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O Sport Lisboa e Benfica subiu, literalmente, ao relvado do mítico Teatro dos Sonhos, casa do Manchester United, para a quinta jornada da UEFA Champions League. Os encarnados chegaram a este jogo com 0 pontos conquistados contra os 9 de 9 possíveis da equipa de José Mourinho. Se do lado encarnado estava uma equipa que tinha apenas marcado 1 golo até ao momento, o Manchester United tinha uma eficácia invejável no último terço do terreno.
O Benfica chegou a Inglaterra desfalcado defensivamente com Luisão e André Almeida a limitarem a equipa devido aos cartões vermelhos recebidos na primeira volta da prova. Do lado da equipa inglesa, as ausências mais preocupantes são a de Carrick, Fellaini e de Pogba. Os três médios obrigam José Mourinho a ter apenas 2, Matic e Herrera, para este e tantos outros encontros do United.
O jogo começou com os adeptos dos encarnados em força nas bancadas e a fazerem-se ouvir nos televisores. Dentro das 4 linhas foi também o Benfica a primeira equipa a chegar mais rapidamente ao campo contrário com um pontapé de canto sem muito perigo para De Gea. O Benfica entrou em campo com o 4-3-3 esperado onde a Samaris fazia dupla ofensiva com Pizzi, em lances mais recuados o grego desceu para zonas mais próximas de Fejsa. O United entrou com o seu habitual 4-2-3-1 onde, inicialmente, procurou perceber de que forma o Benfica ia jogar e acabou mesmo por deixar os encarnados terem bola e trocá-la ao seu dispor.
Os primeiros 10 minutos resumem-se a isso mesmo, troca de bola do Benfica com o United a aproveitar a velocidade dos seus alas para ultrapassar a defensiva da equipa portuguesa, em lances de ataque. O Benfica iniciou os segundos 10 minutos com mais presença no campo adversário do que o United e a arriscar lances de ataque com trabalho ofensivo de Douglas. Num desses lances, Raul foi protagonista com um remate acrobático, mas que não deu muito trabalho ao guarda-redes espanhol.

Fonte: OptaJoe
Aos 14 minutos, momento soberbo de Svilar. O jovem guarda-redes esticou-se todo e defendeu uma grande penalidade cobrada por Martial. Douglas fez grande penalidade ao tocar com a mão na bola e o francês não conseguiu abrir o marcador em Old Trafford.
O Benfica cresceu ainda mais e Diogo Gonçalves criou a melhor oportunidade do encontro até ao minuto 18. O jovem extremo transportou a bola para o centro, rematou de fora de área e obrigou o guarda-redes do United a fazer uma gigante defesa. Jogo de loucos até ao momento com as individualidades a destacarem-se.
Aos 21 minutos de jogo José Mourinho teve um problema na sua equipa: Lingard lesionou-se, um problema no fundo das costas, que obrigou Henrikh Mkhitaryan a entrar na partida ao intervalo. O encontro acabou por perder algum ritmo de jogo devido a constantes paragens na partida pois além da lesão de Lingard, Blind também obrigou a uma paragem na partida. A meia hora de jogo mostrou uma mudança no encontro com o United passar a ter mais bola e a obrigar o Benfica a mostrar os pontos fracos que caracterizam a sua defesa. Se não fosse Svilar a mostrar serviço, o conterrâneo belga Lukaku esteve várias vezes próximo de abrir o marcador em Manchester.
Esta subida de linhas do Manchester United obrigou a um recuo dos extremos encarnados com Diogo Gonçalves e Salvio a tornarem-se nuns autênticos defesas laterais. O Benfica respondeu ao futebol do United com a tentativa de reter bola e fazer passes seguros, sem riscos, calmos e que transportem o jogo para o campo adversário. Muito da resposta do Benfica deveu-se aos 3 elementos do meio-campo Pizzi, Fejsa e Samaris. Incrível, mas ao mesmo tempo assustador o que acontece sempre que Martial tem a bola. O extremo esquerdo passa, com demasiada facilidade, por Douglas. A boa forma do 11 francês e o pouco ritmo do 8 encarnado é de deixar qualquer adepto de boca aberta.
Um aspeto muito positivo, e que se viu logo na primeira parte, é a qualidade de jogo de Samaris. O 7 da Luz esteve sempre muito bem, com ou sem bola, e mostrou que talvez renda muito mais em áreas mais ofensivas do que nas zonas mais recuadas do meio-campo. Ao cair do pano na primeira parte, Matic, ex-Benfica, abre o marcador com um golaço a longa distância. O camisola 31 estoira de pé esquerdo, a bola vai ao poste, regressa para as costas de Svilar e entra para dentro da baliza encarnada. Intervalo no teatro dos sonhos e o Benfica vai perdendo por 1-0.
A segunda parte começou com José Mourinho e retirar de campo Lingard que estava lesionado e a colocar em campo Mkhitaryan. O Benfica regressa dos balneários com a mesma equipa e com um grito, bem audível, de Pietra “Vamos lá!”. O Benfica tentou reagir ao longo da segunda parte mas o já algum peso nas pernas da primeira parte, o decorrer do tempo, fez com que o Benfica não encontrasse grandes soluções para chegar ao último terço do terreno. O United passou a jogar com a cabeça e muitas vezes a baixar o ritmo de jogo com a constante troca de bola.

Fonte: SL Benfica
Eliseu foi o primeiro a entrar nas substituições realizadas para a saída de Grimaldo. O jovem espanhol saiu com queixas e Rui Vitória acabou por retirar o esquerdino de campo. E após a substituição, surge uma das melhores oportunidades de jogo para o Benfica. Raul, num lance rápido, rematou mas a bola bate com força no poste e vai para fora. José Mourinho a partir deste momento preferiu começar a reforçar o meio-campo e retirou o extremo Mata e adiciona Herrera ao sector do meio-campo jogando agora em 4-3-3 numa tentativa de não deixar o Benfica subir no terreno.
O Benfica reagiu, mesmo com a mudança tática, e conseguiu surgir no meio-campo adversário. Num dos lances de contra-ataque do United o bem fresco Rashford fintou meio mundo, baralhou os defesas encarnados e acabou parado por Samaris que causou assim uma grande-penalidade. Lukaku, Herrera e acabou por ser Blind a rematar e a marcar o segundo para o United matando assim as esperanças do Benfica de ficar na segunda posição da Champions. Antes do 2-0 Seferovic entrou para o lugar de Raul e Jonas, após o golo, entrou para o lugar de Pizzi. O tempo passa, aproxima-se os 90 minutos e o resultado das outras duas equipas ditam que é preciso muito para o Benfica qualificar-se até para a próxima fase.
O Benfica confirmou assim o “adeus” ao futebol milionário e somou a quarta derrota em quatro jogos. Além números, bom jogo de futebol do Benfica principalmente na primeira parte e, chamando ao barulho o United, foi uma boa partida “de bola” entre dois grandes símbolos do futebol mundial.
A FIGURA

Diogo Gonçalves. O jovem jogador continua presente nos 11s iniciais da Luz e a mostrar muita qualidade. A sua velocidade, transporte de bola, as características de ser um jogador que distribui jogo fazem dele um caso sério no coletivo do Benfica. Hoje, mais do que 1 vez, levou os jogadores do United ao desespero.
O FORA DE JOGO

Douglas. Se ofensivamente garante um futebol bem positivo, jogar com ele ou com um cone na defesa é o mesmo. Martial e Rashford fizeram o que quiseram dele durante os 90 minutos.












