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Bruno Costa Carvalho | Os 4 eixos da candidatura apresentada no Museu Cosme Damião

João Fernandes · 4 min

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Cobertura do Bola na Rede à apresentação da candidatura de Bruno Costa Carvalho à presidência do SL Benfica

“É um momento particularmente feliz para o Benfica com tanta gente interessada na vida do clube”.

Bruno Costa Carvalho apresentou esta quinta feira, dia 3 de Setembro, no Museu Cosme Damião, a sua candidatura à presidência do Sport Lisboa e Benfica, 11 anos depois de ter sido o único candidato que fez frente a Luís Filipe Vieira.

Na divulgação da campanha “Todos p’lo Benfica” estiveram apenas presentes alguns jornalistas e membros da lista, tendo estes últimos participado ativamente na sessão, ao explicarem vários dos pontos centrais do projeto encabeçado por Bruno Carvalho.

Contudo, ainda não é certo que o nome do empresário de 51 anos vá às urnas, por não cumprir os 25 anos de sócio efetivo do clube (após a maioridade) previstos com a alteração dos estatutos; Costa Carvalho tem apenas 18 anos nessa condição.

A pouco mais de um mês das eleições, damos então a conhecer os quatro eixos do projeto “Todos p’lo Benfica”.

1.

Fonte: SL Benfica

Tornar o Benfica num super clube europeu – Foi a ideia mais vezes repetida por Bruno Carvalho e pelos membros da lista presentes. O objetivo principal do projeto passa por levar o clube da Luz a uma ambição europeia que não se tem verificado, sendo que para tal “o Benfica tem de estar sistematicamente entre as 16 melhores equipas da Europa”.

Para recuperar a relevância europeia e alcançar outros voos, o projeto “Todos p’lo Benfica” faz referência a vários pontos determinantes: uma melhoria significativa da estrutura ligada ao futebol, com o papel de diretor desportivo a ter especial relevo (o nome de Sven-Göran Eriksson foi mais uma vez deixado em cima da mesa); um reforço qualitativo do plantel, através da contratação de jogadores de top mundial, de um bom trabalho do scouting nacional e internacional e da capitalização desportiva da formação; ter equipas técnicas de excelência, que promovam futebol de qualidade, ao mesmo tempo que se identificam com os valores do clube; o reforço da presença da marca Benfica nos mercados emergentes que são fãs de futebol, com a criação de cinco polos nesses mercados (Ásia, Médio Oriente, América do Sul, etc.); a melhoria acentuada da situação económico-financeira do Benfica, através de uma maior transparência e menos “negociatas”. Estes são alguns dos pilares mencionados ao longo da apresentação para que o Benfica entre no “ciclo virtuoso” desejado.

2.

Fonte: SL Benfica

Restaurar a democracia no Benfica – Outro aspeto muitas vezes realçado ao longo da sessão. Um dos grandes objetivos do projeto passa pela revisão dos estatutos, para que se possa restaurar a normalidade democrática no clube.

Algumas das mudanças pensadas são: a equiparação dos direitos dos sócios efetivos aos dos sócios correspondentes, continuando o valor das quotas pagas pelos correspondentes mais barato; a alteração do peso dos votos de cada sócio, regressando ao modelo de um voto (um a cinco anos de sócio), cinco votos (cinco a 10 anos de sócio) e 20 votos (mais de 10 anos de sócio); as casas do Benfica, filiais e delegações deixam de ter direito a voto, “por se tratarem de edifícios e não de pessoas”; a alteração das condições para se poder ser membro de um órgão social do Benfica, sendo que aqui são duras as críticas de Bruno Costa Carvalho, que diz serem “mais as exigências para ser Presidente do Benfica do que para ser Presidente da República”; só poderá haver voto eletrónico se acompanhado de voto físico que permita recontagens, pelo que em caso de recontagem prevalecerá o voto físico; obrigatoriedade na participação em pelo menos dois debates, com o mínimo de uma hora cada, dos candidatos a presidente, algo que tem vindo também a ser discutido por João Noronha Lopes e Rui Gomes da Silva.

3.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Reforçar o ecletismo do clube – Relativamente a este eixo, Luís David, um dos representantes da candidatura “Todos p’lo Benfica” que falou aos jornalistas, começou por dizer que “não interessa a modalidade, o escalão ou o género, se o emblema do Benfica está presente, então o que se quer é que se cumpra o destino do clube: o de vencer” e acabou a desabafar que “os pavilhões da Luz estão quase sempre vazios”. Face a esta situação, o projeto de Costa Carvalho procura trazer as modalidades de volta às luzes da ribalta, sendo referidos alguns pontos-chave como um melhor aproveitamento dos jovens dos escalões de formação (sem descartar o mercado nacional e internacional), um maior destaque para as modalidades femininas, a presença de antigas glórias das várias modalidades na estrutura e também a grande meta do projeto neste eixo – o regresso às estradas com a criação de uma equipa de ciclismo, que porventura poderá participar em provas como a Volta a França num futuro próximo.

4.

Fonte: SL Benfica

Fortalecer a mística do Benfica – No eixo mais peculiar de todo o projeto apresentado por Bruno Costa Carvalho e pela sua equipa, está idealizada a criação de um “Departamento de Mística”, que possa ter um papel proativo junto dos sócios, dos jovens atletas do clube e dos jogadores que chegam à Luz, para que todos entendam o peso da camisola encarnada.

Uma vez que “a mística do clube tem sido descurada”, outro dos objetivos passa pela organização de um congresso benfiquista de dois em dois anos, com a participação de antigas glórias do Benfica em palestras, de forma a que sejam contadas histórias desconhecidas para grande parte dos adeptos e sócios.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

João Fernandes

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