrar o serviço a Gastão e vencer, também, este segundo parcial.

E foi assim que terminou a, muito positiva, prestação portuguesa no Oeiras 3 onde os principais destaques foram mais uma excelente semana de Nuno Borges que vai melhorando o seu melhor ranking de sempre todas as semanas e mais uma boa semana de Gastão Elias que vai continuando a subir no ranking e elevando o seu nível.

José Maria Reis
José Maria Reishttp://www.bolanarede.pt
O Zé Maria é neste momento estudante daquele que ele espera ser o último ano de Economia no ISCTE. Desde muito cedo que começou a praticar vários desportos exceto, ao contrário da regra geral, futebol porque chamar pé esquerdo ao seu pé direito é um elogio. Mais tarde percebeu que era com uma raquete de ténis na mão que mais gostava de passar o tempo e foi aí que começou a crescer a grande paixão que tem pelo ténis. Vê e acompanha muito desporto, mas o ténis e o futebol, sobretudo o seu Sporting, são a sua perdição.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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