Publicidade

Benfica 1-0 Gil Vicente: Sulejmani resolveu num jogo em que brilharam os meninos do Seixal

João Pedro Óca · 3 min

Benfica 1-0 Gil  Vicente: Sulejmani resolveu num jogo em que brilharam os meninos do Seixal

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Topo Sul

Mais uma vitória para o Benfica, na presente edição da Taça da Liga. Nove pontos somados em três jogos, zero golos sofridos e missão cumprida com a passagem às meias-finais da prova.

Num jogo que serviu apenas para cumprir calendário – antes dele, o Benfica já estava apurado para a próxima fase e o Gil Vicente eliminado –, Jorge Jesus fez descansar os jogadores mais utilizados nos jogos desta temporada e lançou unidades com menos minutos jogados. Assim, o Benfica entrou em campo com um onze inédito, no qual estavam presentes sete jogadores portugueses e outros cinco lusos no banco de suplentes. Do lado do Gil, João de Deus também procurou dar rodagem a alguns jogadores.

Os primeiros minutos de jogo desenrolaram-se num ritmo pausado, com o Benfica, de forma expectável, a tomar a iniciativa do jogo, sob a batuta de André Gomes. O jovem médio era quem pensava o jogo encarnado e esteve sempre em evidência na partida. Ele e Ivan Cavaleiro iam colocando em sentido a defesa gilista, através de lances corridos ou de bola parada. Foi precisamente num lance iniciado pelo extremo Cavaleiro que surgiu a primeira oportunidade para o Benfica, numa jogada em que Funes Mori é derrubado na área do Gil e o árbitro assinalou grande penalidade. Na marcação, o próprio Funes Mori não conseguiu bater o guarda-redes e, na recarga, Djuricic tirou “o pão da boca” a Sulejmani. Assim, manteve-se o nulo no marcador até ao intervalo. De resto, tirando este lance e mais uns cantos perigosos cobrados por André Gomes, nada de relevante há a assinalar numa pobre primeira parte de futebol.

O segundo tempo iniciou-se com a bola na rede da baliza do Gil Vicente. Num belo lance de Djuricic, foi Ruben Amorim quem ia colocando o Benfica em vantagem, não fosse a sua posição irregular; o golo foi (bem) invalidado pelo juíz da partida. Porém, poucos minutos depois, o golo dos encarnados chegou mesmo e por intermédio de Sulejmani. Funes Mori atirou à barra, após um sublime cruzamento de André Almeida e, na sequência do lance, o sérvio só teve de encostar para o 1-0.

André Gomes e Sulejmani, dois dos melhores em campo, festejam o único golo do jogo  Fonte: LUSA
André Gomes e Sulejmani, dois dos melhores em campo, festejam o único golo do jogo
Fonte: LUSA

Em vantagem, as águias continuaram a gerir o jogo a seu bel-prazer, sem que o Gil Vicente, uma equipa bastante desgarrada em campo – esperemos que assim seja também no próximo fim-de-semana –, conseguisse assustar o experiente guardião encarnado Paulo Lopes. Nota apenas para uns lances individuais de Iván Cavaleiro e Djuricic, que, através de inúmeras acelerações, ameaçaram com um segundo golo, que não se concretizou.

Até ao final, Jorge Jesus lançou três miúdos da formação, Bernardo Silva, Heldér Costa e João Cancelo, numa aposta que pecou por ter sido tardia, mais uma vez. Os três meninos da cantera mexeram com o jogo, entusiasmaram os adeptos e mostraram-se preparados para enfrentar desafios mais exigentes. Aliás, as melhores oportunidades do segundo tempo saíram da cabeça de Bernardo Silva e do pé direito de Hélder Costa. Sem dúvida, um alerta para Jesus.

Para fechar, digo que foi com um misto de orgulho e saudade que vi a dupla homenagem protagonizada, antes do apito inical, a dois eternos símbolos do Benfica, Miklos Feher e Eusébio da Silva Ferreira. O húngaro, desaparecido há precisamente dez anos, foi justamente lembrado no dia em que o Rei Eusébio completava 72 anos de vida. Descansem em paz, campeões.

João Pedro Óca

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luz quer continuar a iluminar o caminho europeu | Benfica x Celtic

O Benfica recebe o Celtic, esta quinta-feira, às 20h00, na segunda jornada da fase de liga da Europa League. Depois da excelente vitória em San Siro diante do AC Milan, a equipa de Marco Silva procura dar continuidade ao bom arranque europeu, apostando na capacidade de controlar o meio-campo e explorar a velocidade dos seus jogadores mais ofensivos. Num provável 4-2-3-1, a presença de João Palhinha e Fredrik Aursnes poderá ser fundamental para garantir equilíbrio, enquanto Lukebakio e Prestianni oferecem soluções para desequilibrar pelos corredores. Do outro lado, o Celtic de Martin O'Neill deverá apresentar uma estrutura semelhante, procurando contrariar a superioridade territorial dos encarnados através de um bloco compacto e transições rápidas. Callum McGregor assume particular importância na organização escocesa, enquanto a mobilidade de Benjamin Nygren e a velocidade dos extremos poderão criar dificuldades à defesa benfiquista. A capacidade de resistir à pressão inicial e aproveitar os espaços nas costas dos laterais portugueses será uma das principais armas dos visitantes.

Tiago Campos · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.