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Luís Filipe Vieira | O Rei dos Leitões

Acontece que umas horas depois, já no dia 12, Rui Pereira demitia-se do cargo por não sentir total apoio da direção do clube para a sua organização. Em resposta apressada, sai um comunicado por parte do clube, garantindo todas as condições e afirmando a realização da AGE.

Entretanto, entre a definição de um novo representante da Mesa e novas solicitações de esclarecimento por parte do SoB, repetidamente ignoradas, o tempo foi passando – o suficiente para se revelar um importante pormenor: a ausência de qualquer convocatória até dez dias antes, obrigatória segundo os estatutos. Mais uma demonstração de má vontade. Coube ao SoB enveredar por outra via, nomeadamente o diálogo com o Presidente do Conselho Fiscal – tentando-se explicações que ajudem a perceber tamanha aversão a um confronto com os sócios. Até agora, em vão.

As razões para o descontentamento de larga franja encarnada aumentam e adensam-se numa bola de neve que tudo agarra à sua passagem. Da temporada fracassada, às desconfianças quanto aos métodos utilizados para monitorizar e processar as eleições de outubro, realizadas unicamente com recurso a voto eletrónico – caso único no mundo –, desembocam também em,as audições do presidente encarnado na Comissão de Inquérito ao Novo Banco.

A contestação a Luís Filipe Vieira tem subido de tom
A contestação a Luís Filipe Vieira tem subido de tom
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Nessa comissão ficaram patentes as suas inseguranças em relação à abrangente rede de negócios que foi construindo ao longo dos 18 anos que conta ao leme do SL Benfica – impossível esquecer os confrontos com Mariana Mortágua ou Cecília Meireles, interações que muito expuseram em relação aos métodos subversivos utilizados por Vieira nos seus negócios pessoais, muitos deles já envolvendo o capital do clube, transportando o nome do SL Benfica para áreas nocivas à sua imagem e reputação.

Com tamanha amálgama de percalços na vida benfiquista, sobressaem outro tipo de pormenores, deliciosos do ponto de vista humorístico e que ajuízam bem o desnorte que reina nas mais altas patentes: a situação de Carlos Vinícius, por exemplo, na qual o jogador se apresentou em Portugal sem conhecimento dos responsáveis encarnados, que planeavam uma quarentena para o avançado brasileiro que, entretanto, andou em almoços animados.

E outra, interligada ao famigerado almoço entre Vieira e Pinto da Costa pelo local onde aconteceu: a apresentação de Gil Dias, que se escreveu sob narrativa arrojada, numa clara alusão a práticas de outros tempos e de um outro futebol, mais próximo do povo: a contratação do tecnicista recrutado em Famalicão foi noticiada, em primeira mão, nas redes sociais do mesmo… “Rei dos Leitões”, restaurante que serve, caricatamente, de sede alternativa para a turma encarnada.

Artigo revisto por Joana Mendes

Adepto da discussão futebolística pós-refeição e da cultura de esplanada, o Benfica como pano de fundo e a opinião de que o futebol é a arte suprema.

Adepto da discussão futebolística pós-refeição e da cultura de esplanada, o Benfica como pano de fundo e a opinião de que o futebol é a arte suprema.

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