SL Benfica 2-1 CD Santa Clara: Darwin traz a alegria de volta à Luz

- Advertisement -

A CRÓNICA: SANTA CLARA MELHOR NO JOGO, ATÉ QUE SURGIU DARWIN

À partida para este encontro, o SL Benfica queria dar continuidade à boa forma iniciada com a vitória em Tondela, mas tinha pela frente um Santa Clara que já derrotara FC Porto e Sporting CP nesta época, que vinha de uma série de cinco jogos consecutivos sem perder na Primeira Liga, mas que não pôde contar com os habituais titulares Lincoln e Cryzan, ambos expulsos no encontro anterior.

Como seria de esperar, o SL Benfica teve sempre mais posse de bola e só começou por apostar no corredor esquerdo e em Everton (em concreto) para criar perigo. As águias recuperaram muitas bolas no meio-campo açoriano e estiveram pertíssimas do golo – Darwin, isolado, atirou ao lado e Vertonghen rematou ao poste.

Mas o Santa Clara não se coibia de atacar e aos 21 minutos marcou: excelente jogada de envolvimento, a explorar as fragilidades defensivas de Lázaro, Rui Costa rematou para defesa incompleta de Vlachodimos e, na recarga, Mohebi inaugurou o marcador. O Santa Clara marcou assim pelo 12.º jogo consecutivo.

O SL Benfica aumentou a pressão, envolveu mais Rafa no seu jogo, só que, até ao intervalo, ainda não conseguira fazer um remate à baliza. O Santa Clara resistiu, defendeu bem, tanto em bloco baixo, como em bloco médio-alto e soube proteger a sua área dos inúmeros cruzamentos dos encarnados (neste aspeto, Kennedy esteve em muito bom plano).

Até ao intervalo, os visitantes ainda assustaram o SL Benfica com duas grandes oportunidades, embora inconsequentes.

A segunda parte começou com um ligeiro ascendente do Santa Clara, mas depois só deu SL Benfica. E os açorianos acabariam por acusar a pressão.

Nélson Veríssimo mexeu na equipa e pouco depois Villanueva fez uma falta desnecessária na sua grande área. No consequente penálti, Darwin empatou a partida… E logo a seguir consumou a reviravolta no marcador.

Boa jogada do SL Benfica pela direita, o recém-entrado Yaremchuk fez um passe para o segundo poste e Darwin, isolado, bisou na partida.

Neste período, via-se uma equipa revigorada do SL Benfica, a praticar um Futebol que os seus adeptos há tanto tempo ansiavam. Os jogadores trocavam bem a bola e o Santa Clara não mais voltou a assustar a baliza encarnada.

Com a vitória, o SL Benfica fica a quatro pontos do Sporting CP, o segundo classificado. Já o Santa Clara somou a sua primeira derrota na Primeira Liga em 2022.

A FIGURA

Darwin soma já 18 golos no campeonato
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Darwin Núñez (SL Benfica) – Desperdiçou uma grande oportunidade na primeira parte, mas, na segunda, redimiu-se por completo. Marcou duas vezes em dois minutos e ainda criou ocasiões de perigo. É, atualmente, indispensável para o sucesso do SL Benfica.

O FORA DE JOGO

O venezuelano deu o mote à remontada encarnada
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Villanueva (CD Santa Clara) – Antes de sofrerem golos, os açorianos estavam muito competentes no processo defensivo, mas o penálti disparatado cometido por Villanueva mudou por completo o jogo. Depois, foi ainda ultrapassado no lance do segundo golo benfiquista. Acabou por comprometer a sua equipa.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Com o mesmo 11 que começara em Tondela, o SL Benfica partia de um 4-4-2, mas saía a jogar a três (Otamendi, Vertonghen e Weigl), os laterais Lázaro e Grimaldo subiam nas alas, o que proporcionava a investida de Rafa e de Everton por terrenos interiores e entrelinhas.

Fruto de uma pressão (quase) sempre elevada no terreno, o SL Benfica recuperou várias vezes a bola no meio-campo adversário. No entanto, essa mesma pressão abria espaços na defesa, algo que o Santa Clara, a espaços, soube explorar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (6)

Lázaro (6)

Otamendi (6)

Vertonghen (6)

Grimaldo (6)

Rafa (6)

Weigl (6)

Paulo Bernardo (5)

Everton (6)

Gonçalo Ramos (5)

Darwin (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Taarabt (7)

Yaremchuk (7)

Meite (6)

Diogo Gonçalves (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Partindo, tal como o SL Benfica, de um 4-4-2, as dinâmicas do Santa Clara eram deveras diferentes. Rui Costa e Mohebi trocavam de posição entre a frente de ataque e o flanco direito o que, em diferentes ocasiões, baralhou a defesa benfiquista.

