Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
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Paz aos seus golos

André Eusébio · 2 min

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Nunca foi tão difícil começar um texto. Não por falta de ideias, mas por excesso delas. Entre os três em Tel-Aviv, quatro em Anfield, os cinco no Dragão, o murro do Kelvin com direito a joelhos e choro, agressões a jogadores e polícias e trocas de Aimar pelo Djaló, a oferta jesuíta é muita. Seria preciso não um texto, mas uma tese para mostrar todas as humilhações oferecidas por Jorge Jesus. Os mesmos erros ontem, hoje e amanhã. Dói vê-lo dizer que a prioridade é o campeonato e depois lançar um dispensado a jogo para poupar o André Almeida para a Champions. Só um visionário consegue ver em Cortez um jogador de futebol e em Gaitán um lateral-esquerdo. Errar uma vez, todos erram. Errar duas, desculpa-se. Errar três é burrice e quatro é demência. Até a demência o Jesus já conseguiu passar. Lamento, porque este narcisista podia ser bom treinador, mas a sua arrogância cega-o e cinge-o às suas ideias e preconceitos. E o resultado disto é o que já todos conhecemos.

Procura-se este clube
Procura-se este clube

Foi-se a exigência e com ela levou o Sport Lisboa e Benfica. Paz à alma deste clube, paz aos seus golos e eterno descanso para o suor das papoilas saltitantes. O clube já não tem alma, os golos já não entram e muito menos as papoilas saltam. Os adeptos soltam um sorrateiro “é uma vergonha” e reiteram assertivamente que “isto tem de mudar”, enquanto o Cortez anda por ali a fazer-nos corar de vergonha e implorar pelo Melgarejo. Bem vistas as coisas, o Cortez não é mais do que o espelho de quem nos lidera para o abismo: burro e não sabe mais. Este clube está a deixar-se arrastar numa morte lenta e agoniante. Outrora o mais democrático em Portugal, hoje está sujo por imberbes que nem saberão quem foi Cosme Damião. Imberbes que reprimem a voz contestatária (au-to-ri-ta-ris-mo) e ofendem os próprios sócios que os elegeram.
Há uns dias vimos os adeptos do Porto a contestar a equipa que tinha voltado a perder um jogo no campeonato, ao fim de quase dois anos. Agressividade excessiva? Talvez. Mas estavam lá, há exigência e cultura de vitória. Tudo corpos estranhos ao Benfica, que prefere emaranhar-se em escutas, arbitragens e má sorte. O benfiquista acomodou-se, fica contente por estar nas decisões sem as ganhar, porque antes nem lá estávamos. Afinal, o nosso estimado Presidente dizia há uns meses que estávamos “perto de ter a hegemonia do futebol português”. Todo o mérito a ele, já que o primeiro lugar no campeonato da vergonha ninguém nos tira. Só vão mesmo acordar quando o Sporting acabar à nossa frente.

André Eusébio

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Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
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