Publicidade

Belenenses 0-1 Benfica: Um zero é goleada

Francisco Vaz de Miranda · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

benficaabenfica

Foi um Benfica pressionado pela vitória do Sporting ontem e a querer pressionar o FC Porto que entrou hoje no Restelo. De regresso ao onze base utilizado no campeonato (voltaram Oblak, Siqueira, Fejsa, Enzo Pérez, Markovic, Rodrigo e Lima), não se adivinhava tarefa fácil para a equipa de Jorge Jesus: relvado alagado e a dificultar a circulação de bola e um Belenenses a precisar de pontos como de pão para a boca.

Verdadeira onda vermelha no Restelo e cedo se percebeu que estaríamos perante um jogo de sentido quase único. A entrada a alta rotação do Benfica, possibilitada pela inteligente gestão do plantel feita entre Campeonato e Liga Europa, encostou desde cedo o Belenenses lá atrás. Aos 7 minutos, Gaitán ofereceu mais um momento para mais tarde recordar, ao fugir do bloco defensivo azul para fazer um chapéu de classe a Matt Jones. Mais um golo de antologia do argentino, que rubricou nova admirável exibição depois da obra-prima frente ao PAOK, na quinta-feira. O mais difícil estava feito e a responsabilidade de resposta entregue ao Belenenses. E a resposta surgiu, mas muito tímida e sem velocidade, nunca incomodando Oblak. O Benfica geria a vantagem, acelerando aqui e ali pelas setas Markovic e Gaitán. Justa vantagem encarnada ao intervalo, assente no génio do argentino.

Ao intervalo, Marco Paulo colocou o irreverente Fredy para o lugar do médio Danielsson, duro de rins e pouco dinâmico. E o camisola 11 do Belenenses trouxe alguma vivacidade ao até aí paupérrimo futebol da equipa da casa. O Benfica mantinha a toada e desperdiçava golos lá à frente, algo que no futuro poderá ser verdadeiramente comprometedor. Uma equipa que cria tão vasto caudal ofensivo, tem de o materializar em golos. O Benfica não o fez e, por mais superior que seja, deixou o Belenenses acreditar. E aos 71 minutos, golo possivelmente mal anulado à equipa da casa: Tiago Caeiro rematou para o fundo das redes, mas fica a dúvida sobre a interferência de Fredy na jogada. Daí para a frente, o jogo tornou-se muito faltoso e com pouco futebol. O mesmo Fredy que mexera com a partida, deixou a sua equipa reduzida a dez elementos, sendo expulso por protestos.

Vitória segura do Benfica que, a espaços, conseguiu colocar velocidade e dinâmica no pesado relvado do Restelo. Resultado que peca por escasso, tal foi a superioridade benfiquista no encontro. Vem aí o Estoril e, com ele, possivelmente os fantasmas do passado. O Estoril é muito melhor equipa do que este Belenenses e, aí, o um zero poderá não ser goleada.

O primeiro golo (legal) da noite Fonte: Maisfutebol
O primeiro golo (legal) da noite
Fonte: Maisfutebol

A Figura
Nico Gaitán – A atravessar a melhor temporada da sua carreira, o argentino leva o Benfica às costas. Finalmente consegue colocar em campo o talento que este mundo e os outros lhe reconheciam. Golos sublimes, passes de trivela, toques de calcanhar? É Gaitán.

O Fora-de-Jogo
Belenenses – O desnível entre as duas equipas é claro, mas este Belenenses pratica um futebol de baixíssima qualidade. Se continuar mais preocupado em protestar e menos em jogar, dificilmente permanecerá na primeira divisão.

Francisco Vaz de Miranda

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.