Aplicavam ocasionalmente uma pressão alta, mas também estavam confortáveis a defender apenas no seu terço defensivo do terreno.

Para sair a jogar, as bolas longas em Mohebi foram uma solução muito procurada, mas a equipa também soube construir jogo desde trás.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (6)

Rafael Ramos (6)

Villanueva (4)

Kennedy (6)

Mansur (6)

Morita (5)

Anderson Carvalho (6)

Óscar Barreto (6)

Mohebi (7)

Ricardinho (5)

Rui Costa (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Nené (6)

Tagawa (6)

Paulo Henrique (6)

Pipe Gomez (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Nélson Veríssimo.

 

CD Santa Clara

Bola na Rede: Na primeira parte, vimos Rui Costa e Mohebi trocarem de posições e a fazerem movimentações que confundiram a defesa do SL Benfica. Pergunto-lhe se essa foi a principal forma que procurou para tentar colmatar as ausências de Lincoln e de Cryzan, e se acha que a saída precoce de Mohebi prejudicou a sua equipa?

Mário Silva: Nunca me ouviram dizer e não me vão ouvir dizer hoje que as ausências, por este ou por aquele motivo, nos prejudicaram seja no que for. Nós temos um plantel, que vocês viram hoje, com gente capaz que necessita de oportunidade e hoje tiveram oportunidade de ter uma boa performance a nível individual, aqueles jogadores que têm jogado menos e a nível coletivo não mudámos as nossas dinâmicas.

Nós temos esse cuidado de trabalhar diariamente e de preparar todos os jogadores para o cenário que idealizámos, que é a nossa ideia de jogo e que está muito bem identificada por todos. Sabemos que, se sair um e entrar outro, as coisas vão funcionar.

São jogadores importantes, como disse na antevisão, mas não são jogadores insubstituíveis, como se viu hoje. Agora, claro que qualquer treinador quer toda a gente disponível, ter muitas boas dores de cabeça, que é isso que eles me dão, para escolher um onze, para escolher um 20 e por isso, neste momento a equipa está nesse caminho, competitiva, com qualidade, os jogadores individualmente a sobressaírem dentro de um coletivo, que é esse o nosso objetivo.

Artigo revisto por Joana Mendes

Afonso Viana Santos
Afonso Viana Santoshttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto faz parte da sua vida. Adora as táticas envolvidas no futebol europeu e americano e também é apaixonado por wrestling.

Subscreve!

Artigos Populares

Adana Demirspor afunda-se na Turquia e termina época com -54 pontos e 169 golos sofridos: eis o porquê

Clube turco acaba com um registo profundamente negativo que reflete uma época marcada por castigos e fragilidades competitivas.

Diogo Dalot após a vitória frente ao Liverpool: «Muito feliz pela qualificação para a Champions League»

Em declarações à sua assessoria de imprensa, Diogo Dalot refletiu sobre o triunfo do Manchester United diante do Liverpool.

Jaime Faria perde final do Challenger de Mauthausen após reviravolta

Jaime Faria saiu derrotado este domingo na final do Challenger de Mauthausen, na Áustria, depois de um duelo frente a Roman Safiullin.

Thun faz história e conquista o primeiro título na Suíça ao regressar à elite

O Thun sagrou-se campeão da Suíça pela primeira vez na sua história, num feito alcançado na época de regresso à primeira divisão.

PUB

Mais Artigos Populares

Começo demolidor acaba em desilusão | Famalicão 2-2 Benfica

O fulgor inicial do Benfica foi diluído numa saída de cabeça baixa, com um resultado que não só sabe a pouco, como abre portas a uma luta acesa com o Sporting por um lugar na Champions League.

Gil Vicente empata a zeros contra o Rio Ave e não aproveita tropeço do Famalicão na luta pelo 5º lugar

Não houve golos no empate entre o Rio Ave e o Gil Vicente. Gilistas não conseguiram apanhar o Famalicão na tabela.

Consagração sem travão na Luz | Benfica 3-1 Sporting

O Benfica entrou em campo com o Hexacampeonato já garantido. Não haverá, no final da época, assim tantas exibições memoráveis em que uma equipa com o título no bolso decida não puxar o 'travão de mão'.