Publicidade

Vira o disco e toca o mesmo

Henrique Carrilho · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesJoão Sousa foi eliminado na ronda inaugural de Wimbledon. Outra vez. O mais bem classificado tenista português de todos os tempos apenas conseguiu por uma vez vencer a primeira ronda em Wimbledon (2016, quando atingiu a 3ªRonda da prova) e hoje, frente a Dustin Brown, veio confirmar que a época de 2017 está longe de estar a ser bem conseguida. É de recordar que a época começou bem ao português de 28 anos, com a disputa da Final do torneio de Auckland em piso duro, e boas prestações em Buenos Aires e São Paulo (ambas disputadas sob terra batida). Desde esse torneio – São Paulo, disputado nos primeiros dias de março – João venceu apenas três encontros de singulares a contar para o circuito ATP (a Taça Davis é uma prova ITF) e desceu desde o 35º posto para o 62º na hierarquia mundial do ténis masculino.

Para a derrota de hoje pesaram, a meu ver, muitos fatores, tendo o João e a sua equipa técnica responsabilidade direta em alguns deles, mas não em todos. Começando pelo planeamento que foi feito em torno do major inglês, a equipa técnica do português decidiu que este deveria disputar dois torneios nas três semanas que separaram Roland Garros de Wimbledon. A maioria dos jogadores opta por se manter por perto, disputando os torneios que se disputam sob relva em solo alemão, holandês ou britânico.

O atleta natural de Guimarães optou por jogar o ATP500 de Halle, Alemanha, tendo sido derrotado pelo homem da casa Philipp Kohlschreiber e depois disso tomou a arriscada (e a meu ver errada) decisão de ir disputar um torneio que surgiu este ano no calendário ATP pela primeira vez e que se disputa a sensivelmente 3500 km do local onde jogou hoje, em Antália, Turquia, obrigando o português a percorrer mais de 6000 km numa semana e muitas mais horas de viagens do que aquelas que seriam exigidas caso João disputasse o torneio que se disputava em simultâneo em Eastbourne, Inglaterra a cerca 90km de Londres. Uma decisão difícil de compreender até porque o torneio turco era aquele que menor recompensa financeira oferecia aos atletas que o disputassem e o resultado foi uma derrota esclarecedora na ronda inaugural frente ao moldavo Radu Albot (Albot d. Sousa 7/6 (2); 6/2).

Fonte: Facebook Oficial de Dustin Brown
Fonte: Jordan Mansfield

Regressado a Londres, João Sousa teve pela frente o “Rasta-man” do circuito, o jamaico-alemão Dustin Brown que é sempre recebido em grande alvoroço quando chega a época de relva – a sua superfície predileta – devido aos seus volleys em mergulho juntos à rede, drop shots e tantos outros “números” que Brown executa como ninguém, deixando o estádio a aplaudir de pé e a seu favor. Porém, tudo o que se passou hoje no encontro entre João Sousa e Dustin Brown foi um ténis desinspirado e falhão parte a parte. O português até entrou melhor, e, mantendo o break que fez quando Brown servia a 1-3, levou de vencida o primeiro set por por 6-3. O encontro poderia porventura ter sido decidido na segunda partida, que foi equilibrada e desembocou num tie-break que o português perdeu com uma direita falhada quando servia com 5-6. Nesse momento, com um set para cada lado, viu-se um Dustin Brown mais disponível em termos físicos, o que o levou a falhar menos e assim, ver o terceiro e quarto sets caírem para o seu lado ambos pelo parcial de 6-4.

Fica para a história mais uma participação no quadro principal de Wimbledon apesar de terminar cedo o que já era, infelizmente, previsível nesta edição da prova britânica. João fará agora uma pausa para regressar nos torneios que antecedem o US Open, o último Grand Slam da temporada.

Foto de Capa: Facebook Oficial de João Sousa

artigo revisto por: Ana Ferreira

Henrique Carrilho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.