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Força da Tática | A Pantera que sufocou a Águia

Bruno Francisco · 2 min

SL Benfica Boavista FC
Foto: Paulo Ladeira/ Bola na Rede

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Na tua opinião, o que é que faltou ao SL Benfica na segunda parte?

O SL Benfica de Nélson Veríssimo continua a oscilar entre momentos em que parece que está a ganhar rotinas novas e confiança, e em momentos em que parece que está ainda pior do que estava com Jorge Jesus.

É uma equipa de extremos e animicamente frágil. O SL Benfica consegue desenhar uma boa jogada e no minuto seguinte tremer numa transição ofensiva adversária. E contra o Boavista FC de Petit não foi diferente.

A segunda parte do jogo que opôs os axadrezados às águias certamente irá ficar na memória dos adeptos dos dois clubes durante algum tempo, embora que por motivos bem diferentes.

Após uma primeira parte em que o SL Benfica esteve sempre por cima e onde marcou dois golos – mas até podia ter marcado mais -, chega uma segunda parte em que os comandados de Veríssimo se desligaram do jogo, chegando até a mostrar desorientação em algumas situações.

Desde o arranque do segundo tempo que a equipa do SL Benfica mostrou que vinha a campo apenas para controlar o jogo.

Os encarnados deixaram de condicionar a construção do Boavista FC de forma eficaz, a pressão começou a ser pouco eficiente e, principalmente, a preparação da perda de posse em momento ofensivo foi inexistente, provocando um caos a favor das transições ofensivas dos axadrezados, como se pode ver pelo vídeo abaixo.

 

Em contrapartida, o Boavista FC veio com todo o gás, a queimar linhas de passe de passe à construção encarnada, a forçar os centrais do SL Benfica a jogar longo e para corredores exteriores e a pressionar alto, contrariamente ao que vinha a fazer na primeira parte.

A junção destes ingredientes veio trazer à tona todas as inseguranças e fantasmas do coletivo do SL Benfica, que, pouco a pouco, começou a afundar o seu jogo e que, ao não ter capacidade para contrariar a pantera, foi de falhanço em falhanço até permitir o empate.

Nos bancos, Petit tem um mérito extraordinário pela forma como mexeu nas dinâmicas da equipa ao intervalo e trouxe uma atitude completamente diferente para a segunda parte.

Já Nélson Veríssimo mostrou uma total incapacidade para ajudar a sua equipa com a entrega de soluções que permitissem superar o sufoco que a equipa estava a sentir.

Petit passou de um 5x4x1 para um 3x4x3, mudou de uma pressão média baixa para uma pressão alta e aumentou muito os índices de agressividade. Já Nélson Veríssimo quis controlar o jogo com bola, mas tinha escolhido uma equipa que não está talhada para isso.

O SL Benfica tinha em campo atletas como Darwin, Rafa e Taarabt, que são jogadores maioritariamente de transições e não de organização, pelo que não se percebe as opções tomadas e as reações tardias do comandante das águias.

Artigo revisto por Joana Mendes

Bruno Francisco

Redação Bola na Rede · ver artigos

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