Portugal Open e outros primos

cab ténis

A Lagos Sport anunciou há cerca de uma semana atrás a realização do Portugal Open 2014. MUITOS PARABÉNS. Confesso, nunca pensei ser possível nas condições anunciadas conseguir ainda levar a cabo a 25ª edição do Portugal Open.

Obviamente que todos temos a ganhar. Obviamente que estou mais do que feliz com esta decisão. No entanto, nada melhor do que aproveitar um ano que se quer de ventos de mudança para levar a cabo algumas alterações, tais como as que enunciei numa Carta Aberta a João Lagos há semanas atrás, aqui, no Bola na Rede.

É a hora de o Portugal Open mudar de paradigma, tal como o país mudou, de se afirmar como um torneio de topo no calendário mundial e trazer até si, sem grande esforço, os melhores do mundo, embora seja “apenas” um ATP 250/WTA Premier.

João Lagos conseguiu mexer-se bem e a tempo de garantir as bodas de prata do seu torneio. Mérito inteiramente do pai do ténis em Portugal, que não só dentro das instâncias e dos patrocinadores portugueses conseguiu obter as garantias necessárias, como junto do ATP e da WTA conseguiu aumentar o prazo de confirmação, prova do seu crédito junto das duas instituições mais importantes do ténis mundial.

No entanto, e num artigo que se quer de comemoração, e porque sobre o Portugal Open já tudo disse o que tinha a dizer, acho importante lembrar outro promotor de torneios internacionais que Portugal tem.

Nuno Marques em acção do Vale do Lobo Grand Champions – O ténis português também tinha espaço Fonte: 3.bp.blogspot.com
Nuno Marques em acção do Vale do Lobo Grand Champions – O ténis português também tinha espaço
Fonte: Premier Sports

Pedro Frazão é o dono da Premier Sports, uma empresa de promoção desportiva que levou a cabo durante 10 anos o Vale do Lobo Grand Champions, um torneio de ex-tenistas profissionais que trouxe até Portugal jogadores como Bjorn Borg, John McEnroe e Guillermo Villas, entre outros, e que permitiu a “putos” como eu, do alto dos meus 15, 16 anos na época, ver estes tenistas em court.

O Portugal Open é sem dúvida a bandeira do ténis português, mas dúvido que haja melhor promoção do ténis do que aquela semana no Algarve com as ex-glórias em campo, a jogar e a rir, que provocam enormes gargalhadas nas bancadas.

Falar do Grand Champions do Vale do Lobo é para mim falar de cinco personalidades: Mansour Bahrami, o excêntrico tenista iraniano, o mágico do ténis e o rei dos encontros de pares. Henri Leconte, o “maluco” tenista francês que foi um dos escudeiros de uma Taça Davis pelo seu país e que coloca em campo tudo aquilo que é a magia do ténis. Fernando Meligeni, “o fininho” brasileiro, que era garante de uma tarde bem passada e um dos mais humildes tenistas com quem contactei. Hugo Ribeiro, o press officer do torneio e para com quem tenho uma dívida de gratidão eterna, mas que colocava toda a máquina a funcionar e garantia o bom funcionamento da tríade jogadores-imprensa-fãs, tornando o Vale do Lobo um torneio familiar e informal. E claro, Pedro Frazão, por ter construído um evento de topo, dirigido não só a estrangeiros mas também com espaço para os portugueses, um evento bom para empresas e para famílias.

Vale do Lobo Grand Champions, volta, o ténis em Portugal precisa de ti!

Miguel Dias
Miguel Dias
O Miguel jogou ténis durante mais de dez anos, sendo actual vice-presidente do clube ténis da sua terra natal, Almeirim. Para além disso, acompanha a modalidade desde 2008, tendo feito já a cobertura do Portugal Open, entre outros, e tendo sido já comentador convidado da Eurosport para a modalidade.                                                                                                                                                 O Miguel não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Eis os 3 destinos para o futuro de José Mourinho colocados em cima da mesa nas últimas semanas

José Mourinho não vai continuar no Fenerbahçe e a sua saída já foi oficializada. Nas últimas semanas, três destinos foram associados ao português, incluindo a seleção nacional.

Nunca José Mourinho tinha tido um trabalho tão curto no estrangeiro como no Fenerbahçe

José Mourinho deixou o Fenerbahçe após 62 jogos. O treinador português deixa os turcos com o trabalho mais curto de toda a carreira lá fora e o terceiro com menos tempo no seu todo.

Fenerbahçe junta-se à lista de 4 clubes com que José Mourinho não venceu qualquer título na carreira

José Mourinho já não é treinador do Fenerbahçe. O treinador português deixou o clube turco sem qualquer título conquistado após 62 jogos realizados.

Eis os números de José Mourinho no Fenerbahçe

José Mourinho deixou o Fenerbahçe após a eliminação do clube da Champions League. Técnico sai dos turcos no início da segunda temporada com quase 60% de vitórias no registo.

PUB

Mais Artigos Populares

Fenerbahçe anuncia saída de José Mourinho após eliminação da Champions League contra o Benfica

O Fenerbahçe comunicou a saída de José Mourinho. Treinador português deixa os turcos após falhar o objetivo Champions League diante do Benfica, no playoff.

FC Porto tem baixa de peso confirmada para o Clássico contra o Sporting

O FC Porto não vai poder contar com Pepê no Clássico. Extremo brasileiro continua fora por lesão ocular e não vai a jogo com o Sporting na quarta jornada da Primeira Liga.

Benfica aceita proposta do Burnley por Florentino Luís: eis os valores da transferência iminente

Florentino Luís está cada vez mais perto da saída para o Burnley. Águias deram luz verde à saída e já aceitaram a proposta inglesa que perfaz um total de 26 milhões de euros.