O multiverso de Chiquinho

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Chiquinho assina pelo SL Benfica depois de uma grande época em Coimbra.

Chiquinho assina pelo SL Benfica depois de um grande época em Moreira de Cónegos.

Chiquinho é o clone de Pizzi.

Chiquinho é o clone de Candeias.

Chiquinho integra o plantel para a próxima época.

Chiquinho é dispensado.

Chiquinho vale 690 mil euros.

Chiquinho vale 9 milhões.

O Benfica não recebe um tostão pelo Chiquinho.

Um universo de possibilidades, um multiverso de realidades em volta de Francisco Silva Machado.

Se não fosse a questão temporal estaríamos realmente a falar em realidades paralelas. Contudo a junção destas possibilidades permite-nos criar duas realidades dentro do mesmo universo, duas realidades somente separadas por 12 meses e ligadas pelo factor somatório dos valores monetários – Chiquinho custou ao SL Benfica 690 mil euros + 4,5 milhões (50% do passe e 750 mil condicionantes do apuramento para a Champions). Portanto saiem dos cofres da Luz mais de 5 milhões euros e entram zero.

As negociatas e gestão do plantel na época transacta são as grandes críticas a este negócio. Chiquinho sempre teve valor para o SL Benfica e é incompreensível a sua dispensa após 20 dias de águia. Comprar um jogador para depois o ceder a custo zero – prática já usual – e ainda o ir buscar 11 meses depois por quase sete vezes esse valor… é algo transcendente.

A questão nem está no valor do jogador, a questão está no facto de um clube gastar 4,5 milhões para adquirir um jogador seu que deveria estar emprestado. A roda dos milhões é o grande buraco negro neste universo com um espaço temporal de apenas um ano.

Agora esquecendo os acontecimentos do Verão passado.

Chiquinho é jogador da bola, trata bem a redonda, finaliza, serve os colegas, lê e interpreta o jogo
Fonte: Moreirense FC

Chiquinho chega à Luz por 4,5 milhões de euros (750 mil por objectivos prováveis) sendo que lhe é atríbuido um valor de 9 milhões euros. Uma excelente compra por parte do SL Benfica. O resgate deste jogador é uma das grandes noticias do defeso encarnado.

É que o multiverso de Chiquinho estende-se também aos relvados.

Chiquinho não é o clone do Pizzi mas pode sim jogar na sua posição. Tal como na posição do Félix. Tal como do outro lado onde tem vindo a actuar mais o Rafa. Tal como o terceiro médio num regresso táctico ao passado. O Chiquinho é jogador da bola, trata bem a redonda, finaliza, serve os colegas, lê e interpreta o jogo. O Chiquinho é mais um talento para o carrossel de ataque Lagiano. E com a saída de João Félix e Jonas, Chiquinho é uma lufada de ar fresco para todos os benfiquistas.

Vale os milhões por ele pagos e não deve ser nunca sobrecarregado com o peso dos erros e negociatas de quem dirige o clube.

Chiquinho é mais um motivo para a bola sorrir no Estádio da Luz.

Um péssimo negócio. Uma fantástica contratação.

Foto de Capa: SL Benfica

Daniel Oliveira
Daniel Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
Primeira palavra bola. Primeiro brinquedo bola. E assim sempre será. É a ver jogos que partilha os melhores momentos de amizade. É a ver jogos que faz as melhores viagens. É a ver jogos que esquece os maiores problemas. Foi na paixão pelo jogo que sempre ultrapassou os outros desgostos de amor. Agora a caminhar para velho pode partilhar em palavras aquilo que sempre guardou para si em pensamentos e pequenos desabafos.                                                                                                                                                 O Daniel não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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