Última horaAinda agora renovou: William Gomes na lista de colosso da Premier League
Publicidade

Rio Ave FC 0-3 SL Benfica: Noite calma nos Arcos

Pedro Cantoneiro · 5 min

Costuma ser difícil a visita ao Rio Ave FC. Não o foi desta vez, porque Jesus aproveitou as duas semanas de paragem para mecanizar rotinas

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: GOLEADA IMPEDIDA AO RITMO DOS ADIANTAMENTOS
Costuma ser difícil a visita a Vila do Conde e ao Rio Ave FC. Não o foi desta vez, porque Jorge Jesus aproveitou bem as duas semanas de paragem para mecanizar rotinas e a equipa correspondeu às ideias do técnico na sua plenitude: pressão avassaladora, domínio a todo o campo e jogo resolvido cedo, às cavalitas de Waldschmidt. O homem de um jogo onde o outro destaque vai para os dois golos anulados às águias por fora-de-jogo e pelo penalti assinalado que afinal não o foi… pela mesma razão.

Entraram descomplexados, mandões na procura de resolver cedo uma partida que se podia tornar frustrante, os visitantes. Nos Arcos, mora uma equipa que já tinha batido o pé ao AC Milan e que vai coleccionando exibições interessantes sob o comando de Mário Silva. Era, portanto, do interesse dos lisboetas evitar quaisquer tipos de complicações e responder da melhor forma à perda de pontos do rival directo em Alvalade.

Aos seis minutos, Waldschmidt inaugurou o marcador após excelente assistência de Everton Cebolinha, que de calcanhar enganou a defensiva adversária e ofereceu o golo de bandeja ao alemão. O golo traduzia o já vísivel dominio encarnado a toda a linha, onde a pressão imposta sobre o duplo-pivot formado por Tarantini e Filipe Augusto impedia o Rio Ave de construir o que quer que fosse.

Aos 20 minutos, começa a epopeia das posições irregulares, com o golo de Darwin a ser anulado por indicação do video-árbitro; Oito minutos depois é a vez do seu colega de ataque a ver o seu golo ser invalidado: Waldschmidt parte adiantado aquando duma recuperação no meio-campo ofensivo, finalizando com classe um lance que não valeu.

Seria injusto o SL Benfica ir para o intervalo com a vantagem mínima dado o caudal ofensivo que a equipa produzia. E, talvez, tenha sido essa a problemática que motivou a Darwin Nuñez uma disputa de bola mais assertiva com Borevkovic, ultrapassando o croata em despique físico e, em frente a Kieszek, ter servido Waldschmidt para o segundo da conta pessoal. Fazia-se justiça num jogo de sentido único.

O intervalo foi inútil enquanto espaço para tentativas de mudança. O Rio Ave FC voltou irreconhecível, impotente para disputar com os encarnados um jogo já desequilibrado. Mário Silva decide mexer, aos 61 minutos, e colocou Pelé junto a Felipe Augusto para dar músculo ao meio-campo e tira de cena Francisco Geraldes, o apagado mago da trupe que foi incapaz de sair da sombra de Gabriel.

A equipa melhorou, a momentos, mais capaz era de rivalizar com a intensidade imposta pelo adversário, mas nunca conseguiu verdadeiramente provocar perigo contínuo a Vlachodimos. Era visível o receio em subir o bloco, avisados estavam dum SL Benfica de resposta pronta nos pés de Cebolinha, Rafa e Waldschmidt, a alta velocidade. E daí, o jogo manteve a toada da primeira metade, com as substituições a surtirem poucos efeitos práticos num combate demasiado desigual.

Aos 83 minutos, Gabriel assinou o nome na folha de marcadores e concluiu o resultado: golo justo pela exibição esforçada do brasileiro, que se perfila como o último grande projecto de Jorge Jesus para “6”. A atenção do técnico à exibição do médio foi tanta que os microfones da transmissão televisiva foram insuficientes para tanto volume.

Nota para a lesão de André Almeida á volta dos primeiros dez minutos, que obrigou à sua substituição.

