Pouco importa, pouco importa… queremos é o 36!

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O actual plantel é constituído por jogadores de qualidade inquestionável, embora, situados em patamares evolutivos distintos; desta vez, a questão dos excedentários resolveu-se de forma relativamente célere e, neste momento, o grupo de trabalho encontra-se praticamente fechado e devidamente equilibrado – Rui Vitória terá a última palavra quanto aos dispensáveis após o estágio; talvez ainda saia Talisca e talvez ainda entre outro médio (substituto à altura de Renato Sanches). Os experientes Júlio César, Luísão e Salvio procuram recuperar o tempo perdido, regressar ao “onze”, ultrapassadas que estão as tormentosas e longas lesões que os afectaram. Ederson, Lindelof, Nelson Semedo, André Almeida, Pizzi e Raul Jimenez entram numa época de confirmação, após cada um deles ter demonstrado a qualidade e utilidade óbvias do seu futebol.

Mas como se vai tornando regra, é uma nova fornada de jovens que mais aguça a curiosidade do adepto e também, dada a recorrência que o bom exemplo consegue fixar, a do empresário e a do tubarão milionário, ansiosos por cada novo craque, oriundo daquela que é já uma das mais reconhecidas “rampas de lançamento” do futebol europeu e mundial. Grimaldo, Gonçalo Guedes e Jovic já ensaiaram a sensação “explosiva” da notoriedade e, em breve, poderão assumir-se como alternativas (mais) válidas. O médio André Horta e os extremos Zivkovic e Cervi entusiasmam, surgindo num processo de adaptação ao clube e à equipa (e no caso dos estrangeiros, ao país e à cidade). O médio João Carvalho e o extremo Diogo Gonçalves encontram-se na primeira linha de homens e futebolistas “nascidos” no Seixal – depois de cumprida a formação, é hora de passos mais sólidos.

Neste clube há coisas que o dinheiro não compra Fonte: SL Benfica
Neste clube há coisas que o dinheiro não compra
Fonte: SL Benfica

Outro dos grandes trunfos do Benfica é, certamente, a permanência da produtiva dupla de ataque constituída por Mitrolgou e Jonas – capaz, com os seus golos, de resolver jogos e campeonatos. André Carrillo (ex-Sporting) e Celis, (ex-Junior Barranquilla, da Colômbia) são os reforços mais adultos e, muito provavelmente, aqueles que, neste momento, se encontram melhor posicionados para substituir as vagas em aberto – por Gaitán e Renato Sanches –, podendo entrar no imediato na equipa principal.

Os objectivos não divergem – monótona ambição, a da vida real. O Benfica tem um plantel bem pensado, com jogadores experientes em todos os sectores, titulares e alternativas de qualidade indesmentível, prontos para todos e quaisquer desafios, tanto no plano interno, como no externo. Numa segunda linha, surge uma mão cheia de jovens promessas, capaz de concentrar as atenções dos olheiros europeus, garantindo coesão e rotatividade, mas também, abrindo a porta a futuros negócios de milhões (indispensáveis para o sucesso deste projecto). O campeonato – a conquista de um inédito tetra – é, claramente, a grande prioridade; na Liga dos Campeões, o Benfica deve pensar por etapas, não devendo, porém, rejeitar a evolução progressiva do seu espaço no panorama internacional que os últimos anos têm vindo a confirmar. Resumidamente: o futebol são “onze” contra “onze”, o foco é sempre a vitória e, lá para Maio, vemo-nos no Marquês.

Foto de capa: SL Benfica

João Amaral Santos
João Amaral Santoshttp://www.bolanarede.pt
O João já nasceu apaixonado por desporto. Depois, veio a escrita – onde encontra o seu lugar feliz. Embora apaixonado por futebol, a natureza tosca dos seus pés cedo o convenceu a jogar ao teclado. Ex-jogador de andebol, é jornalista desde 2002 (de jornal e rádio) e adora (tentar) contar uma boa história envolvendo os verdadeiros protagonistas. Adora viajar, literatura e cinema. E anseia pelo regresso da Académica à 1.ª divisão..                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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