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Universo Paralelo: Águias vencem blues e voltam a voar alto na Europa

João Pedro Coelho · 1 min

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15 de maio de 2013. A Amsterdam Arena – atual Johan Cruyff Arena – era o palco de mais uma final da UEFA Europa League, com mais de 46 mil espetadores nas bancadas.

Os comandados de Jorge Jesus defrontavam uma equipa de estrelas, com o tridente ofensivo Lampard, Mata e Ramires a representar a maior ameaça à baliza defendida por Artur Moraes.

Os primeiros 45 minutos do jogo foram muito disputados a meio campo, com nenhuma das equipas a conseguir assumir o comando do jogo. O metro quadrado estava caro, sendo que os homens de Rafael Benitez utilizavam o contra ataque como a sua principal arma. No entanto, o nulo permanecia ao intervalo.

A segunda parte foi diferente. O Benfica entrou mais pressionante, sendo que nos primeiros dez minutos já tinha feito mais remates do que em toda a primeira parte. O único obstáculo ao assédio encarnado às redes da equipa londrina era Petr Cech, que estava em noite inspirada.

No entanto, ao minuto 68’, César Azpilicueta joga a bola com a mão dentro da área, levando Bjorn Kuipers a apontar para a marca dos 11 metros. Oscar Cardozo assumiu a responsabilidade e colocou os encarnados na frente do marcador.

Oscar “Tacuara” Cardozo iniciou a noite de gala dos encarnados
Fonte: SL Benfica

As “águias” não tiraram o pé do acelerador e acabaram mesmo por dilatar a vantagem com um cabeceamento de Luisão, a passe de Nico Gaitan, já no período de descontos.

Os comandados de Jorge Jesus punham, assim, fim à maldição de Bella Guttman – o último treinador a conquistar um título europeu pelo Benfica, em 1962 -, que durava já há mais de meio século.

A comitiva encarnada, liderada por Luís Filipe Vieira, foi recebida em apoteose no dia seguinte. O tão afamado “Benfica Europeu” voltara, sendo que os encarnados marcavam assim o início de uma nova era na Europa.

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

João Pedro Coelho

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