Não há três sem quatro: os convocados benfiquistas para a seleção portuguesa

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Ainda antes do jogo frente à Polónia foi anunciado que Rafa Silva teria sido convocado pela seleção portuguesa, dada a lesão de Gonçalo Guedes, que atua no Valência, no jogo frente ao Barcelona. O extremo entrou a titular, mas esteve em campo apenas 11 minutos ao ter de ser substituído por lesão.

Rafa é então chamado e junta-se aos outros três benfiquistas que já tinham sido convocados anteriormente: Pizzi, Gedson Fernandes, e Rúben Dias. O Sport Lisboa e Benfica é o clube mais representado na convocatória da seleção portuguesa.

Estes quatro fazem parte de uma escolha de 23 jogadores que iriam defrontar a Polónia a contar para a Liga das Nações (jogo já realizado), e a Escócia num amigável, no próximo dia 14 de outubro. E a meu ver são quatro jogadores que merecem a convocatória tendo em conta as exibições neste início de época.

Rúben Dias já é um dos centrais titulares do Benfica desde a época passada. Já conta com muitos minutos em campo, e a sua evolução exibicional tem sido notória. Apenas com 21 anos de idade e já começa a ser uma das opções óbvias para a seleção nacional em termos de defesas centrais. Para além de Pepe (que a meu ver ainda tem a qualidade necessária para jogar pela seleção) não há muitos outros centrais com a qualidade que iguale (neste momento) a de Rúben Dias.

Viu-se no jogo frente ao Porto o porquê de Rúben Dias já ser um central muito bom, e o porquê de ter uma margem de progressão bastante larga. Antes do jogo contra o Porto, Rúben Dias tinha sido expulso na partida a contar para a Liga dos Campeões, frente ao AEK da Grécia. Uma marca que acaba sempre por ser negativa para um central que se queira afirmar a nível mundial. Já no jogo seguinte, em 90 minutos, Rúben Dias fez apenas uma falta no clássico frente aos Dragões, que teoricamente seria um jogo para muitas faltas dada a intensidade e importância de tal encontro. Para além disso, foi mais uma exibição excelente, com muitos cortes de qualidade e recuperações de bola por parte de Rúben Dias. É, portanto, uma escolha mais que óbvia para Fernando Santos.

Pizzi é mais um jogador que merece a convocatória pelo arranque de época fantástico pelo Benfica. Tem sido crucial no meio campo encarnado, contando até agora com 79% de eficácia de passes na liga portuguesa (85% na Liga dos Campeões) alguns deles sendo passes a servir os avançados para o golo (são já quatro assistências). Pizzi não tinha fechado a época passada da melhor forma ao baixar o nível exibicional, mas entrou nesta temporada com o pé direito, merecendo então a aposta do selecionador.

Gedson é outro médio benfiquista convocado para a seleção. Apesar de ter deixado a intensidade exibicional baixar um pouco em relação aos primeiros jogos da época, Gedson continua a ser uma aposta de Rui Vitória. Falhou os jogos contra o Desportivo das Aves e contra o Porto, mas esteve presente nos jogos todos a contar para Liga dos Campeões. Tem uma média de eficácia de passes parecida com a de Pizzi, mas tem um pouco de mais interceções, mais perdas de bola e menos duelos ganhos. Apesar de ter sido convocado, não foi utilizado frente à Polónia.

Rafa é o quarto convocado benfiquista depois da lesão de Gonçalo Guedes
Fonte: SL Benfica

E por fim, Rafa Silva que aparece para substituir um dos extremos de revelação mundial da formação do Benfica, Gonçalo Guedes. E terá sido uma boa escolha? Para mim sim, Rafa só não é titular no Benfica porque Rui Vitória deve ter uma paixão por Salvio, que até teve um bom início de época, mas que a meu ver falha em muitas ocasiões e momentos cruciais. Rafa não é um marcador de golos nato, mas muito provavelmente é o jogador mais rápido que o Benfica tem no plantel, para além de ter um ótimo drible e obrigar a defesa adversária a cair em cima dele. Apesar de ter singrado muito mais ao serviço do Braga, Rafa continua a ter muita qualidade e merece a convocatória.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Jorge Baptista Laires
Jorge Baptista Laireshttp://www.bolanarede.pt
Adepto do Sport Lisboa e Benfica, do clube da sua terra, e, principalmente, da verdade desportiva. Despreza fanatismos clubísticos, tendo sempre uma opinião formada no que vê do próprio jogo jogado.                                                                                                                                                 O Jorge escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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