Publicidade

Taça Davis – A França forte

Miguel Dias · 2 min

Taça Davis – A França forte

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab ténis

O slogan é de Nicolas Sarkozy, politico francês, mas pode aplicar-se à selecção francesa, que vai defrontar Roger Federer e companhia na final da Taça Davis, que se joga a partir de hoje em Lille, França.

Jo Wilfried Tsonga, Gael Monfils, Julien Benneteau e Richard Gasquet constituem uma das equipas mais sólidas que uma selecção de ténis pode querer ter em seu poder. E diga-se: Tsonga e Monfils são dois dos melhores jogadores do mundo para jogar uma final de uma Taça Davis em casa. Se a equipa suíça conta com Roger Federer e Stanislas Wawrinka, dois dos tenistas que estão em melhor forma nesta fase final de temporada, e que chegam para vencer a competição, a selecção francesa conta com os seus quatro mosqueteiros, que, inspirados na cruzada de Henri Leconte e companhia, perseguem o 10º titulo e o primeiro desde o ano de 2001.

Em primeiro lugar, os quatro tenistas franceses não disputaram o Masters em Londres, aparecendo assim em Lille muito mais frescos e com mais tempo de treino adaptado ao piso e às condições que vão encontrar em Lille. Em segundo, jogam em casa, no piso que mais os beneficia e no ambiente que mais os ajuda.

A par disso, Tsonga e Monfils são loucos. São verdadeiras estrelas do ténis dentro de court e sabem melhor do que ninguém utilizar o público a seu favor, o que nesta competição é um factor de extrema importância. Estes dois jogam “ténis-espectáculo” – para as bancadas e com as bancadas – e isto basta para nos momentos de maior aperto conseguirem dar a volta por cima ou para fazerem os suíços entrar em campo “encolhidos” e a medo.

Claro que uma equipa que tem Federer parte da pole-position e uma equipa que para além de Roger conta com o espírito de sacrifício de Wawrinka é como uma equipa de Fórmula 1 que coloca os dois carros nos dois primeiros lugares. A vontade de Roger de conquistar este título não significa que a equipa suíça não vá passar por dificuldades, ainda para mais quando o técnico nacional, Severin Luthi, não colocou Federer e Wawrinka no par, não se sabendo se foi uma decisão tomada fruto da mais recente zanga entre ambos.

A equipa francesa joga assim na sua máxima força frente a uma Suíça que, não estando propriamente debilitada, não está no máximo do seu potencial, devido à lesão de Roger Federer e ao suposto mau ambiente entre Wawrinka e “FedExpress”. Tsonga, Monfils, Benneteau e o “baby Federer”, Richard Gasquet, querem certamente mostrar que em França mandam os franceses e alguns têm até algumas contas a ajustar com os adversários suíços, provando a eles e ao mundo que numa competição como a Taça Davis o que conta não é o ranking, mas única e exclusivamente aquilo que acontece dentro do court.

A Taça Davis decorre de Sexta a Domingo.

Miguel Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.