SL Benfica 3-0 Vitória SC: Jogo da liberdade ofensiva encarnada

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A CRÓNICA: ABREM-SE ESPAÇOS E…

Num final de tarde em que se podia temer uma ressaca pós-Champions, a equipa do SL Benfica recebeu e venceu o Vitória SC por 3-0. Um grande golo de Gonçalo Ramos e um bis de Darwin Nuñez sentenciaram o encontro.

Numa primeira parte recheada de bom futebol, vimos duas equipas a procurar chegar o mais rápido possível à baliza.

Aos 4 minutos, Gilberto deu o primeiro aviso após uma excelente combinação com Taarabt, mas a bola passou a centímetros do poste de Bruno Varela.

Do outro lado, os vimaranenses respondiam por Estupiñam. Durante o primeiro tempo, o avançado procurou causar alguma instabilidade por entre os centrais encarnados e, por momentos, chegou mesmo a conseguir. Aos 7 e 14 minutos, dupla oportunidade para o ponta de lança colombiano, mas valeu Vlachodimos.

Poucos minutos depois, a resistência das redes do estádio da luz quebrou. O jogo exterior do SL Benfica superiorizou-se às ambições vitorianas e Gonçalo Ramos protagonizou um dos momentos da noite. Grande cruzamento de Gilberto para uma finalização à matador do avançado português.

Estava feito o primeiro aos 23 minutos. Esperava-se uma reação vitoriana, mas com os espaços a abrir, ainda foi mais fácil para Gilberto voltar a colocar uma bola teleguiada. Meité voltou a iniciar a jogada, mas desta vez foi Darwin que respondeu assertivamente com um cabeceamento indefensável para Bruno Varela. Era o segundo golo encarnado aos 37 minutos, que dava a tranquilidade necessária à plateia da Luz no final da primeira parte.

O segundo tempo acabou por ser bastante mais tranquilo para os espectadores da luz. O ponto final surgiu aos 52 minutos com um penalti para o SL Benfica por falta sobre Gonçalo Ramos. Darwin assumiu a cobrança dos 11 metros e fez o 3-0 com toda a tranquilidade.

Houve ainda tempo para golos anulados e assobiadelas a Quaresma, mas o momento de paz e harmonia ficou reservado para os 62 minutos.

Yaremchuk entrou dentro das quatro linhas sob um enorme aplauso da plateia da Luz. Gritava-se nas bancadas o nome do avançado ucraniano numa fase muito difícil para o atleta e para todo o povo ucraniano.

Aos 69 minutos, Ricardo Quaresma apareceu isolado, mas valeu mais uma vez Vlachodimos.

Já perto do final do encontro, foi Jorge Fernandes que esbarrou no guardião encarnado.

Ficou assim um 3-0 final num jogo com muitos espaços de parte a parte, mas num clima de harmonia e paz, algo que falta nos dias de hoje.

A FIGURA

Fonte: Cláudia Figueiredo / Bola na Rede

Roman Yaremchuck (SL Benfica) – Como o futebol não é apenas o jogo dentro das 4 linhas, esta nomeação deve-se à emocionante entrada do avançado ucraniano em jogo. Aos 62 minutos, a Luz levantou-se toda e aplaudiu de pé a entrada de um jogador que sofre por ver o seu país em guerra. Menção de honra para os adeptos encarnados que também protagonizaram este bonito momento.

 

O FORA DE JOGO

Rochinha – Um jogo cruel para os pés de um dos principais desequilibradores do Vitória SC. Rochinha tinha o palco da luz para poder exprimir o seu futebol nas transições ofensivas vitorianas, mas, das poucas vezes que a bola lhe chegou aos pés, acabou por não criar o perigo a que nos habituou.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A equipa de Nélson Veríssimo apresentou-se num 4-4-2, com destaque para o papel de Taarabt a transportar jogo e na definição de último passe. Por outro lado, Meité acabou por ter um papel também crucial no meio-campo encarnado, passando pelos pés do médio francês os dois primeiros golos do SL Benfica.

