PSV Eindhoven 0-0 SL Benfica: Águia viu-se grega, mas garante a fase de grupos

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A CRÓNICA: DEUS ODYSSEAS GARANTE MILHÕES NA LUZ

Noite de emoções fortes no Philips Stadion, que protagonizou o palco ideal para o duelo escaldante entre PSV Eindhoven e SL Benfica, que culminou na passagem das águias para a fase de grupos da UEFA Champions League.

O expectável 3-4-3 de Jorge Jesus deu lugar a um 3-5-2, com a entrada de Taarabt para o lugar que vinha a ser de Pizzi. Com esta mudança tática, os encarnados tinham a ideia de controlar o tridente de médios Sangaré, Van Ginkel e Götze.

A estratégia estava a resultar. Os neerlandeses não conseguiam pautar o jogo como haviam feito na primeira mão, sendo que as águias estavam confortáveis no seu terço defensivo.

Assistia-se a um jogo muito bem disputado, com o metro quadrado a ser muito caro, tal como é de esperar num jogo de Champions. O primeiro remate enquadrado com uma das balizas apareceria apenas aos 23′, quando Max apareceu no bico esquerdo da águia encarnada e rematou para encaixe fácil de Odysseas.

A resposta encarnada apareceria quatro minutos mais tarde. Após slalom Taarabt no miolo, este encontrou Grimaldo. Após uns ressaltos, o espanhol endossou o esférico a Rafa, que rematou por cima da barra da baliza de Drommel, após um corte fulcral de André Ramalho.

Cinco minutos depois, e numa fase da partida em que as equipas se estavam a adiantar mais no terreno, eis que acontece o impensável. Lucas Veríssimo, em apenas 32 minutos de jogo, é expulso, deixando as águias com menos uma unidade. O número 4 das águias saltou com o cotovelo aberto, tendo sido admoestado com o segundo amarelo.

A partir daí, o controlo do jogo passou para o lado dos neerlandeses, que se instalaram por completo no meio campo encarnado. Até ao intervalo, somaram-se duas oportunidades de golo flagrantes para o PSV Eindhoven, ambas a partirem dos pés de Madueke.

Aos 34′, o extremo inglês corta para dentro e remata colocado ao ângulo direito de Odysseas. Sete minutos depois, após combinação com Zahavi, o jovem, de 19 anos, aparece na cara do grego que, com a perna direita, nega o golo que colocaria a equipa de Eindhoven em igualdade na eliminatória.

A segunda parte foi o massacre total. O SL Benfica estava recolhido em 30 metros, totalmente expectante por aquilo que o PSV Eindhoven ia – ou, neste caso, não conseguia – fazer. Nota para a disciplina defensiva demonstrada pelos homens da linha mais recuada das águias – com especial enfoque para Vlachodimos -, que iam conseguindo suster os ímpetos ofensivos dos comandados de Roger Schmidt.

De resto, destacar as duas oportunidades de golo flagrantes que colocariam, sem dúvida alguma, o PSV Eindhoven na fase de grupos. A primeira aos 60′, onde Zahavi, de baliza aberta, acerta no travessão de Vlachodimos, para frustração dos mais de 23 mil neerlandeses na bancada.

A outra oportunidade apareceu aos 84′, novamente com o guardião grego em grande destaque. Vertessen apareceu isolado nas costas de Grimaldo, rematou forte para o ângulo inferior direito de Odysseas que, não agarrando o esférico, defendeu, novamente, a recarga do ponta de lança belga.

Ajusta-se o resultado face às incidências do encontro, onde a expulsão de Veríssimo ditou a supremacia neerlandesa, mas a mesma não passou a muralha da Luz. Que venha a fase de grupos!

 

A FIGURA

Odysseas Vlachodimos foi um gigante na baliza do SL Benfica
Odysseas Vlachodimos foi um gigante na baliza do SL Benfica.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Odysseas Vlachodimos – Imperial. É, para mim, esta a palavra que define a exibição de Vlachodimos, hoje, na Philips Stadion. No total, foram oito defesas protagonizadas pelo grego, que garantiram ao SL Benfica, para já, 37 milhões de euros e o acesso à fase de grupos da UEFA Champions League.

