Novo rumo: o topo, lá bem no alto!

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sl benfica cabeçalho 1Acabou. Finalmente, terminou o pesadelo europeu para o Benfica esta temporada. Acabou de forma vergonhosa, com uma derrota caseira frente ao FC Basileia por 0-2, uma afronta aos adeptos encarnados. Nem para bater o pé à má imagem que deixaram nos cinco jogos (derrotas), as águias conseguiram superiorizar-se aos suíços que, embora ao longo da fase de grupos tivessem mostrado que foram, de facto, a segunda melhor equipa e a equipa que mereceu passar à segunda fase da prova milionária, são claramente uma equipa mediana. Venceram por duas bolas a zero, sem deslumbrar. Foram apenas confrontados com uma equipa que se mostrou tão ou mais mediana que eles e foi o suficiente para fazerem o que fizeram no Estádio da Luz.

Mas pronto, tal como iniciei o texto. Acabou. A vergonha europeia já não poderá aumentar e já não poderá atormentar mais o ego dos adeptos que ainda se sentem tetracampeões, pois os encarnados não voltarão a competir fora de fronteiras esta época. Com zero pontos, são mesmo a pior equipa portuguesa de sempre a competir na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Enfim, acabou. Os benfiquistas terão de fazer como estou a fazer agora e marcar um ponto final, não deixando que esta desastrosa participação na Liga dos Campeões retorne ao pensamento e prossigam com o que tem sido encarnado nos últimos tempos: as provas internas.

O Benfica ganhou os últimos quatro campeonatos da Primeira Liga, venceu duas Taças de Portugal nos últimos quatro anos, assim como duas Supertaças Cândido de Oliveira e três Taças da Liga no mesmo período. Dá um total de 11 títulos em 16 possíveis, uma percentagem de 68,75% dos títulos internos foi para os encarnados nos últimos quatro anos.

Assim, e com o término das competições externas para o Benfica, há que aproveitar a suposta vantagem do descanso e do tempo. Sem jogos durante a semana enquanto os rivais FC Porto e Sporting CP jogam e estafam os seus jogadores nas provas europeias em busca de algo mais, o Benfica tem esse “tempo-livre” para consolidar estratégias, táticas, rotinas e pensamentos de jogo, assim como para curar lesões, descansar física e psicologicamente, não se vendo constantemente focados e pressionados com os jogos europeus que tanto desgastam os jogadores.

 

Deste modo, reforço a minha ideia (já previamente sublinhada num texto anterior) de que o Benfica está agora “mais obrigado” a vencer o pentacampeonato. Depois desta desilusão que foi a Liga dos Campeões e que tirou toda a emoção inerente aos jogos contra outras equipas da Europa, na busca por um título e por prestígio europeu, os pupilos de Rui Vitória terão de garantir que nas restantes provas compensam essa emoção perdida. No entanto, não falo daquela emoção de estar a perder/empatar até bem tarde no jogo e marcar no último minuto frente ao Tondela, pois esses jogos são de vitória obrigatória, sendo agora ainda de maior obrigatoriedade. Falo sim na emoção do jogo bem jogado, do futebol bonito, da “nota artística”, de dar 6-0 como contra o Vitória FC, fazendo lembrar outros tempos que parecem longínquos, mas que há tão pouco tempo estavam mesmo aqui.

A presença dos três grandes nas restantes competições internas, como a Taça da Liga e a Taça de Portugal, implica que o Benfica terá de se superiorizar a estes, quer direta ou indiretamente. Além, claro, de na Primeira Liga se ver obrigado a fazer um restante percurso a roçar a perfeição para que possibilite a sua conquista de modo merecedora. O que se tem feito é apenas o q.b. e o que se pede é abundância. Há um espaço demasiado grande entre o que se faz e o que se pede, por isso é com este tempo livre a mais do que os rivais diretos e este descanso a mais do que estes, que o Benfica parte em vantagem para, pelo menos, encurtar esta distância. Folgará no calendário e poderá preparar melhor os jogos. No entanto, é preciso usar essa folga eficientemente para que no fim os títulos se conquistem.

E porque sair das competições europeias, quanto a vantagens tem poucas, aqui fica mais uma desvantagem para vocês, jogadores: agora é ainda mais obrigatório levantar pelo menos dois troféus, e o penta terá de ser um deles.

Saudações Benfiquistas!

 

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Pedro Afonso Estorninho
Pedro Afonso Estorninhohttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o Benfica faz parte da vida do Pedro Estorninho. Avô e pai benfiquistas deixaram-lhe no sangue a chama das águias. A viver nos Açores nunca teve muitas oportunidades de ver o clube ao vivo, mas os estudos trouxeram-no à capital, onde pode assistir de perto aos jogos do tricampeão. A paixão pela escrita sempre foi algo dentro dele que nunca conseguiu mostrar e surge agora a oportunidade de juntar o melhor dos dois mundos.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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