ATP 250 Estoril Open 2021 #3 | Um dia de surpresas

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A ronda dos Quartos de Final da sexta edição do Millennium Estoril Open prometia grandes duelos. Quanto mais não fosse, porque ainda contavamos com dois dos três primeiros cabeças-de-série em prova, o chileno Christian Garin, segundo nessa lista e Ugo Humbert, terceiro maior favorito a conquistar o torneio, após o mais cotado, o canadiano Denis Shapovalov ter “caído” de forma inesperada no dia anterior. Reforçar que as previsões pareciam indicar, algo que se cumprira, que a chuva não estragaria o dia!

GARÍN CEDE LOGO AO PRIMEIRO TESTE

Foi a abrir a programação do court central que chegou a vez do chileno Christian Garin  defrontar o britânico e número 50 mundial, Cameron Norrie, que afastara João Sousa logo de entrada. Saliente-se que o sul americano cumpriria o seu primeiro encontro no Clube de Ténis do Estoril. O atleta, que adquiriu nacionalidade britânica, mas que nascera em Joanesburgo, África do Sul, vinha de atingir esta fase da prova na pretérita semana no ATP 500 de Barcelona, capitulando aí para o futuro vencedor da prova na cidade condal Rafa Nadal. Era de esperar que o inglês , que estava no melhor momento da carreira, desse bastante “água pela barba” ao tenista sul-americano, especialista em terra!

O duelo iniciou-se com bastante nível tenístico e com ambos a igualarem-se. Até que o chileno de 24 anos, fruto de uma maior agressividade bem como de uma maior consistência de fundo do court fez a primeira quebra de serviço ao sexto jogo. Desde aí, ainda que com Norrie a  ameaçar com maior insistência, o natural da capital S. Tiago lá foi passando incólume nos seus jogos, triunfando no primeiro parcial por 6-3, decorridos 41’.

A segunda partida começava e o nível bastante alto ia-se mantendo, sendo que ambos iam optando por longos embates principalmente nos jogos de serviço do chileno. Contudo foram estando a par, até ao cinco igual, embora agora fosse o tenista mais velho, Norrie, quem ia estando mais competente. Com Garin a servir ao 11º jogo dar-se-ia o único break deste segundo parcial, com o tenista que nascera na África do Sul a capitalizar a oportunidade, arrecadando este set do meio por 7-5, ao cabo de 61 minutos.

Com a duração da disputa a ganhar forma, pois os relógios já haviam dado por duas ocasiões a volta ao ponteiro das horas, a mesma parecia afrouxar em termos de intensidade. Assim, o atleta que ocupa um lugar bem perto do Top 20 parecia estar a caminhar-se rumo às meias finais, dado que foi ele a quebrar primeiro. Contudo, o jogador de nacionalidade britânica nunca se deixou abalar, ripostando de imediato, sendo que voltaria a repetir a dose ao sexto jogo, granjeando nesse momento uma liderança que duraria até ao cumprimento à rede, ou como quem diz até ao final da partida, conquistando-a pelo score de 6-3.

Deste modo e ao fim de aproximadamente  2h30m de ténis de alto nível estava operada a eliminação do tenista mais credenciado a atingir esta fase do torneio.

UM DUELO DE TORRES QUE SOUBE A POUCO

O segundo embate da jornada colocava frente a frente dois verdadeiros “armários”. De um lado, Marin Cilic, croata de 1.98m, que na ronda anterior pôs termo a uma grande semana de Nuno Borges, com o antigo número três mundial vencedor de Majors e detentor de uma Taça Davis no seu palmarés. Enquanto que, do outro lado da rede, com 2.03m estava o sul-africano, que já militara nos dez primeiros da tabela ATP, bem como havia marcado presença na final do US Open. Kevin Anderson foi, por constrangimentos físicos relegado para o posto 105 da hierarquia mundial, apesar de já ter somado pontos que o faziam saber que, mesmo saindo derrotado, voltaria ano e meio depois a retomar uma posição no Top 100.

O duelo até começou com pontos de break para ambos os lados. No entanto, o tão aguardado duelo de serviços ia sendo mesmo a matriz numa primeira partida na qual as oportunidades de desequilíbrio não voltaram a aparecer. De modo que, a decisão seria mesmo tomada pelo sempre imprevisível tie-break, algo que era uma constante nos confrontos entre os dois gigantes. Aí, foi o sexto pré-designado a revelar maior confiança, tal como maior competição ao mais alto nível, visto que Anderson nos últimos tempos mal tem conseguido realizar encontros no circuito principal, com o croata a superiorizar-se nesse jogo decisivo por 9-7, isto apesar de o mais alto ter disposto de ponto de set.

Com o sul-africano a denotar por várias vezes dificuldades em servir forte, principalmente na reta final do primeiro parcial, visto sentir dores na zona das costas, seria forçado a ficar por aqui, sendo que anunciava a sua retirada do encontro ainda antes de ver o segundo parcial iniciar-se. Assim sendo Cilic seria o adversário de Norrie na meia final, sendo que de seguida se ficaria a conhecer o elenco da outra contenda.

Foto de Capa: Estoril Open

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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