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Benfica 3-0 Académica: Estreia de sonho para Renato Sanches

Dinis Mestre · 3 min

Benfica 3-0 Académica: Estreia de sonho para Renato Sanches

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O jogo entre o Benfica e a Académica fica marcado por uma primeira parte muito fraca. Com um onze que apresentava algumas alterações em relação ao jogo com o Braga, Rui Vitória apostou em Pizzi para jogar a extremo, ocupando Jonas o seu lugar no miolo do campo, ficando com isto Gonçalo Guedes no banco. Para médio defensivo, Rui Vitória manteve a aposta em Fejsa, relegando Samaris para o banco.

Durante a primeira parte pudemos observar um Benfica a errar alguns passes e a não ser uma equipa muito pressionante. Com estas mexidas, o Sport Lisboa e Benfica perdeu consistência no meio campo, pois Jonas não faz, de longe, o mesmo trabalho que Pizzi. Com um Renato muito recuado, o Benfica só começou a desequilibrar mais quando o mesmo subiu o terreno quase no fim da primeira parte, uma vez que Fejsa já se encontrava amarelado, o que obrigava o número 85 da turma encarnada a estar sempre próximo do jogador sérvio para parar alguma jogada mais perigosa da Académica, caso fosse necessário.

Apesar de terem efectuado uma exibição cinzenta durante os primeiros 45 minutos, Gaitán ganha um penálti que Jonas converte em golo, chegando assim o Benfica ao intervalo a vencer por 1 a 0.

A segunda parte começou com mais do mesmo. Com uma Académica mais pressionante do que na primeira parte, continuou a ver-se um Benfica acanhado, um Benfica que só criava perigo através de arrancadas individuais. Apesar desta exibição fraca e algo displicente o emblema vermelho e branco lá chegou ao 2 a 0, outra vez de penálti e outra vez por Jonas.

Com a entrada de Samaris ao minuto 67, o Benfica ganhou outra consistência no miolo do terreno pois deixou Renato mais solto e com mais liberdade para subir no terreno. Com a entrada de Guedes ao minuto 75, a equipa encarnada ficou com outro fulgor atacante. Com estas duas alterações a bola circulava melhor pelos jogadores encarnados, que conseguiam chegar mais vezes à área da Académica. Ao minuto 85 aconteceu magia na Luz. Renato Sanches, com um remate poderoso, marca um golo monumental que faz levantar o estádio inteiro.

Apesar de o resultado ter ficado em 3 a 0, o futebol praticado pelo Benfica voltou a não convencer, e a estratégia que Rui Vitória adoptou para este jogo, na minha óptica, voltou a não ser a mais correcta. Resta então saber se estas alterações em relação ao onze que alinhou em Braga foram já a pensar no jogo com o Atlético de Madrid ou se foi pura estratégia por parte de rui Vitória.

A Figura:

A Figura foi sem dúvida Renato Sanches, que, apesar de não ter sido o melhor em campo, realizou mais uma vez uma boa exibição e marcou um golo de levantar todo o estádio. A maturidade como aborda cada lance e a forma desinibida como pede a bola e a transporta para o ataque é sinónimo de grande jogador.

O Fora-de-Jogo:

O Fora-de-Jogo vai para Mitroglou, que passou completamente ao lado da partida. Mitroglou não é jogador para este tipo de jogos; é jogador para jogos “abertos” e não para partidas como esta, em que o sistema de jogo do adversário se baseia na defesa, deixando o grego desamparado na frente de ataque.

Foto de capa: Sport Lisboa e Benfica

Dinis Mestre

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