O caso de Gonçalo Guedes e a política de saída de jogadores da formação do SL Benfica

- Advertisement -
Benfica

Tal como Gonçalo Guedes, que regressou recentemente ao SL Benfica, o seu clube de formação, são inúmeros os jogadores que saem dos encarnados após se formarem no Seixal e jogarem relativamente pouco tempo na equipa principal, muitas vezes prejudicando a própria carreira, por não estarem completamente preparados para a saída, e em algumas ocasiões, o clube também.

Será que o sucesso financeiro na venda de jovens jogadores se sobrepõe ao sucesso desportivo que os mesmos podem trazer?

Na época de 2015/2016, quando Gonçalo Guedes se vinha a afirmar como um titular dos encarnados, o avançado acabou por ser vendido aos Paris Saint Germain FC, a meio da temporada, num negócio avaliado em 30 milhões de euros. Deste negócio resultou o estagnamento do jogador em Paris, pois como já se previa, o português não teve o espaço nem o tempo necessários para evoluir e continuar aquilo que tinha vindo a fazer em Lisboa.

Com apenas 13 jogos realizados na capital francesa, Guedes viu-se de certa forma obrigado a procurar outra opção para proceder com a sua carreira e nesse momento mudou-se para o Valência CF. Numa primeira instância por empréstimo, e posteriormente a título definitivo.

Foi em Valência que acabou por conseguir encontrar o seu melhor futebol, evoluir e valorizar-se de forma significativa, ainda que num clube de uma dimensão inferior aos anteriores, mas numa liga definitivamente mais competitiva.

Gonçalo guedes
Fonte: SL Benfica

A questão que se coloca com a análise de todo este processo é a seguinte: Será que a venda de Gonçalo Guedes naquela altura foi a melhor decisão? O português, com tempo de jogo em Espanha, foi capaz de colocar o seu valor de mercado na ordem dos 40 milhões de euros sendo que na altura que foi transferido por 30 milhões para o PSG valia apenas nove.

Ou seja, o Benfica na altura aproveitou apenas o sucesso financeiro imediato que Guedes foi capaz de trazer aos cofres encarnados, mas a verdade é que se o jovem formado no Seixal continuasse mais tempo ao serviço das águias poderia trazer não só um retorno financeiro muito maior como também todo o rendimento desportivo associado à sua figura. De certa forma, tanto o jogador como o clube saíram prejudicados com o negócio.

Neste momento Gonçalo está de novo ao serviço do Benfica, o seu clube, mas este não é um caso isolado.

Jogadores como Bernardo Silva, João Cancelo, Renato Sanches e até mesmo Jota demonstram muitas vezes a vontade de regressar ao Benfica no futuro não só por ser o seu clube de formação, mas também por perdurar o sentimento que poderiam ter dado mais às aguias nas suas primeiras passagens pela equipa principal, e não foram capazes de o fazer por conta de decisões da direção, que olhou para os mesmos com outra perspetiva.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Por outro lado, a gestão feita em relação a jogadores como Rúben Dias e agora Gonçalo Ramos demonstram um exemplo daquilo que deve ser feito com os atletas da formação. Rúben, antes de sair para o estrangeiro, realizou três épocas completas pela equipa principal dos encarnados, onde foi capaz de se afirmar verdadeiramente como um caso sério desportivamente e valorizou-se significativamente a nível financeiro, algo que favoreceu a sua carreira, pois já se mostrava completamente preparado para jogar noutro patamar, e o clube, pois foi capaz de trazer um grande encaixe financeiro à casa que o formou.

Gonçalo Ramos Benfica Gil Vicente Guedes
Fonte: Carlos SIlva/Bola na Rede

Já Gonçalo Ramos, que foi inúmeras vezes associado a outros clubes nas últimas janelas de mercado, permaneceu no Benfica e tem vindo a mostrar que a sua permanência foi o melhor que as águias podiam ter feito, pois, tal como era de esperar, esta época tem sido a sua época de explosão e afirmação. Certamente que uma venda na última janela de transferências seria substancialmente inferior àquela que pode vir a ser feita no futuro, depois da temporada que o 88 das águias tem vindo a realizar apenas aos 21 anos de idade.

Estes são apenas alguns exemplos da história recente do Sport Lisboa e Benfica, que  tem vindo a demonstrar aquilo que deve ou não ser feito e basta apenas olhar para os factos e acontecimentos relativos a estes tópicos para perceber que o Benfica tem o sucesso, tanto desportivo como financeiro, à sua frente.

Guilherme Terras Marques
Guilherme Terras Marques
Orgulhoso estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vê no futebol e na sua cultura uma paixão. É apenas mais um jovem ambicioso que sonha fazer do jornalismo desportivo a sua vida. Escreve com o novo acordo ortográfico

Subscreve!

Artigos Populares

Benfica não vai além dos 20 milhões de euros por central inglês

O Benfica está interessado em negociar Taylor Harwood-Bellis. Porém, as águias não vão além dos 20 milhões de euros pelo defesa central.

Sporting: defesa com lugar garantido no onze inicial para o encontro frente ao Vitória SC

O Sporting vai contar com Eduardo Quaresma no onze inicial da partida contra o Vitória SC, jogo da segunda jornada da Primeira Liga.

Sporting: proposta do Sevilha por Giorgi Kochorashvili e já se conhece o motivo

O Sporting está disposto a negociar com o Sevilha a saída de Giorgi Kochorashvili, mas apenas pelos moldes certos.

Fatoumata Diallo bate recorde nacional e conquista o bronze nos Mundiais de Atletismo 2026

Fatoumata Diallo ficou em terceiro lugar na prova de 400 metros barreiras, prova relativa aos Mundiais de Atletismo 2026.

PUB

Mais Artigos Populares

PSG vence Aston Villa e bisa na Supertaça Europeia

O PSG venceu o Aston Villa na final da Supertaça Europeia por duas bolas a uma, mantendo o troféu na sua posse.

Arsenal e Manchester United escapam com vitórias decididas nos penáltis

Após empates a um golo, o Arsenal bateu o Como 1907 em penáltis, assim como o Manchester United diante do Leeds United.

Roberto Martínez foi apontado mas Xavi Hernández é o escolhido para selecionador dos Países Baixos

Xavi Hernández é o novo selecionador dos Países Baixos. O espanhol sucede a Ronald Koeman, apesar do favoritismo de Roberto Martínez.