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SL Benfica 2-1 SC Braga: Jonas e Jiménez descomplicaram o difícil

Francisco Vaz de Miranda · 2 min

SL Benfica 2-1 SC Braga: Jonas e Jiménez descomplicaram o difícil

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Oito alterações no onze do Benfica (restaram apenas Ederson, Lindelof e Renato Sanches) para a recepção à sempre complicada equipa do Sporting de Braga para discutir o acesso à final da Taça da Liga. Face a tantas mudanças não seria, pois, tarefa fácil perante a qualidade da equipa de Paulo Fonseca. Não podemos esperar que jogadores que estão há vários meses sem jogar (casos de Luisão e Sílvio) ou que raramente são primeiras opções nos últimos tempos (casos de Carcela, Samaris, …) consigam, de imediato, funcionar como um bom colectivo.

É por aqui que se explica o mau futebol demonstrado na primeira parte e que fez com que o Benfica tenha jogado aos repelões em todo o primeiro tempo. Sem Jonas e Gaitán, a criação de jogo ofensivo dependia quase exclusivamente de Carcela, já que o motor de Renato Sanches já rebentou há algum tempo e vem acumulando maus jogos atrás de maus jogos. Mal esteve Rui Vitória ao lançá-lo em campo… O bom golo de Rafa, após falha de marcação de Salvio, dava à equipa bracarense uma vantagem que se justificava com o que se ia passando em campo: um Benfica totalmente inoperante e incapaz de construir uma jogada ofensiva e se deixava manietar pelo jogo de posse e transições rápidas do Braga, com Rafa, Wilson Eduardo e Hassan a colocarem a defesa encarnada em trabalhos.

Jiménez, sempre oportuno, marcou o golo que colocou o Benfica na final Fonte: #SL Benfica
Jiménez, sempre oportuno, marcou o golo que colocou o Benfica na final
Fonte: SL Benfica

Pois bem, a desvantagem no marcador ao intervalo obrigou Rui Vitória a ir buscar de um dos magos do plantel encarnado e tudo voltou diferente para os segundos 45 minutos. Jonas rendeu Renato Sanches, Talisca recuou para junto de Samaris e o domínio encarnado não tardou em aparecer. Bastou o Benfica colocar uma velocidade acima e a qualidade do futebol depressa veio ao de cima. Aos 58, Carcela descobriu Jonas sozinho entre os centrais do Braga e o craque brasileiro não teve dificuldades em repor a igualdade e justiça no marcador. No segundo tempo, o Braga foi mero espectador e praticamente não deu trabalho a Ederson. Foi sem surpresa que, aos 70 minutos, a vantagem pendeu para os homens da Luz: Raúl Jiménez aproveitou uma falha inacreditável de Matheus, que falhou um pontapé na bola, e só teve de a encaminhar para a baliza deserta.

Foi mais difícil do que se calhar seria necessário, foi preciso ir buscar Jonas ao banco, mas o mais importante está alcançado: o Benfica chega à sua sétima final em nove edições da competição e irá repetir a final do ano passado frente ao Marítimo. O campeonato, esse, segue dentro de momentos…

A Figura:

Grimaldo – Excelentes indicações do defesa-esquerdo espanhol, que promete dar muito trabalho a Eliseu (se se consumar a renovação do português) na próxima temporada.

O Fora de Jogo:

Salvio – Completamente fora de forma graças às duas gravíssimas lesões que teve, não conseguiu ganhar um duelo a Djavan. Esperemos que o argentino ainda volte a ser o que já foi.

Francisco Vaz de Miranda

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O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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