Publicidade

P. Ferreira 0-2 Benfica: Se não vai em arte, vai em raça

Francisco Vaz de Miranda · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

benficaabenfica

Depois de mais uma categórica vitória sobre o Sporting por 2-0, importava hoje perceber como reagiria o Benfica à ausência do seu coração, Enzo Pérez, castigado talvez pelo tráfico dos rins de Eric Dier…Com a já expectável entrada de Rúben Amorim para o lugar do argentino, o Benfica entrou quase a dormir na partida. Circulação de bola lentíssima, causada pela estranheza de não ter o motor de alta rotação Enzo, que era apenas disfarçada, a espaços, por um Gaitán numa forma estupenda. O Paços, ultra-defensivo – típico de Henrique Calisto -, pouco ou nenhum perigo criou junto de Oblak. Sinceramente, não me recordo de uma defesa digna desse nome por parte do esloveno nos últimos tempos. Claras melhorias no processo defensivo do Benfica, portanto. Se juntarmos a isto (mais) um relvado lastimável, o resultado ao intervalo não poderia ser outro que não o 0-0.

Para sair da Mata Real na mesma situação em que estava à entrada para esta jornada, a equipa de Jorge Jesus teria de fazer muito mais. E assim foi. Com o aumento considerável da pressão sobre o adversário e do ritmo de jogo, surgiu o golo inaugural aos 54 minutos: inteligente, Rodrigo a marcar um canto curto e, aproveitando o reposicionamento defensivo do Paços, Rúben Amorim vestiu-se de Enzo e colocou a bola redondinha em Garay, que cabeceou para o fundo da baliza. Na impossibilidade da nota artística em jogos destes, Jorge Jesus e os jogadores perceberam que havia que encontrar outras maneiras de chegar ao golo. Com o abismo de qualidade entre as duas equipas, bastou carregar ligeiramente no acelerador para as oportunidades de golo aparecerem. Aos 68, Markovic libertou-se da nulidade que vinha a ser até então e aproveitou mais uma excelente acção defensiva de Amorim – excelente jogo do português –, para embalar no seu típico slalom até fuzilar Degra para o 0-2. Resultado feito e gestão até ao final, perante um Paços que nem uma oportunidade de golo criou. Nos últimos 11 jogos, o Benfica sofreu um (!) golo. O que equivale a dizer que com Oblak na baliza o Benfica sofreu um único golo. Coincidências…

Um jogo que pareceu complicado ao intervalo depressa ficou resolvido com duas machadadas letais. O Benfica respira confiança e isso traduz-se em campo: mesmo em jogos duros como o de hoje, o discernimento e atitude de vitória nunca se perdem. Se raramente nos deslumbra com jogos de encher o olho, a verdade é que as vitórias vão aparecendo umas atrás das outras. De um Benfica morto, em Outubro, temos um Benfica com possibilidade de fazer uma época de sonho. Resta passar da teoria para a prática e um dia terá de ser. Venha o PAOK, jogo em que se espera uma gestão inteligente a pensar no V. Guimarães, próxima final rumo ao 33º.

Os festejos depois do primeiro golo Fonte: ofuraredes.blogspot.pt
Os festejos depois do primeiro golo
Fonte: ofuraredes.blogspot.pt

A Figura
Rúben Amorim – Na ausência do actual melhor jogador do Benfica (Enzo Pérez), o português cumpriu muito bem o seu papel. De uma assistência e de uma recuperação de bola suas, nasceram os dois golos.

O Fora-de-Jogo
Rodrigo – Num campo pouco propício a “rodriguinhos”, o espanhol nunca encontrou o espaço de que precisa para fazer valer as suas inegáveis qualidades: arranque, mudanças de velocidade, procura no espaço.

Francisco Vaz de Miranda

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.