 

A FIGURA

Luca Waldschmidt – O ex-Friburgo vai demonstrando que foi aposta mais que certeira do scouting da Luz: a inteligência e visão de jogo fazem-no associar harmoniosamente com os colegas criativos, permitindo-o pautar ritmos no último terço, onde se complementa perfeitamente com as características de Darwin Núñez. É essa sua facilidade em aliar-se às qualidades dos seus companheiros, num talento raro para a empatia futebolística, que fazem já dele uma certeza – como se viu, e bem, na selecção do seu país.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Filipe Augusto – Bem tentou ser um farol duma equipa à deriva perante tamanha avalanche tática, ainda que nunca se tenha conseguido livrar das irrequietas figuras vermelhas que insistiam em incomodar o seu pé esquerdo. Perdeu inúmeras bolas na primeira fase de construção, fez faltas inusitadas e o facto de nunca ter fugido das responsabilidades expuseram-no ao erro. Um após o outro, numa catadupa de más decisões que deram imagem injusta ao médio brasileiro, que se encontra(va) em boa forma.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Mário Silva não mudou muito em relação às últimas escolhas. Nelson Monte continuou a cumprir a posição de lateral-esquerdo, permitindo á equipa desdobrar-se em 3-4-3 em certas fases do encontro, com a compensação de Carlos Mané daquele lado. Ao duplo pivot Tarantini-Filipe Augusto juntou-se Geraldes, solto, a tentar apoiar Bruno Moreira. Sem sucesso, SL Benfica a definir bem as zonas de pressão e nunca os nortenhos conseguiram replicar as boas indicações deixadas até este momento.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (5)

Ivo Pinto (4)

Borevkovic (3)

Aderlan Santos (2)

Nelson Monte (3)

Tarantini (3)

Filipe Augusto (2)

Geraldes (3)

Piazon (3)

Mané (4)

Bruno Moreira (2)

SUPLENTES UTILIZADOS

Pélé  (4)

Ronan (3)

Dala (3)

Diego Lopes (-)

Gabrielzinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Nada de especial a apontar. 4-4-2 de sempre, Gabriel como ferrolho e Pizzi como construtor de jogo – o médio português foi muito interventivo em todas as fases, ainda que não tenha cumprido exibição vistosa. Rafa e Everton procuravam zonas interiores e os laterais libertavam-se no corredor, com Gilberto a impressionar pela forma desinibida como entrou. Waldschmidt procurava entrelinhas o que Darwin ansiava na profundidade, ainda que tenha cumprido mais 81 minutos de grande disponibilidade física mas poucos resultados práticos, além da assistência. Otamendi e Verthongen cumpriram exibição irrepreensível.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)

Gilberto (5)

Otamendi (6)

Verthongen (7)

Grimaldo (6)

Gabriel (7)

Pizzi (5)

Rafa (6)

Everton (6)

Waldschmidt (8)

Darwin (6)

SUBS UTILIZADOS

Weigl (4)

Nuno Tavares (-)

Seferovic (-)

Pedro Cantoneiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando os outsiders deixam de pedir licença | Premier League

Há uma altura em todas as épocas em que olhamos para a classificação da Premier League e procuramos os intrusos. Aqueles clubes que, por alguma razão, decidiram não respeitar a hierarquia habitual e instalaram-se em lugares que, à partida, pareciam reservados aos mesmos de sempre. Este ano, apenas cinco jornadas decorreram para dois nomes já começarem a desviar a atenção, o Brighton e o Leeds. O primeiro está em terceiro. O segundo, em quinto. Ambos invictos e separados por apenas um ponto. Mas talvez mais interessante do que a posição que ocupam seja a sensação de que nenhum dos dois parece estar ali por acaso... Mas analisemos com factos. O Brighton já marcou 16 golos em cinco jornadas, mais do que qualquer outra equipa do campeonato, e só perdeu um jogo. O Leeds sofreu apenas três golos e ainda não conheceu a derrota.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Cristiano Ronaldo: Obviamente, Finish

Existem momentos em que no espaço futebolístico e mediático não se fala noutro tema. Sendo esses momentos absolutamente inevitáveis, em muitos deve haver consciência por parte dos protagonistas, ações algo dignas e a capacidade de seguir em frente. Assim deve ser, não só pelo respeito por quem está a ver (o país e até o mundo), mas sobretudo pelo respeito por si próprios. Assim foi, tem sido e devia ser o recente escândalo em torno da seleção nacional, envolvendo Pedro Proença, Jorge Jesus e maioritariamente Cristiano Ronaldo.   Em vez de ir cronologicamente e ao pormenor a cada um dos acontecimentos que fizeram parte desta polémica, que já foram repetidos várias vezes pelos média ou tentar perceber, ponto por ponto, quem teve razão e quem não teve, que seria muito aborrecido e sinceramente já é algo enjoativo (pois há teorias e boatos sobre o que qualquer uma das partes terá dito ou feito), é mais necessário colocar um ponto final em todo este embaraço. Todo este imbróglio deixa fragilizado o prestígio da Federação Portuguesa de Futebol (mais que a do seu Presidente), a figura do Selecionador Nacional e ainda mais, o legado e a imagem de Cristiano Ronaldo.

Jorge Afonso · 12 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.