Na tour asiática, foram os Homens de Leste que sorriram mais

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A Final do Masters 1000 de Xangai ditou, no passado domingo, o fim da tour asiática que levou quase todos os melhores tenistas do mundo a competir em solo Chinês e Japonês durante quatro semanas. Entre os que viajaram até terras orientais contaram-se nomes como Roger Federer, Novak Djokovic, Andy Murray, Juan Martin Del Potro e o português João Sousa, sendo que a grande ausência foi mesmo a do líder do ranking mundial Rafael Nadal, que recupera de lesão em Maiorca.

Se os torneios que se disputam na primeira das quatro semanas passam um pouco despercebidos – não só para o público estrangeiro como para os locais, a avaliar pelos estádios constantemente vazios quer em Chengdu como em Shenzhen – o único motivo de destaque relativo a esta semana só pode mesmo ir para o desempenho de João Sousa que reencontrou o seu bom nível e alcançou as meias-finais em Chengdu, depois de três vitórias conseguidas “a ferros” frente a Tim Smyczek, Vasek Pospisil e Malek Jaziri, sempre em três sets, perdendo apenas para aquele que viria a ser o campeão do torneio chinês, o australiano Bernard Tomic – que parece que voltou a desfrutar de jogar ténis, e nas últimas semanas tem vindo a registar um progresso bastante interessante.

Na segunda semana da tour pela Ásia, os atletas distribuíram-se entre Pequim e Tóquio, cidades onde se disputaram dois torneios Masters 500 em simultâneo.

O georgiano que nunca sorri acabou por levantar o troféu em Pequim
Fonte: China Open

Em Pequim, Juan Martin del Potro e Alexander Zverev partiam como grandes favoritos ao título apesar das presenças de Dimitrov, Coric ou Fognini (que havia disputado a Final em Chengdu, frente a Tomic). No entanto, quem surpreendeu tudo e todos e merece o destaque desta semana foi o 34.º classificado da hierarquia mundial, o georgiano Nikoloz Basilashvili, que aos 26 anos de idade atravessa (de longe) o seu melhor período enquanto tenista profissional.

Depois de passar por Jack Sock em três partidas no encontro inaugural, o georgiano não cedeu mais nenhum set em todos os quatro jogos que teve pela frente, derrotando Fernando Verdasco, Malek Jaziri, Kyle Edmund e por fim o gigante de Tandil Del Potro assegurando assim o seu segundo título na carreira, ambos em 2018 (o Masters 500 de Hamburgo também foi vencido por Basilashvili). No Japão, Daniil Medvedev foi o responsável por lançar um grande balde de água fria sobre as expectativas dos fãs nipónicos que, ao verem o seu compatriota Kei Nishikori chegar a mais uma final, sonharam com o tri do japonês ao repetir a façanha de 2012 e 2014. Porém, o jovem russo de apenas 22 anos revelou que está muito próximo do seu pico de forma e levou o troféu, somando-o aos outros dois que já conta na sua coleção, alcançados este ano em Sidney e em Winston-Salem.

Henrique Carrilho
Henrique Carrilhohttp://www.bolanarede.pt
Estudante de Economia em Aarhus, Dinamarca e apaixonado pelo desporto de competição, é fervoroso adepto da Académica de Coimbra mas foi a jogar ténis que teve mais sucesso enquanto jogador.                                                                                                                                                 O Henrique escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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