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Rafa Silva: O sucessor de João Félix?

João Pedro Coelho · 2 min

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Afastado dos relvados durante mais de dois meses e meio, após sofrer uma desinserção do tendão médio adutor à esquerda, frente ao Olympique Lyonnais, em jogo a contar para a terceira jornada da fase de grupos da Champions League, Rafa Silva mostrou-se determinante no primeiro dérbi da década.

O extremo entrou aos 74 minutos para o lugar de Chiquinho e demorou apenas seis minutos para abanar as redes leoninas. Redes essas que voltaram a mexer aos 99 minutos, após um remate em trivela do internacional português.

Com o regresso de Rafa, começam a surgir várias questões no que ao papel deste na equipa diz respeito. Se é verdade que à data da sua lesão Rafa era o principal elemento no ataque encarnado, atualmente a situação é diferente.

A equipa parece ter estabilizado quer no plano ofensivo, quer no plano defensivo. A entrada de Franco Cervi veio dar consistência às “águias” porque, apesar de não ter os mesmos argumentos técnicos que o português, oferece uma maior capacidade de pressão e de recuperação de bola, para além de “dobrar” constantemente Alejandro Grimaldo nas tarefas defensivas. Há, por isso, algumas reticências em retirar o argentino do onze titular.

Cervi tem sido uma das figuras mais acarinhadas por parte dos benfiquistas
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Outra alternativa possível poderá ser a transformação de Rafa numa espécie de segundo avançado, a aparecer entrelinhas para ligar o meio campo ao ataque. Atualmente, essa função tem sido desempenhada – relativamente bem – por Chiquinho. No entanto, tem sido notória a falta de capacidade de finalização apresentada pelo médio ofensivo das águias – que ainda não marcou na presente edição da Primeira Liga -, estando as despesas do ataque das “águias” entregues a Vinícius e Pizzi.

No dérbi, os benfiquistas tiveram um pequeno vislumbre sobre o que Rafa pode acrescentar ao SL Benfica nesse lugar visto que, nesse jogo, ocupou “as costas” do ponta de lança – e devastou, por completo, a defensiva leonina. Aliada à grande capacidade que tem em jogar em entrelinhas adversárias, o internacional português apresenta movimentos de rutura interessantes que podem ser fatais para as defesas contrárias.

Cabe agora a Bruno Lage decidir o que quer fazer: tirar Franco Cervi, que tem contribuído muito para o coletivo ao vestir o “fato de macaco” para ajudar Grimaldo e colocar Rafa na sua posição de origem; ou tirar Chiquinho que, apesar de estar a conseguir ligar o ataque das águias ao meio campo, tem demonstrado alguma incapacidade para finalizar – algo que, como foi notório na última partida, não é problema para Rafa.

Poderá o internacional português ser o tão desejado segundo avançado que tem faltado ao Benfica desde a saída de João Félix?

Foto de capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

João Pedro Coelho

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