Round 1: Besiktas

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Mais uma época e mais uma vez o Benfica está na fase de grupos da mais importante prova de clubes o mundo, a Liga dos Campeões, e o sorteio ditou que, este ano, os adversários dos encarnados fossem os turcos do Besiktas, os vice-campeões italianos, o Nápoles, e os ucranianos do Dínamo de Kiev, mas vamos primeiro aos turcos.

O ano passado foram a equipa mais regular no campeonato turco, e como tal, foram premiados com a conquista da prova, ficando à frente do Fenerbahçe e do Galatasaray, os principais candidatos à conquista da liga. Para além do título, a equipa dos ex-portistas, Ricardo Quaresma e Aboubakar, e do ex-benfiquista, Anderson Talisca, ganhou o direito a estar de regresso à Champions e com um objectivo em mente, passar a fase de grupos. A tarefa não será fácil, mas há argumentos para sonhar com isso.

A base campeã do ano passado está toda lá, e se a isso juntarmos a mística que uma prova como a Champions acarreta, é de esperar que os jogadores dêem tudo em campo. Em 2014/15 não passaram dos play-offs de acesso à fase de grupos, e a última campanha antes disso tinha sido na época de 2009/10, onde ficaram pela fase de grupos, no quarto lugar.

O registo é bem claro, com uma diferença de 28 jogos entre presenças na Liga Europa e na Liga dos Campeões, os turcos não são novos nestas andanças, mas o registo vitorioso na prova rainha dos clubes europeus não é dos melhores, contando apenas com 22 vitórias em 68 jogos.

Talisca e Aboubakar fortaleceram o atque do campeão turco; Fonte: Besiktas
Talisca e Aboubakar fortaleceram o atque do campeão turco;
Fonte: Besiktas

Sendo rara a sua presença numa fase mais adiantada da prova, os adeptos esperam que os já mencionados Quaresma, Aboubakar, e Talisca, a juntar à experiência dos centrocampistas, Hutchinson e Arslan, e ainda dos seus mais recentes reforços Gokhan Inler, proveniente do Leicester, Caner Erkin, vindo do Inter, e Antiç Nukan, que vem por empréstimo do Leipzig, possam ajudar a equipa a pontificar entre as 16 melhores da europa. O historial de confrontos dos turcos diante dos seus três adversários deste ano, não é favorável, e podemos dizer que a equipa com quem estão mais à vontade para jogar é o Benfica.

É de esperar que Quaresma e Aboubakar possam fornecer informações importantes sobre o funcionamento das águias dentro de campo, mas mais do que isso, há Talisca, jogador que até à pré-época fazia parte dos quadros do Benfica e que conhece bem a equipa que vai estar na Luz no próximo dia 13 de Setembro.

Circulação de bola lenta, saem, na maioria das vezes, a jogar pelo meio, mas com rápidas transições par as alas, na expectativa de que os extremos façam chegar a bola até ao homem da frente para o golo: esta é a forma mais comum de jogar da parte do Besiktas. Ainda assim, é preciso recordar que na época anterior, Sosa, antigo médio do Bayern de Munique, era o organizador de jogo da equipa, e na frente, havia um tal de Mario Gomez, também ex-jogador do Bayern, que foi responsável por 27 golos no campeonato turco, sendo de resto o melhor marcador.

Para este primeiro jogo os dados estão lançados. Cabe ao Benfica, com o seu favoritismo e melhor equipa, impor-se a uma formação que, apesar de ter bons argumentos, e de ainda estar no início da temporada, não apresenta mecanismos de jogo que possam superar o Benfica. Contudo, nunca fiar.

João Valente
João Valentehttp://www.bolanarede.pt
João Valente é um apaixonado pela arte do futebol. Nascido e criado durante boa parte do tempo em Lisboa, começou a seguir este desporto com uns tenros quatro anos e, desde então, tem sido um namoro interminável. É benfiquista de gema – mas não um que só vê Benfica à frente! É alguém que sabe ser justo quer o Benfica ganhe ou perca e que está cá para salientar os porquês, na sua opinião, dos resultados. Como adepto de futebol que é não segue só a atualidade do futebol português; faz questão também de acompanhar a par e passo o que de mais importante acontece nos principais campeonatos. A conjugar com o seu interesse pelo futebol, e pela malha, desporto que descobriu porque o seu avô era campeão lá na rua, veio a escrita, forma que encontra de expor os seus pensamentos na esperança de um dia se tornar num grande jornalista de desporto, algo que dificilmente acontecerá mas, tudo bem, ele um dia há-de perceber isso.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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