O “Happy Slam” já vai a meio: Os fortes estão mais fortes e há surpresas q.b.

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Com sete dias de prova completados é hora de o “Bola na Rede” (BnR), como habitual, lhe fazer um balanço daquilo que se passou na primeira semana do Grand Slam que inaugura todos os anos a época tenística do circuito mundial. Tal como já havíamos referido nas previsões da equipa do BnR, os grandes favoritos não  defraudaram, para já, as expetativas dos adeptos: Roger Federer e Rafa Nadal são, de longe, os dois jogadores mais fortes em prova.

Até à hora em que este artigo é escrito o maestro suíço ainda não teve ninguém do outro lado da rede que o obrigasse a “suar” verdadeiramente para passar à ronda seguinte. Aljaz Bedene, Jan-Lennard Struff e até Richard Gasquet foram presas demasiado fáceis para Federer, que ainda não perdeu um único set. As exibições do helvético têm sido soberbas e a confiança com que se tem movido em Melbourne Park dão muito boas indicações para aquilo que poderá ser a prestação do atual número dois do mundo na segunda semana de prova. A jogar a favor de Federer está também o facto de a parte inferior do quadro (a sua metade) se ter aberto bastante (devido às derrotas algo inesperadas de Del Potro, Goffin, Zverev e Raonic), o que torna a vida de Federer ligeiramente mais fácil. Para já, os únicos nomes que, à partida, ainda podem colocar o suíço mais nervoso são mesmo os de Dominic Thiem e… Novak Djokovic. O sérvio ainda está em prova e, apesar de nem sempre ser muito convincente, tem superado todos os seus adversários e parece estar a ganhar confiança para, quem sabe, tentar travar Federer numa possível meia-final de sonho para os adeptos da modalidade.

Poderá Djokovic surpreender e vir a bater Roger Federer? Fonte: Australian Open
Poderá Djokovic surpreender e vir a bater Roger Federer?
Fonte: Australian Open

Se na secção inferior tudo tem corrido mais ou menos como previsto, o mesmo tem sucedido no topo do quadro, onde se encontra Rafa Nadal. Apesar de o espanhol ter tido poucas dificuldades para derrotar aqueles que até agora se cruzaram com ele (Victor Estrella Burgos, Leonardo Mayer, Damir Dzumhur e Diego Schwartzman), o atual líder do ranking mundial teve no pequeno argentino um teste sério à sua capacidade física e psicológica: Schwartzman fez uma excelente exibição, muito consistente e agressivo, inteligente nas horas decisivas, e obrigou Rafa a percorrer aquela “milha extra” para sair vitorioso da Rod Laver Arena.

Na categoria dos grandes destaques da semana devemos também colocar a batalha épica entre Denis Shapovalov e Jo-Wilfried Tsonga, que terminou com a vitória do francês em cinco sets duríssimos, as (quase perfeitas) exibições do croata Marin Cilic – que merece toda a atenção e respeito por parte dos seus companheiros de prova – e também a vitória de Grigor Dimitrov contra quase 15 mil australianos (entre os quais, do outro lado da rede, Nick Kyrgios) naquela que foi a que, pessoalmente, considero a maior desilusão da semana no que toca ao quadro masculino. Kyrgios vinha de uma vitória no torneio de Brisbane, mostrava-se concentrado e dedicado nos seus compromissos dentro do court e, com todo o público atrás dele, esperava-se que fizesse um pouco melhor frente ao búlgaro, adiando assim a possibilidade de se encontrar com Rafa em solo australiano (que jogo seria!). Assim sendo, abrem-se as portas a uma provável reedição da meia-final de 2017 – aquele que foi, para muitos, o melhor encontro do ano – entre Rafa Nadal e Grigor Dimitrov.

É certo que a primeira semana não foi tão agitada como alguns gostariam que fosse, mas estou certo que dentro de poucos dias a luta entre os craques do costume pela vitória no primeiro major do ano vai “pegar fogo” – e o culpado não será o Sol do verão australiano…!

Foto de Capa: Australian Open

Henrique Carrilho
Henrique Carrilhohttp://www.bolanarede.pt
Estudante de Economia em Aarhus, Dinamarca e apaixonado pelo desporto de competição, é fervoroso adepto da Académica de Coimbra mas foi a jogar ténis que teve mais sucesso enquanto jogador.                                                                                                                                                 O Henrique escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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