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Foi um Benfica pressionado pela vitória do Sporting ontem e a querer pressionar o FC Porto que entrou hoje no Restelo. De regresso ao onze base utilizado no campeonato (voltaram Oblak, Siqueira, Fejsa, Enzo Pérez, Markovic, Rodrigo e Lima), não se adivinhava tarefa fácil para a equipa de Jorge Jesus: relvado alagado e a dificultar a circulação de bola e um Belenenses a precisar de pontos como de pão para a boca.

Verdadeira onda vermelha no Restelo e cedo se percebeu que estaríamos perante um jogo de sentido quase único. A entrada a alta rotação do Benfica, possibilitada pela inteligente gestão do plantel feita entre Campeonato e Liga Europa, encostou desde cedo o Belenenses lá atrás. Aos 7 minutos, Gaitán ofereceu mais um momento para mais tarde recordar, ao fugir do bloco defensivo azul para fazer um chapéu de classe a Matt Jones. Mais um golo de antologia do argentino, que rubricou nova admirável exibição depois da obra-prima frente ao PAOK, na quinta-feira. O mais difícil estava feito e a responsabilidade de resposta entregue ao Belenenses. E a resposta surgiu, mas muito tímida e sem velocidade, nunca incomodando Oblak. O Benfica geria a vantagem, acelerando aqui e ali pelas setas Markovic e Gaitán. Justa vantagem encarnada ao intervalo, assente no génio do argentino.

Ao intervalo, Marco Paulo colocou o irreverente Fredy para o lugar do médio Danielsson, duro de rins e pouco dinâmico. E o camisola 11 do Belenenses trouxe alguma vivacidade ao até aí paupérrimo futebol da equipa da casa. O Benfica mantinha a toada e desperdiçava golos lá à frente, algo que no futuro poderá ser verdadeiramente comprometedor. Uma equipa que cria tão vasto caudal ofensivo, tem de o materializar em golos. O Benfica não o fez e, por mais superior que seja, deixou o Belenenses acreditar. E aos 71 minutos, golo possivelmente mal anulado à equipa da casa: Tiago Caeiro rematou para o fundo das redes, mas fica a dúvida sobre a interferência de Fredy na jogada. Daí para a frente, o jogo tornou-se muito faltoso e com pouco futebol. O mesmo Fredy que mexera com a partida, deixou a sua equipa reduzida a dez elementos, sendo expulso por protestos.

Vitória segura do Benfica que, a espaços, conseguiu colocar velocidade e dinâmica no pesado relvado do Restelo. Resultado que peca por escasso, tal foi a superioridade benfiquista no encontro. Vem aí o Estoril e, com ele, possivelmente os fantasmas do passado. O Estoril é muito melhor equipa do que este Belenenses e, aí, o um zero poderá não ser goleada.

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O primeiro golo (legal) da noite Fonte: Maisfutebol
O primeiro golo (legal) da noite
Fonte: Maisfutebol

A Figura
Nico Gaitán – A atravessar a melhor temporada da sua carreira, o argentino leva o Benfica às costas. Finalmente consegue colocar em campo o talento que este mundo e os outros lhe reconheciam. Golos sublimes, passes de trivela, toques de calcanhar? É Gaitán.

O Fora-de-Jogo
Belenenses – O desnível entre as duas equipas é claro, mas este Belenenses pratica um futebol de baixíssima qualidade. Se continuar mais preocupado em protestar e menos em jogar, dificilmente permanecerá na primeira divisão.

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Apoia o Sport Lisboa e Benfica (nunca o Benfas ou derivados) e, dos últimos 125 jogos na Luz, deve ter estado em 150. Kelvin ou Ivanovic não são suficientes para beliscar o seu fervor benfiquista.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.