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A segunda edição do Millennium Estoril Open chegou ao fim no passado domingo. Resta agora saber quais foram as grandes surpresas, as maiores desilusões e os melhores encontros.
Verdasco, Sousa e Simon longe do seu melhor
Fernando Verdasco, que até recebeu um convite da organização para jogar o quadro principal do Estoril Open, mostrou muito pouco daquilo que é capaz de fazer. O espanhol até vinha de vencer um torneio ATP 250 em Bucareste. Todavia, a estadia no clube de ténis do Estoril foi curta. Pablo Carreno Busta derrotou Verdasco sem qualquer misericórdia como, aliás, demonstram os parciais: 6-1 e 6-3.
Atualmente no 18º lugar do ranking, Gilles Simon chegava ao torneio português como primeiro cabeça-de-série. No entanto, esteve longe, muito longe, do seu melhor. Após eliminar o compatriota Paul-Henri Mathieu, Simon caiu aos pés de Pablo Carreno Busta. O francês não conseguiu melhor a sua prestação de 2009, quando, no antigo Estoril Open, saiu derrotado por Albert Montanes.
Confesso que tive alguma dificuldade em escolher o terceiro nome desta lista. Coric, Kyrgios, Paire, Garcia-Lopez… Eram vários os nomes que aqui podiam estar, mas não seria correto que o nome de João Sousa não estivesse nesta lista.

Fonte: Millenium Estoril Open 2016
O vimaranense, é certo, não teve o mais feliz dos sorteios. Nicolas Almagro, que viria depois a vencer o torneio, é um jogador muito perigoso, sobretudo em terra batida. No entanto, a jogar em casa, João Sousa tem obrigação de fazer mais. Leonardo Mayer, Rui Machado e agora Nicolas Almagro. São três anos e três derrotas na primeira ronda. Nada disto mancha o estatuto de melhor tenista português de todos os tempos, todavia falta ainda no curriculum de Sousa vencer o Estoril Open.
Carreno Busta e Nicolas Almagro, obviamente!

Fonte: Millenium Estoril Open 2016
Penso que nesta escolha (a das surpresas pela positiva) não tinha grandes opções. Pablo Carreno Busta, que até tinha o estatuto de oitavo cabeça-de-série, e Nicolas Almagro, que chegava após uma série de maus resultados, são, obviamente, as grandes surpresas. O mais novo dos espanhóis, Pablo Carreno Busta, atingiu a sua segunda final ATP e, mais tarde ou mais cedo, acabará por conquistar um torneio desta categoria. Relativamente a Nicolas Almagro, que após fim a um jejum de quatro anos, conta já com 13 títulos e todos eles sobre o pó de tijolo. No ativo, apenas Rafael Nadal conquistou mais troféus em terra batida do que Almagro.
Os melhores espetáculos: um duelo espanhol e outro franco-britânico
O melhor estava guardado para o fim. O duelo entre Nicolas Almagro e Pablo Carreno Busta foi o melhor de todo o torneio. Os espanhóis proporcionaram uma final, que, apesar nem sempre bem jogada, valeu pela emoção até ao último ponto. Um clássico duelo de terra batida.
No entanto, há, na minha opinião, outro encontro que considero ter sido espetacular. Na segunda ronda, e com honras de sessão noturna, Benoit Paire e Kyle Edmund deram um autêntico espetáculo. O francês, que acumula já uma série de meias-finais consecutivas, e o britânico, que faz parte da next gen do ATP, lutaram durante 1 hora e 53 minutos. Winners, amorties, passing shots, tweeners e todo o tipo de pancadas mais espetaculares do ténis estiveram presentes neste encontros. No final, Paire venceu por 6-7, 6-3 e 6-3.

Fonte: Millenium Estoril Open 2016
Para o ano há mais
29 de Abril de 2017, é esta a data prevista para o começo da terceira edição do Millennium Estoril Open. Para o próximo ano, espera-se que seja possível contar com um top10, mas, pelo menos para mim, o mais importante era ver João Sousa a levantar o trofeu no dia 6 de Maio.









