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Como já tem vindo a ser habitual na Liga Portuguesa, as últimas semanas resumem-se em queixas, escândalos e circo. E, como dita a regra, a culpa é do mesmo de sempre.

Começo pelas queixas feitas pelo Sporting CP, onde era “exigida” a interditação do Estádio da Luz pelo facto de o clube apoiar “claques” ilegais e conceder benefícios materiais como tarjas e bandeiras. Ora, para os mais curiosos e pacientes, deixo aqui o Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Estádios, para que possam esclarecer qualquer dúvida:

http://www.idesporto.pt/ficheiros/file/Dec_Regulamentar_10_2001.pdf

Se tiverem interesse em estar a par de todas as exigências feitas pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude, leiam e verão que o Estádio da Luz cumpre todos os requisitos. Aliás, se não cumprisse, porque haveria de ser palco de uma final da Liga dos Campeões e de inúmeros jogos da Seleção Portuguesa? Posto isto, o assunto Segurança da Luz está arrumado e pouco me interessa o resto, para além de uma evidente curiosidade mórbida acerca de qual será a próxima queixa a ser feita.

O outro assunto, talvez mais interessante e, inegavelmente relacionado com o acima referido, é o apoio às ditas “claques” do Benfica. Segundo Luís Filipe Vieira, o Benfica tem apenas grupos de sócios organizados que, como qualquer pagante, têm os seus direitos. A questão aqui são os apoios e regalias que esses tais grupos receberão do Sport Lisboa e Benfica. Uma queixa bem fundamentada poderia deixar o clube em maus lençóis, mas, quando o ponto de partida são os lugares, as tarjas e bandeiras, a queixa cai por terra. Ora, ninguém me pode impedir de juntar um grupo de amigos e comprarmos todos redpass para uma determinada zona do estádio, correto? E que mal faria arranjarmos qualquer um acessório inofensivo, para dentro do recinto?

Fonte: Upperwestside-slb.blogspot.pt
Fonte: Upperwestside-slb.blogspot.pt

Então, pergunto-vos: já ouviram falar do fantástico Upper West Side? Esse grupo, não é nada mais nada menos, que um grupo de sócios organizado. Segundo as mais recentes notícias e queixas, o melhor é acabar também com esse ajuntamento perigoso do terceiro piso! Atenção, não estou a compará-los com os dois grupos reconhecidos em qualquer lado (No Name Boys e Diabos Vermelhos), apenas pretendo mostrar que, as declarações do Presidente do Sport Lisboa e Benfica (um pouco ao jeito de Pinto Da Costa nos seus anos áureos), não são assim tão descabidas. Todos rimos, a internet não perdoou, mas, no fundo, ele não mentiu.

Resumindo, não podemos proibir a entrada de tarjas nem pedir que o clube da Luz seja punido por um suposto “apoio” a claques ilegais. É preciso um controlo de quem entra ou não entra no estádio, é preciso haver um controlo sobre qualquer sócio para que, caso algo corra mal, este possa ser responsabilizado, mas isto aplica-se a qualquer um, não apenas aos que preferem ver a bola no Topo Sul ou na Curva Norte. E, fora do recinto desportivo, o Benfica em nada se poderá responsabilizar – quer por sócios, individualmente, quer por um grupo dos mesmos.

Legalização, segurança e leis. Investigue-se. E depois sim, fale-se.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

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