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Força da Tática | FC Porto arrasa as costas da defesa encarnada

Afonso Cabral · 3 min

FC Porto Belenenses SAD
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

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A ANÁLISE TÁTICA DA VITÓRIA DOS DRAGÕES SOBRE O BENFICA POR 3-0

O FC Porto recebeu e bateu o SL Benfica por 3-0 e apurou-se para os quartos de final da Taça de Portugal.

No 14.º embate entre ambos relativo à Taça de Portugal disputado a Norte, o Porto somou a sua oitava vitória. Registam-se ainda três empates e três vitórias encarnadas numa história que começou em 1939.

Com Sérgio Conceição e Jorge Jesus suspensos, este foi o jogo dos adjuntos. Vítor Bruno levou a melhor e são já sete vitórias em outros tantos jogos quando é chamado a orientar a equipa a partir do banco.

Nas equipas iniciais, a maior novidade passou pela mutação do habitual 3x4x3 encarnado com a introdução de Adel Taarabt na zona central, para tentar criar superioridade face ao habitual meio-campo a dois do FC Porto.

Porém, esta novidade não parece ter apanhado Sérgio Conceição e a sua equipa de surpresa, visto que em organização defensiva, o FC Porto colocou dois jogadores à frente da defesa para ocupar o espaço entrelinhas.

Com uma estrutura de 4x2x3x1, os dragões não permitiram qualquer jogo interior, restando à turma da Luz procurar Rafa e Darwin em movimentos nas costas da defesa. Foram muitas vezes solicitados, mas de forma algo ansiosa e com precipitação para chegar a zonas de finalização.

Precipitação esta que se deveu ao FC Porto ter marcado dois golos nos primeiros seis minutos, e a partir daí, o paradigma do jogo ter mudado radicalmente.

Os dragões ganharam confiança, foram agressivos e exploraram muito bem as costas da defesa encarnada, chegando dessa forma ao terceiro golo.

FC Porto SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Esta foi de resto a chave do encontro, sobretudo pela repetição do duelo Luis Diaz x André Almeida, sempre a pender para o colombiano. Parecem ter voltado os problemas de controlo da profundidade da equipa de Jesus, após a lesão de Lucas Veríssimo.

Ao cair do pano, Evanilson -havia bisado- foi expulso e no regresso das cabines, Jesus mudou para 4x4x2, o seu sistema habitual até à presente temporada.

Na segunda parte o FC Porto recuou o bloco, defendeu perto da baliza e permitiu muito poucas oportunidades à equipa encarnada.

Com pouca profundidade para explorar, a equipa da Luz, que teve mais bola, não encontrou soluções para romper o bloco portista e quase todos os ataques acabaram em cruzamento para a área, sem grande sucesso.

Por uma ou outra vez, o FC Porto conseguiu sair e criar situações de igualdade numérica em transição, ficando mais perto de chegar ao 4-0 que o Benfica de reduzir para 3-1.

 

NOTAS FINAIS

  • Grande leitura de jogo de Sérgio Conceição que anulou o espaço entrelinhas que Jesus tentou aproveitar com a inclusão de Taarabt no 11 inicial. O 3x5x2 do Benfica esbarrou na competência defensiva dos dragões, e também na sua agressividade. Taremi, tal como Paulinho fez no Benfica- Sporting, perseguiu Weigl diretamente, numa marcação HxH impiedosa.
  • Muita ineficácia encarnada no momento ofensivo. Tentaram-se apenas duas formas de ferir os azuis e brancos: na primeira parte através de bolas na profundidade, solicitando sobretudo Rafa, na segunda parte, com cruzamentos para a área. Nenhuma das duas teve sucesso nem colocou a defensiva adversária em perigo.
  • Enorme as exibições de Luis Diaz e Vitinha. O primeiro fez um jogo ao seu estilo, com muita irreverência e capacidade no duelo individual, sendo o responsável pelos melhores momentos do FC Porto na partida. Já o internacional sub-21 português marcou um belo golo, somou várias boas ações (tremenda capacidade de decisão) e mostrou ainda que também pode acrescentar no processo defensivo.
Golos, picardias, polémica e FC Porto nos quartos de final. Para a semana há mais.
Afonso Cabral

Redação Bola na Rede · ver artigos

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