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À segunda jornada da 1ª Liga, defrontaram-se no Estádio Municipal Eng. Manuel Branco Teixeira, o Grupo Desportivo de Chaves e o Sport Lisboa e Benfica. Ambas as equipas terminaram a época passada com um saldo muito positivo.

Por regra, o tetracampeão tem sido mais competente, tendo a última vitória dos transmontanos sobre os lisboetas acontecido há vinte anos atrás, em 1997. Contudo, o Chaves, mesmo vindo da 2º liga, fez um excelente campeonato, o que permitiu ao clube a manutenção no principal escalão nacional e que, certamente, tudo fará para manter.

A equipa de Luís Castro, que não contou com alguns lesionados como Platiny e Perdigão, e apresentou-se com algumas mudanças frente a um Benfica também desfalcado, sem Júlio César, Grimaldo, Zivkovic, André Horta e Mitroglou, ausentes por lesão.

Rui Vitória repetiu o onze do último jogo, mantendo Jonas e Seferovic como dupla atacante. Este último, dada a magnifica pré época que fez e aos bons resultados que tem apresentado, creio que seria titular mesmo com Mitroglou em condições de ir a jogo. O grego que se cuide, a sério!

O Desportivo de Chaves foi um adversário bem organizado defensivamente, pressionou muito e bem e as dificuldades começaram a sentir-se logo nos primeiros minutos. O Benfica teve muito trabalho mas lá conseguia ir chegando com perigo à baliza de Ricardo.

A melhor oportunidade foi de Sálvio, aos 7 minutos, para defesa do guarda-redes. O Chaves reagiu sempre, foi aproveitando as falhas defensivas dos encarnados e conseguiu criar algum perigo, principalmente pelos pés de Tiba, Jorginho e William.

Passado o primeiro quarto de hora, Mateus Pereira, de livre, obrigou a defesa de punhos de Varela. Inconformado, Sálvio, responde com uma bola ao ferro da baliza transmontana.

Galvão, aos 22minutos, quase adianta o Chaves no marcador mas Varela não vacilou. O encontro estava a ser bem disputado e o Chaves não descurou nunca a defesa, sempre muito compacta.

Capitão, André Coelho, evitou, aos 24 minutos, o primeiro do Benfica, depois de uma bola dividida entre o Sálvio e o guarda-redes. O mesmo Sálvio, aos 31 minutos, imparável, quase que faz um chapéu ao guarda redes, depois de desvio mágico de cabeça de Franco Cervi. O número 18, voltou a insistir, aos 34 minutos, mas a bola esbarrava sempre no guardião do Chaves.

Destaque para Mateus Pereira, jogador ágil e rápido, a conseguir encontrar espaços na defesa do clube da Luz várias vezes. Jonas, por seu lado, deu menos nas vistas, estando algo apagado em toda a primeira parte.

Aos 39 minutos, André Coelho trava jogada perigosa, o Benfica ainda conseguiu o canto mas Jardel cabeceou para as mãos de Ricardo. Na resposta, o Chaves ganhou dois cantos de seguida mas sem problemas de maior para a defesa encarnada.

Em cima do intervalo, Seferovic entra em cena com uma jogada que começa em Sálvio, que passa ao helvético mas saiu-lhe mal o remate. Nota para William, que apesar de bem marcado por Jardel, foi conseguindo fazer movimentos desequilibradores. E assim o jogo chegou a meio sem golos mas bem disputado.

Na segunda parte, as equipas apresentaram-se sem alterações nos respectivos onzes e Jonas, acordou, fazendo um remate perigoso mas saiu por cima da baliza adversária. Logo de seguida, grande defesa de Varela travou remate de Jorginho, quando a defesa benfiquista estava batida. Jonas, de novo, rematou mas ao poste. O Benfica estava decidido a ganhar e Seferovic centrou para mais uma grande intervenção de André Coelho, o melhor em campo do Chaves na minha opinião.

O tetracampeão aumentou a carga ofensiva mas o Chaves não deu tréguas, montou, literalmente, um muro no seu lado do campo e foi praticamente impenetrável. Aos 59 minutos, Cervi faz remate traiçoeiro que acabou nas mãos de Ricardo e, novamente, o argentino remata para mais uma grande defesa.

Aos 61 minutos, lance de perigo do Chaves, pelos pés de Mateus Pereira, também este realizou uma grande exibição.

As substituições começaram pelo lado do Chaves, Galvão saiu para entrada de Filipe Melo e ainda, troca de Tiba por Bressan. O treinador do Chaves quis refrescar o seu meio campo.

Até Luisão meteu uma bola na quina do poste mas ela não queria entrar e Rui Vitória tomou medidas, fazendo sair Cervi para entrar Rafa.

Aos 71 minutos, o capitão encarnado cabeceia por cima da baliza de Ricardo. Eu já só chamava por Raúl e Rui Vitória ouviu-me, aos 77 minutos, tirando Sálvio. Três avançados em campo foi a estratégia escolhida pelo treinador, o foco era o golo e ele acabaria por acontecer.

Aos 81minutos, Furlan saiu, numa pausa demorada, para entrar Queiros. Os encarnados sempre a insistirem e a construir jogo até ao fim, pelo lado direito, principalmente, mas nada resultava.

Aos 88 minutos, houve outro lance perigoso de André Almeida, que merece a nota pelo bom jogo que fez, dando bastante apoio ofensivo à equipa.

Decretados foram 6 minutos de compensação, num jogo já desesperado, e Seferovic, o homem, apoiado por Rafa, mostra o faro de golo num toque já sem ângulo e muita habilidade.

Ainda houve tempo para meter o tampão de serviço, Filipe Augusto, para entrar para o lado de Fejsa.

Finda a segunda jornada, mantém-se a tendência de um Benfica que, apesar da pré-época, não joga a feijões e mostra a raça de tetracampeão. E começa assim, a escrever-se o penta!

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