The one and only… Roger Federer

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Se a generalidade dos adeptos da modalidade ficou triste com as derrotas de Nadal, Murray e Djokovic, Roger Federer parecia não estar a competir no mesmo mundo dos seus rivais. Sempre com uma tranquilidade visível, e uma confiança no seu jogo que não havia como não notar, o suíço foi “passeando” o seu ténis pelos courts e, com o quadro cada vez mais aberto para o seu lado, Roger Federer não acusou qualquer nervosismo e chegou facilmente à Final sem ceder um único set ao longo das duas semanas de prova.

Hoje, no encontro que poderia colocar Roger Federer (ainda mais) acima de todos os atletas na História de Wimbledon, não consegui evitar uma relação quase umbilical com a Final que se realizou há pouco mais de um mês em Paris, e que colocou Nadal frente a Wawrinka. Sem retirar qualquer mérito ao croata Marin Cilic, que realizou uma campanha fabulosa nestas duas semanas em Wimbledon e mostrou uma vez mais que, não sendo um jogador espetacular – no verdadeiro sentido da palavra – nem vistoso, é um dos mais regulares valores do circuito nos últimos anos, a Final de hoje estava como que destinada a pender para Roger Federer (bem como a de Roland Garros estava para Nadal). O peso dos números e da história fazem com que estas Finais contivessem uma carga emocional demasiado elevada para que estes dois super-campeões como são o suíço e o espanhol fossem surpreendidos. Acredito que nenhum atleta no circuito roubaria a vitória a nenhum dos dois, em nenhuma das duas Finais.

Cilic não conseguiu esconder a frustração e conter as lágrimas no decorrer do 2º set Fonte: AELTC/Ben Solomon
Cilic não conseguiu esconder a frustração e conter as lágrimas no decorrer do 2º set
Fonte: AELTC/Ben Solomon

Federer venceu um Cilic, que ainda por cima se apresentou diminuído fisicamente, por 6-3, 6-1, 6-4 numa Final sem história (até nisso foi parecida a Final de Roland Garros!) e levou para casa o oitavo troféu de Wimbledon conquistando o segundo Grand Slam da época a um mês de completar… 36 anos.

O desporto tem destas coisas. A História teima em encontrar estes paralelismos e neste caso fala por si mesma, elevando cada ano mais alto o nome daqueles que são, cada vez de forma mais destacada, os melhores de cada modalidade. No ténis, se já houve em tempos dúvidas entre quem ocupava o lugar mais alto no Olimpo, a cada dia que passa essa mesma História parece gritar para todos ouvirem um só nome. Roger Federer.

Foto de Capa: AELTC/Thomas Lovelock

Artigo revisto por: Pedro Couto

Henrique Carrilho
Henrique Carrilhohttp://www.bolanarede.pt
Estudante de Economia em Aarhus, Dinamarca e apaixonado pelo desporto de competição, é fervoroso adepto da Académica de Coimbra mas foi a jogar ténis que teve mais sucesso enquanto jogador.                                                                                                                                                 O Henrique escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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