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Que venham os oitavos! | SL Benfica

Fernando Coelho · 3 min

SL Benfica Champions
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Benfica

Quando saiu o sorteio da UEFA no dia 25 de agosto, que ditou os adversários das equipas portuguesas na Liga dos Campeões, era consensual: FC Porto com boas perspetivas, Sporting CP com um grupo equilibrado, mas com boas possibilidades e SL Benfica com uma missão espinhosa num grupo com dois tubarões. Certo é que com um grupo que se previa difícil, as águias foram mesmo das primeiras a apurar-se e dia sete de novembro estarão no lote de 16 equipas para os jogos dos oitavos e com o primeiro lugar no bolso, de forma épica, diga-se.

Com 14 pontos, os encarnados foram das melhores equipas da fase de grupos e uma ‘one to watch’ ao longo de toda a prova.

Houve ‘dedo de treinador’ na formação do Benfica, o que permitiu que a equipa se batesse de igual para igual com Nuno Mendes, Danilo Pereira e companhia de Paris e que fosse carrasco da Juventus FC. Não só pelos resultados (dois empates contra o Paris Saint-Germain FC e duas vitórias contra a Juventus), mas sobretudo pela forma de jogar personalizada e que faz com que a Europa atualmente olhe com outros olhos para o Benfica.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O Benfica teve sempre o destino nas suas mãos e passou aos oitavos de final com uma jornada de avanço, com uma vitória sobre a Juventus que até poderia ter tido contornos históricos. O melhor estaria para o fim, contra o até competitivo Maccabi Haifa FC, onde o Benfica deu conta do recado nos dois jogos, com o último a ter proporções históricas, com a vitória por 1-6 a garantir o primeiro lugar pelo critério g) mais golos fora que o PSG. Surreal.

O percurso iniciou-se na Luz, frente ao Maccabi, onde o Benfica entrou com o pé direito como seria de esperar, num jogo que foi mais difícil do que o previsto. Apesar disso, equipa israelita não causou mossa e os encarnados começaram o grupo em primeiro, com uma vitória por 2-0.

O que viria a seguir seria o que muitos previam como o fim do ciclo dourado dos comandados para Roger Schmidt. Pelo contrário, foi o começo dum período categórico da parte das águias.

Num importante jogo em Turim, num campo complicado e num jogo em que até começaram a perder, a equipa aguentou a tormenta inicial e derrubou a ‘velha senhora’ para calar os mais céticos. Depois da visita a Itália, conquistaram mais oito pontos – que poderiam até não ser suficiente – e terminaram no primeiro lugar.

Dois empates contra o poderoso PSG punham o grupo num patamar incerto, mas com a equipa da Luz a depender apenas de si mesma para se apurar. E o Benfica não quis deixar o crédito por mãos alheias e bateu a Juventus em casa por 4-3, terminando com as esperanças transalpinas e seguindo em frente na prova.

SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Faltava Israel, contra o Maccabi, enquanto Juventus e PSG jogavam na casa dos ‘bianconeri’. O apuramento em primeiro parecia depender mais do que a ‘Juve’ conseguisse fazer contra a equipa francesa do que os portugueses no seu jogo, uma vez que a diferença de golos que os parisienses levavam em comparação com os lisboetas situava-se em +4. No entanto, eis que acontece futebol.

Schmidt até foi obrigado a mexer e deu bastante tempo de jogo a Chiquinho e Musa, que recompensaram o alemão pela sua confiança, mas o resultado 1-4 a favor da equipa não era suficiente aos 85’, uma vez que do outro lado o PSG vencia por 1-2. Mas como o normal é demasiado aborrecido, o Benfica faz dois golos ao cair do pano e consegue uma vitória histórica, por números expressivos e num país que nunca tinha vencida. Ah, e também o importante primeiro lugar, graças ao critério g) equipa com mais golos fora.

Foram 14 pontos, 16 golos marcados, sete sofridos e uma mão-cheia de exibições para mais tarde relembrar.

O plantel do Benfica pode ser curto e ter até opções pouco consensuais em algumas posições (com Gonçalo Ramos à cabeça), mas os jogadores que foram utilizados demonstraram estar à altura da exigência. Enzo Fernández encantou a Europa, António Silva mostrou-se e elementos que eram ‘patinhos feios’ como Grimaldo e Rafa demonstraram a sua preponderância na equipa com uma excelente campanha na prova.

A melhor fase de grupos da história do clube e agora… que venham os oitavos!

Fernando Coelho

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