Qual o melhor futuro para Svilar?

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Em junho, abordei o caso de Bruno Varela e, quatro meses depois, com o arranque da época, volto a tocar no mesmo assunto. Desta vez, venho falar de Mile Svilar e dos tempos que vive na Luz, sendo pouco utilizado – 11 jogos em apenas duas épocas –, mas com presença sempre garantida na convocatória de Rui Vitória por ser o substituto do titular Odysseas Vlachodimos.

Svilar chegou ao SL Benfica em 2017/2018, com 18 anos, e, em pouco tempo, tornou-se o guardião mais jovem a vestir a camisola encarnada. Começou por ser lançado às feras, ao ser titular em três partidas da Liga dos Campeões – duas frente ao Manchester United e uma frente ao Basileia. Alinhou em dois jogos da Liga e é sobretudo na Taça de Portugal e na Taça da Liga que tem sido utilizado com maior frequência.

Não gostava que Svilar ficasse conhecido como aquele guarda redes que só joga em competições secundárias e mais focadas em rodar jogadores, mas parece que é esse o caminho que se tem verificado. Num espaço de dois anos, diria que o acontecimento mais relevante do seu percurso foi mesmo o facto de substituir Bruno Varela na posição de segundo guardião do plantel.

A forma como chegou ao SL Benfica foi um pouco questionável devido à falta formação que poderia ter nos juniores ou até na equipa B, de modo a ganhar experiência e a figurar no maior número de jogos possível. Se tal acontecesse, acredito que poderia ser titular da formação, fosse qual fosse o escalão, o que lhe serviria de rampa de lançamento para a equipa principal. Porém, saltando uma parte muito importante na carreira de um jogador, o belga foi lançado às feras muito mais cedo do que o que seria esperado.

Toda esta situação alimenta os rumores de que poderá ser emprestado em janeiro ou no verão. É algo bem provável de acontecer e daí surge o tema deste artigo, numa tentativa de analisarmos todo o processo, a que acresce ainda a concorrência pesada de Vlachodimos, dono e senhor da baliza encarnada.

Conseguirá Mile Svilar ser transformado numa opção de futuro para os encarnados?
Fonte: SL Benfica

Tenho a certeza de que, a médio e longo prazo, feitas as escolhas certas, Svilar pode ser uma opção para o futuro. Sabe utilizar o talento que possui, mas precisa da plataforma para se lançar no futebol português e europeu. Enquanto for o substituto de Vlachodimos, não tirará grande proveito da sua carreira. Aprenderá com os melhores, mas ficará imenso tempo sem jogar e será apenas utilizado na Taça da Liga e Taça de Portugal, como tem acontecido até aqui.

Há imensas possibilidades para o futuro de Svilar: manter-se na mesma posição, alinhar na formação ou ser emprestado, como se fala. Não coloco a hipótese de ser vendido porque acredito que, nas mãos do staff técnico da Luz, conseguirá ser transformado num talento a ter em conta para o futuro. Isto evitará que seja mal aproveitado num outro clube europeu, onde o ritmo de competição é muito mais elevado, tal como a concorrência.

Pelas diferentes opções que este caso suscita, e após alguma reflexão, a minha posição é muito clara: formar para ganhar! Svilar precisa da formação certa e na Luz ainda não teve essa oportunidade, apenas no Anderlecht.

Se é uma opção para o futuro da equipa daqui a uns cinco/dez anos – e acredito que seja-, tem de ser feito algo para que consiga cumprir esse objetivo. Perante todas as escolhas possíveis, a opção que me parece mais viável é a de o jogador permanecer no plantel como substituto de Vlachodimos, sendo titular em competições de menor importância, ao mesmo tempo que alinha no Benfica B, Juniores Sub-19 ou Sub-23, para alcançar a experiência necessária para vingar no futuro.

Tenho a certeza de que, se este caminho for seguido, permitirá a Svilar ter o tempo e espaço necessário para crescer, aprender e evoluir enquanto atleta, desenvolvendo o potencial para que se torne uma mais valia para o futuro do SL Benfica.

Foto de Capa: SL Benfica

Texto revisto por: Mariana Coelho

Miguel Catarino
Miguel Catarinohttp://www.bolanarede.pt
Aspirante a jornalista, destaca-se pela polivalência. Escreve sobre o SL Benfica e WWE, que acompanha com frequência há 12 anos.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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