Voleibol e o físico

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Para aqueles que pensam que voleibol é só passar a bola para o outro lado da rede: não é bem assim. Como é óbvio, penso que os leitores dos meus artigos sobre a modalidade terão uma ideia mais concisa do que é o voleibol – mesmo sem grandes conhecimentos técnicos.

Ao longo dos últimos anos, a formação que obtive como treinador e mesmo como atleta tem vindo a dar-me conhecimento de um patamar de preparação que muita gente desconhece que é necessário para se ser bom jogador. Além de ser essencial para ter as aptidões suficientes para se ser eficaz em campo, a preparação física de um jogador de voleibol é um ponto a favor na saúde de cada um e em questões como a postura ou o ganho de massa muscular.

Core. De que se trata esta palavra, afinal? Core, ou mais precisamente a preparação física do core ou treino de core, é o fortalecimento do tronco no geral e a capacidade que os nossos membros inferiores têm de nos suportar (tendo o exemplo da posição-base na receção em campo).

Um jogador de voleibol tem uma preparação física muito exigente e o tronco em geral tem de estar fortalecido para movimentos de cariz muito exigente a nível físico. No movimento de ataque os ombros fazem uma rotação no ar que capacita os jogadores a colocar a bola na zona do campo desejada, por exemplo.

A situação de bloco também é essencial, no aspeto de o corpo estar suficientemente rígido de forma a blocar bolas que atingem velocidades surpreendentes em situações de ataque e nomeadamente nas divisões profissionais.

Um jogador de voleibol não faz propriamente ‘maratonas’, como talvez um jogador de futsal, para quem será necessária essa preparação física dos membros inferiores. Ao contrário daquilo que se pensa, é importante também alguma preparação nesse âmbito – afinal são as pernas que suportam o tronco/core em geral, que é constantemente fortalecido treino a treino. Mas será que é sempre assim? Será que os que estão ligados ao voleibol em geral no país e não têm só esta noção optam por esta preparação?

Procuro sempre dispor deste treino mais físico desde os escalões mais baixos na formação (iniciados, por exemplo) com o nível certo, adaptado às idades e capacidades.

O voleibol revitaliza a mente – aqueles que o praticam e entendem os constantes arrepios que um bom remate-ponto dá, ou o bloco que fechou um set, entendem. O corpo também recebe muitos pontos a favor. Um jogador de voleibol, se receber esta preparação do core correta, terá melhorias na sua postura e terá, com certeza, níveis de saúde desejados. Nos últimos anos há uma série de exemplos de treinos específicos e mesmo material  de apoio criado para o efeito – especificamente na preparação dos jogadores de voleibol.

Roberto Sousa Moura
Roberto Sousa Moura
O Roberto vem dos Açores, mas não está perdido pela capital e gosta do voleibol que se pratica no país inteiro. É treinador grau II, árbitro regional e pratica voleibol há uns anitos. A bola é sempre na rede, ou melhor: por cima da rede!                                                                                                                                                 O Roberto escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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