Publicidade

Vilas ou Nadal. Quem está no topo do pódio?

Miguel Dias · 2 min

Vilas ou Nadal. Quem está no topo do pódio?
Foto: Yann Caradec

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab ténis

Recentemente, o ATP foi “obrigado” a vir a público para clarificar uma situação relacionada com o número de títulos que Rafael Nadal e Guillermo Vilas têm em terra batida, e concluiu que Vilas está por enquanto no topo deste pódio específico.

Nunca tive o previlégio de ver Guillermo Vilas jogar ao mais alto nível; só o vi jogar no Vale do Lobo Grand Champions, com uma grande dose de humor e descontracção à mistura. Mas daquilo que são as histórias e os vídeos do tenista argentino é possível estabelecer “meia dúzia” de comparações entre ambos.

Antes de iniciar esse debate, a questão em dúvida era se Nadal teria já igualado o número de conquistas em terra batida, com o espanhol a registar 46 vitórias e Vilas a registar 49. Portanto, é normal que dentro de meses Rafael Nadal supere o número de títulos de Guillermo Vilas. No entanto, a questão em debate não é se Nadal ultrapassa ou não o argentino, que isso é tido praticamente como certo. E na verdade já o fez em número de títulos ganhos, em número de Grand Slams conquistados e na percentagem de vitórias de carreira.

A questão é se Rafael Nadal é ou não melhor jogador do que Guillermo Vilas, entrando aí no domínio da comparação de gerações. É possível comparar a geração de Vilas, dos anos 70, com a geração actual de Rafael Nadal?

Na altura em que Vilas atingiu o seu melhor ranking, o primeiro lugar era ocupado por Jimmy Connors e atrás do argentino estava Bjorn Borg, Rod Laver (embora mais velho) e Artur Ashe. Actualmente, Nadal tem Roger Federer e Novak Djokovic e, claro, podemos falar ainda de Andy Murray.

Não é também pela concorrência que Guillermo Vilas teve vida fácil ao longo da sua carreira, portanto só mesmo pela diferença de exigência dos anos 70 para a actualidade é que se pode comparar quem é o melhor entre Nadal e Vilas, e é neste ponto que entra a opinião de cada um.

No meu caso, seja no ténis, no futebol, ou em quase todas as modalidades, todos os super-campeões da actualidade têm mais mérito do que os do passado, isto porque a exigência actual do mundo desportivo é muito superior à de anos anteriores, onde os detalhes técnicos e tácticos, e consequentemente físicos e mentais, são superiores aos do passado.

Isto vem na linha do que defendi em artigos anteriores sobre a idade com que se atinge o pico de forma. Hoje em dia, os tenistas atingem os seus melhores resultados e os seus melhores rankings em idades cada vez mais avançadas.

Rafael Nadal tem assim maior dificuldade para atingir o topo do topo, para conquistar o que conquistou. Não é que, no tempo de Vilas, ele não tenha revolucionado o próprio ténis, não é que não tenha tido concorrência à altura, mas porque agora a exigência é de outro patamar, está um nível acima do que estava há 20 anos, assim como daqui a 20 anos estará certamente mais desenvolvido do que nos dias de hoje.

Foto de Capa: Yann Caradec

Miguel Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

FC Copenhaga 3-0 Braga | E o Gverreiro gelou

O Copenhaga nunca tinha ganho no Parken a um opositor português. Vindos da pior época da sua história (sétimo lugar interno, disputa da fase de manutenção), aos dinamarqueses resta fazer pela vida para reassumir a dianteira do seu futebol. No fim-de-semana, a derrota no terreno do Midtjylland encurtara a vantagem no topo para apenas dois pontos – poderia esse tropeção adornar o encontro com o Braga de importância extra? Pareceu definitivamente que sim, dada a energia com que a equipa de Bo Svensson entrou a pressionar Gverreiros. O ímpeto, típico de anfitrião em jogo europeu, não deveria assustar arsenalistas, tão ou mais habituados que o Copenhaga a contexto internacional. E, mesmo por isso, passando a primeira onda de histeria, o jogo acalmou. No meio do marasmo ainda surgiu oportunidade para balançar as redes portuguesas, mas Travassos estava concentrado e salvou golo certo. O agressivo 4-2-3-1 de Bo Svensson (2,4 golos por jogo na Superligaen e 17 golos nos play-offs da Conferência) era manietado pelo 3-5-2 híbrido de Carlos Vicens, com o miolo Moutinho-Tiknaz-Gorby a ganhar ascendente na luta física e na luta pela posse de bola. No apito final da primeira metade, os portugueses contavam com 63%, superioridade notável ao nível do passe (301 completos para 169) e mais oportunidades reais de aproximação à outra baliza.

Pedro Cantoneiro · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.