Ainda mais à frente no terreno, destaque para os constantes movimentos de rutura dos dois avançados que se viu ao longo dos 90 minutos.

Principalmente na primeira parte, o jogo exterior encarnado acabou por se superiorizar, visto que os dois golos surgiram na sequência de dois cruzamentos teleguiados de Gilberto, o que acabou por ser fruto da diversidade de movimentos deste SL Benfica.

Por ser um jogo com muitos espaços abertos, ainda se notaram algumas lacunas na zona defensiva encarnada com Estupiñán a aparecer em constantes movimentos de rutura.

As substituições trouxeram uma nova lufada de ar fresco a uma equipa que já tinha o jogo resolvido e apenas procurava dilatar o resultado com tranquilidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)

Grimaldo (6)

Vertonghen (6)

Morato (5)

Gilberto (8)

Meité (8)

Taarabt (6)

Everton (4)

Rafa (6)

Gonçalo Ramos (7)

Darwin (7)

SUBS UTILIZADOS

João Mário (5)

Yaremchuk (5)

Diogo Gonçalves (-)

Paulo Bernardo (-)

Tomás Araújo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A equipa de Pepa apresentou-se num 4-5-1 muito desdobrável com Estupiñam a aparecer mais solto na frente de ataque e capaz de fazer constantes movimentos de rotura por entre a defesa encarnada.

Esta forma de organização do Vitória SC também se caracterizou por um jogo olhos nos olhos, em que também foram dados muitos espaços ao Benfica sobretudo no jogo exterior onde surgiram os dois golos.

Depois do primeiro golo sofrido, os minhotos perderam totalmente o controlo do jogo e começaram a oferecer ainda mais espaços para o SL Benfica criar mais ocasiões e fechar o encontro.

Só com o resultado fechado é que Pepa procedeu às substituições, que, refira-se, não tiveram um real impacto na equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (6)

Rafa Soares (4)

Jorge Fernandes (5)

Abdul Mumin (4)

Miguel Maga (4)

Alfa Semedo (4)

 Rochinha (3)

Tiago Silva (4)

André Almeida (5)

Lameiras (4)

Estupiñan (5)

SUBS UTILIZADOS

Ibrahima Bamba (4)

Quaresma (5)

Bruno Duarte (-)

Geny Catamo (-)

Nicolas Janvier (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL BENFICA

BnR: O que achou da exibição de Meité, que foi crucial nos dois primeiros golos do SL Benfica, num jogo com muitos espaços abertos?

Nélson Veríssimo: Todos trabalham para ter a oportunidade de jogar e dar uma resposta positiva. Foi o que aconteceu, dentro de uma posição que não é aquela que ele está mais rotinado, mas que, na nossa opinião, com um ou outro problema, cumpriu na perfeição. 

BnR: Hoje só fez a primeira substituição depois do 3-0. Pergunto-lhe se não era um jogo que pedia uma substituição mais cedo e se o facto de ter sido um jogo com muitos espaços abertos também ajudou ao desfecho final?

Pepa: Os espaços procuram-se e trabalham-se, isso também depende da capacidade da equipa. O ataque posicional do Benfica é assimétrico, do lado direito de uma forma e do lado esquerdo de outra. Sabíamos da qualidade na construção com o pé esquerdo de Grimaldo e Vertonghen e Gonçalo Ramos a vir daquele lado. Mas dois cruzamentos e dois golos. Nós discutimos o jogo do início ao fim

João Castro
João Castrohttp://www.bolanarede.pt
O João estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. A sua grande paixão é sem dúvida o jornalismo desportivo, sendo que para ele tudo o que seja um bom jogo de futebol é bem-vindo. Pode-se dizer que esta sua paixão surgiu desde que começou a perceber que o mundo do futebol é muito mais que uma bola a passear na relva.

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