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Benfica | Há muita matéria-prima!

Fernando Coelho · 2 min

Rio Ave x Benfica
Foto: Paulo Ladeira / Bola na Rede

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Benfica

Na despedida da temporada 2023/24 para Rio Ave e Benfica, houve empate, num dos jogos em que o resultado acabava por ser o menos relevante, devido à posição das equipas na tabela.

O Benfica não contou com algumas das suas maiores figuras, dando oportunidade a outras. Da parte do Rio Ave, uma nota para o adeus do eterno rei Ukra, figura ímpar do futebol português, que mereceu uma homenagem das duas equipas.

No caso do Benfica, sem Di Maria e Rafa, que se juntaram a Marcos Leonardo, Arthur Cabral, Bah e Neres nas ausências, as figuras que entraram em campo conseguiram fazer esquecer estes elementos, pelo menos no que diz respeito ao desempenho em campo.

Se, no caso do campeão do Mundo, há a incógnita se fica ou não, no caso de Rafa não há qualquer dúvida e o seu sucessor na posição – Orkun Kokçu, tem mostrado porque é que o Benfica poderá não sentir tanta falta do avançado. A marcar e a fazer jogar, na posição 10, o médio turco tem assumido um papel de maior preponderância no jogo encarnado, como se verificou nos Arcos, onde até marcou.

Sem ‘Di’, Rollheiser mostrou o porquê de ser um elemento muito desejado pela cúpula benfiquista em janeiro. Não marcou, não assistiu, mas demonstrou características muito interessantes e que justificam os valores despendidos. Sem bola é mais esforçado que Di Maria e com ela associa-se mais no jogo curto e de forma mais regular, embora o extremo campeão do mundo ainda esteja num nível alto.

Benjamín Rollheiser a jogar pelo Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Nesta senda e com a lesão de Bah, Carreras começou a ter a regularidade que nunca teve desde a sua chegada e tem feito por merecer elogios. Posicionalmente defensivamente não é extraordinário, mas ofensivamente é um jogador bastante abnegado e com muitas capacidades.

Se a estes elementos juntarmos ainda Tiago Gouveia e Prestianni, que não jogaram tanto tempo, há poucas dúvidas da qualidade que existe nas variadas posições do Benfica. Independentemente de quem jogue, Roger Schmidt pode e deve olhar com mais atenção para o seu plantel como um todo, que tem matéria-prima de sobra na conjuntura de campeonato português.

Entre esta e a próxima época muita coisa pode e deve mudar no Benfica, no entanto, há nomes que parecem ser uma inevitabilidade para 24/25.

Fernando Coelho

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