SL Benfica 4-1 CD Tondela: Cumpriu-se a profecia de Jesus

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Jorge Jesus disse: “Na segunda voltamos ao segundo lugar”. Não se sabe se as palavras do antigo técnico das águias eram uma profecia ou uma tentativa de colocar pressão nos encarnados. A verdade é que as palavras de Jesus se cumpriram e o Tondela mostrou não ter equipa para se manter na primeira divisão, aumentando a desvantagem, ainda mais, para o penúltimo classificado.

O Benfica entrou no jogo como precisava de entrar: na frente. O primeiro golo nasceu de um canto que descobriu a cabeça de Jardel na área. O central-brasileiro, de volta ao onze encarnado, não vacilou e inaugurou o marcador. A atitude do Benfica não foi de bicampeão, como aliás tem mostrado várias vezes esta época depois de marcar, a deixar-se relaxar e a ver o Tondela a tentar explorar a velocidade dos seus jogadores – apesar de sem sucesso.

No meio-campo Talisca estava longe de fazer a vez de Renato Sanches; ora os passes do brasileiro saíam com muita força ora demasiado compridos. No entanto, o Benfica fez aquilo a que nos tem habituado nos últimos jogos: foi pragmático. Numa jogada de Gaitán, a romper com a defesa do Tondela, o argentino cruza rasteiro para Jonas, que fez jus à alcunha “Jonas Pistolas” e fuzilou para dentro das redes defendidas por Claudio Ramos.

A partir daí o jogo ficou mais fácil e o Benfica foi crescendo, conseguiu trocar melhor a bola e chegar mais vezes à frente. O Tondela, visivelmente desmoralizado, tentou parar os encarnados com recurso a faltas. A equipa de Petit não conseguia chegar com perigo à baliza de Ederson e a profecia de Jorge Jesus no rescaldo do Estoril – Sporting parecia cumprir-se. O primeiro lugar era novamente do Benfica.

Jonas voltou a brilhar ao serviço do SL Benfica Fonte: SL Benfica
Jonas voltou a brilhar ao serviço do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

O Benfica começou a segunda parte lento e a gerir, mas tal passou a ser apenas um mero golpe de teatro por parte de Rui Vitória. Logo aos 63 minutos entrou Salvio, e minutos depois Gonçalo Guedes, e tudo mudou. O Benfica, sem Gaitán, não perdeu a criatividade nem a capacidade de explosão; pelo contrário. Com as entradas do argentino e do internacional sub-21 português as águias ganharam velocidade e conseguiram levar, quase sempre, a melhor sobre os defesas laterais do Tondela, levando o perigo para a área da equipa do norte.

“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, diria provavelmente Jorge Perestrelo. E diria bem: tanto o Benfica foi à área do Tondela, sempre pelas laterais, que acabou por fazer golo. Jonas bisou no encontro e voltou a mostrar-se letal contra as equipas mais pequenas. O avançado brasileiro somou o 28.º golo no campeonato e subiu para a liderança da tabela dos melhores goleadores de campeonatos na europa.

No meio campo Fejsa foi sempre imperial, tanto nos passes como nos desarmes, a compensar muitos erros do Talisca. A dupla, com as substituições, alterou-se e passou a ser formada por Samaris e Pizzi, mais juntos e mais pressionantes a conseguir gerir a bola no sector mais recuado – também contra um Tondela mais ‘morto’, diga-se de passagem. A única vez em que se viu atirar para o chão foi aos 85 minutos após um remate de Erick Moreno.

Como se as coisas não estivessem já más para o Tondela, a equipa de Petit, perdida na angústia e na amargura do jogo, viu Mitroglou escapar e ficar frente a Claudio Ramos, e o grego com uma frieza finalizadora não poupou o último classificado e marcou.  A resposta do Tondela veio nos descontos com o melhor marcador da equipa, Nathan Junior, a reduzir para 4-1 o resultado final.

Sempre por baixo do jogo os pupilos de Petit nunca conseguiram dar resposta ou tão pouco causar perigo. Mostraram o lugar que ocupam. O Benfica por outro lado soube sempre gerir o jogo, independentemente da quebra após o primeiro golo. Foi um Benfica pragmático e um Rui Vitória inteligente a jogar bem com as substituições. Foi o jogo esperado, foi a profecia de Jorge Jesus cumprida.

A Figura:

Jonas – Bisou e volta ao topo da lista da bota de ouro com 28 golos.

O Fora-de-Jogo:

CD Tondela – A equipa de Petit não mostrou atitude e nunca foi capaz de causar perigo à baliza de Ederson.

Tomás Gomes
Tomás Gomes
O Tomás é sócio do Benfica desde os dois meses. Amante do desporto rei, o seu passatempo favorito é passar os domingos a beber imperial e a comer tremoços com o rabo enterrado no sofá enquanto vê Premier League.                                                                                                                                                 O Tomás escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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