 

O FORA DE JOGO

Lucas Veríssimo foi expulso aos 32 minutos, deixando o SL Benfica reduzido a dez unidades

Lucas Veríssimo – O defesa central brasileiro tem tido um excelente início de temporada, mas não foi feliz esta noite nos Países Baixos. Em apenas 32 minutos de jogo, Lucas Veríssimo foi admoestado duas vezes com o cartão amarelo.

Após a sua saída, os neerlandeses dominaram a partida por completo, tendo os encarnados sido sufocados até ao final da partida. É uma situação a rever, e refletir, por parte do número 4 das águias.

 

ANÁLISE TÁTICA – PSV EINDHOVEN

Novamente com uma frente ofensiva muito móvel, o PSV Eindhoven voltou a apostar na velocidade para encontrar falhas na defesa encarnada. Foi assim que Gakpo conseguiu tirar o primeiro amarelo a Veríssimo, cartão esse que viria mostrar-se fulcral mais à frente.

Com Zahavi a ponta de lança e Gakpo e Madueke a criarem perigo vindos das alas, o tridente ofensivo neerlandês foi um autêntico quebra-cabeças. No processo ofensivo, a equipa de Eindhoven abria os seus centrais e permitia que Van Ginkel ou Sangaré iniciassem o ataque, libertando os laterais para subir e abrindo espaço que Götze podia aproveitar.

Contudo, os desequilíbrios só apareceram decorrentes da superioridade numérica em campo. O jogo entrelinhas começou a surgir, tendo sido a jogada entre Zahavi e Madueke, aos 41′, o exemplo perfeito disso.

No geral, e sem retirar mérito às águias, exigia-se mais a um PSV Eindhoven que, durante mais de 70 minutos, jogou com mais um elemento em campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

J. Drommel (6)

P. Mwene (6)

A. Ramalho (7)

O. Boscagli (5)

P. Max (7)

M. Van Ginkel (6)

M. Götze (7)

M. Madueke (7)

E. Zahavi (6)

C. Gakpo (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Bruma (5)

Obispo (5)

Vertessen (6)

J. Teze (-)

R. Thomas (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se no Philips Stadion num 3-5-2 que, no processo defensivo, assumia-se um 5-3-2. Taarabt entrou para o lugar de Pizzi, assumindo o papel de interior esquerdo, deixando João Mário como interior direito e Weigl na sua típica posição ‘6’.

O jogo ofensivo dos encarnados praticamente não existiu, sendo que os homens da Luz alongaram o jogo na busca da profundidade de Rafa e Yaremchuk durante grande parte do encontro, mesmo em igualdade numérica. E, quando não alongava, era Taarabt a desequilibrar – tal como fez aos 27′, numa jogada em que Rafa esteve perto do golo.

O plano era combater a superioridade do miolo do PSV Eindhoven, algo notório no jogo da primeira mão, mas que hoje não existiu – pelo menos, antes do minuto 32′. Com a expulsão de Veríssimo, as águias reorganizaram-se – primeiro num 4-4-1, até ao intervalo, e depois num 5-3-1.

O sacrifício valeu a pena e as águias conseguiram manter a baliza a zeros durante os 95 minutos da partida. Enorme mérito para Jorge Jesus, que soube mexer consoante o desenrolar da partida, tendo sempre conseguido serenar a equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

O. Vlachodimos (9)

Gilberto (5)

L. Veríssimo (1)

N. Otamendi (8)

Morato (8)

A. Grimaldo (7)

J. Weigl (7)

J. Mário (6)

A. Taarabt (6)

Rafa (6)

R. Yaremchuk (5)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

J. Vertonghen (6)

A. Almeida (6)

G. Ramos (5)

S. Meité (6)

Everton (6)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

João Pedro Coelho
João Pedro Coelhohttp://www.bolanarede.pt
O João não sabe escrever biografias. Posto isto, apraz apenas dizer que estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, e que tem um amor incondicional pelo Sport Lisboa e Benfica.

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