Cabeçalho modalidadesQuando del Potro derrotou Roger Federer na final do US Open em 2009, quase toda a gente previa uma carreira gloriosa para o Argentino de 20 anos. Ninguém previa que, oito anos depois, esse permaneceria o único título do Grand Slam de del Potro até à data. Rumo ao título em Nova Iorque, del Potro bateu algumas das direitas mais poderosas e icónicas da história da modalidade e mostrou o tipo de compostura e força mental apanágio dos grandes campeões.

Mas em vez de uma história de sucessos, a carreira de del Potro nos últimos oito anos tem sido a história duma batalha constante contra as lesões. Múltiplas operações em ambos os pulsos obrigaram del Potro a perder três temporadas inteiras e a jogar diminuído em vários torneios; em 2015, del Potro não sabia sequer se poderia voltar a jogar. Mas se há algo pelo qual del Potro será recordado, além das suas incríveis direitas, é o seu espírito indomável, a maneira como ultrapassa todos os inúmeros obstáculos que lhe são colocados, muito deles pelo seu próprio corpo. É tanto por isso como pelo seu jogo que, apesar dum palmarés modesto comparado com Federer, Nadal ou Djokovic, del Potro é sempre um fan favorite em qualquer torneio, um jogador amado quase universalmente.

Fonte: ATP
Fonte: ATP

20 títulos (dois deles aqui no Estoril Open) e duas medalhas Olímpicas pode não parecer grande coisa tendo as conta as expectativas criadas em 2009, mas quando se consideram todas as lesões que atormentaram del Potro é uma carreira excepcional. E é uma carreira que ainda está longe de estar acabada; com todos os problemas no seu pulso esquerdo, del Potro encontrou uma forma de reconfigurar completamente a sua pancada de esquerda e mantém-se competitivo, na luta.

A Torre de Tandil pode já não ser capaz de jogar um calendário completo, mas continua capaz de derrotar qualquer jogador num bom dia; não esteve longe de ganhar um segundo título do Grand Slam este ano em Nova Iorque, onde foi o único jogador a derrotar Federer num Grand Slam este ano, e seguramente que continuará à procura da sua oportunidade nos anos que se avizinham. Não será fácil, mas del Potro já demonstrou que nenhum obstáculo o intimida.

 

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Foto de Capa: US Open

Artigo revisto por: Beatriz Silva