Publicidade

Dez anos de presidência em 4m24s

André Eusébio · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

benficaabenfica

Atingiu-se o ponto mais baixo do Vierismo. Entre os compadrios, os negócios estranhos, os ex-funcionários do FC Porto na estrutura do clube e os Cortezes desta vida em campo, a coisa sempre foi andando. Com a conivência e o desleixo dos 83%, claro. Porque os restantes já vêm alertando para esta pouca vergonha há muito tempo atrás. Adiante. No “Benfica 10 horas” (programa do canal do clube) da passada quinta-feira, ligou para lá um sujeito de seu nome Fernando Santos. Num discurso incrivelmente semelhante ao do Pedro Guerra – qual é a função deste escroque no Benfica, mesmo? – começou a lançar para o ar uma série de baboseiras e elogios ao trabalho do Grande Líder. Já não bastava haver um Pedro Guerra, tínhamos ainda de levar com mais lambe-botistas satisfeitos com este estado de coisas? Não, puro engano. O Fernando Santos e o Pedro Guerra não são mais do que a mesma pessoa.

Admito, porém, que os largos traços estéticos do escroque em causa possam levantar dúvidas sobre esse facto. Mas é mesmo isso. Não satisfeito com o excessivo tempo de antena que tem na Benfica TV, onde tão bem exibe a sua subserviência e vazio intelectual, utilizou os nomes do meio – o que o torna ainda mais patético – para se fazer passar por outra pessoa e continuar o seu puxa-saco Vierista. Importa ainda destacar que o senhor Fernando Santos foi o último ouvinte do referido programa. São tudo puras coincidências, com certeza. Qual a credibilidade da Benfica TV depois disto? Quantas e quantas vezes não terão já sido feitas coisas semelhantes? Como as palavras nunca chegarão para classificar este escabroso episódio, aqui fica, antes que a censura tome conta dele:

Poderia dizer que esta situação me mete nojo, mas não seria suficiente. Nem os dicionários se prepararam para a possibilidade da existência e do mediatismo dos Pedros Guerras. Que Benfica é este? É por estes caminhos obscuros, por estes tachos e com estas atitudes desta gentalha que desgoverna o clube que queremos ir? Se nada for feito, se sócios e adeptos continuarem a compactuar com esta lama que gravita em torno do Benfica, onde é que vamos parar? É puro contra-senso falar do Querido Líder e dos Pedros Guerras que invadem o Benfica diariamente num espaço chamado “Benfica à Benfica”.

Mas 83% escolheram este caminho, resta lutar contra isso. A carneirada Vierista guardará este episódio bem longe dessa valiosa coisa que é a memória, com certeza. De resto, isso vem sendo um episódio recorrente da memória selectiva de quem elege e admira gente desta estirpe. Salve-se o betão, “as contas em dia, que nem parecem de um clube português” e as casas do Benfica “de-di-ca-díssimas”. Tendo isso, temos tudo e estaremos cada vez mais perto  de deixar o Benfica apenas para quem o viu antes de 1994. Porque isto é tudo menos Benfica.

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.