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SL Benfica 1-1 FC Porto: Não houve Luz para o título

Jorge Fernandes · 2 min

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Poucas vezes, desde o virar do século, se viu coisa igual nos clássicos entre Benfica e Porto. Atormentado por fantasmas do passado e por coletivos fortes do outro lado, os encarnados tiveram sempre dificuldades em impor-se frente ao seu maior rival. Não foi o caso, desta vez. O Benfica foi superior durante boa parte do encontro, teve oportunidades para resolver o jogo, mas esbarrou num grande Casillas.

A primeira parte teve o Benfica como maior protagonista. Os encarnados – encabeçados pela qualidade de passe de Pizzi, pela inteligência no momento de definição de Jonas e pela capacidade ofensiva de Nélson Semedo – foram quase sempre melhores. Desde muito cedo. Nos primeiros quinze minutos, Ederson tocou apenas uma vez na bola e o Benfica foi dono e senhor do encontro. Total domínio no meio-campo adversário, com circulação inteligente e confiança para encarar um adversário que teve pouco de FC Porto.

Os portistas entraram descontrolados. Quer a nível emocional, quer a nível táctico. A equipa de Nuno Espírito Santo nunca soube controlar o ímpeto do adversário e durante, pelo menos, 20 minutos não entrou verdadeiramente no encontro.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Na segunda metade… da primeira parte, o jogo mudou um pouco de figurino. Os portistas tiveram mais bola e mais presença ofensiva no meio-campo das águias, e foram construindo jogadas de ataque, se bem que, em abono da verdade, boa parte delas eram decididas com atabalhoamento. O Benfica soube aguentar o melhor momento do adversário, e melhor do que isso, foi capaz de construir jogadas de entendimento coletivo que tiveram o condão de deixar o Porto longe da baliza e, consequentemente, da igualdade.

O início do segundo tempo, trouxe um Porto mais forte. Foram 10 minutos de domínio que o Benfica não soube controlar. Presença ofensiva forte, profundidade dada pelos laterais e os desequilíbrios de Brahimi a fazerem a diferença. Numa das muitas jogadas de insistência do argelino, o Porto chegou ao empate por Maxi, depois de alguma cerimónia da defesa encarnada em afastar a bola para longe. Pouco depois, Soares, numa jogada de contra-ataque, fez brilhar Ederson: a saída do brasileiro foi absolutamente decisiva.

A partir daí, quando se pensava que as duas equipas iriam buscar o golo da vitória, tivemos muito mais Benfica em campo. Com uma circulação de bola inteligente – Samaris e Pizzi souberam gerir os momentos de passe de forma quase perfeita –, os comandados de Rui Vitória tiveram por diversas vezes perto do golo da vitória, mas Casillas, pelo segundo ano consecutivo, foi decisivo para o sucesso portista na Luz. Será um “sucesso” suficiente para atingir o grande objetivo da época? O risco é grande, o calendário difícil. Resta-nos… campeonato.

Foto de Capa: SL Benfica

A FIGURA:

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Pizzi – Como sempre perfeito na circulação, no passe, na inteligência com bola e até na cobrança de bolas paradas. Mas, mais do que isso, destacou-se no jogo sem bola.

Foto de Capa: SL Benfica

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Soares – Passou ao lado do encontro, tendo sempre dificuldades em segurar a bola e fazer com que a sua equipa subisse. Faltou apoio ao brasileiro, que da única vez que teve oportunidade para marcar, deixou-se antecipar por Ederson. O jogo menos conseguido ao serviço dos azuis e brancos. 

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Diana Martins

 

Jorge Fernandes

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